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13/09/2005 - 13h50

Alemanha representa pólo econômico da Europa

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da Folha Online

Considerada atualmente um dos pólos econômicos e políticos da Europa, a Alemanha é o país que sustenta a maior economia do continente --e a terceira maior do mundo, segundo dados do Banco Mundial-- abriga também a maior população, mais de 82 milhões de pessoas.

Mas os números --de dimensões gigantescas-- não afastaram um problema que converte hoje no maior desafio socioeconômico do país: o desemprego, que hoje atinge 11,4% dos alemães economicamente ativos. Em fevereiro último, esse número chegou a 12,6%, um dos mais altos registrados no país, desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Um outro problema enfrentado pelo país é o número de idosos na população: 18,9% têm idade acima de 65 anos. Isso faz com que o sistema de previdência social fique sobrecarregado, gerando um déficit nos cofres públicos.

País que já foi dividido, tornando-se o símbolo máximo da Guerra Fria, a Alemanha foi reunificada em 1990 e, desde então, tem importância fundamental na comunidade européia sendo, ao lado da França um dos eixos da União Européia (UE).

Para se ter uma idéia da importância da Alemanha na Europa, o país foi, em 1999, um dos precursores da introdução do euro na região.

República de Weimar

A história da Alemanha do século 20 em diante é marcada pelas duas guerras mundiais, a ascensão do nazismo e o Muro de Berlim, considerado um dos símbolos máximos da Guerra Fria.

O primeiro passo para a constituição da república alemã --como é conhecida hoje-- aconteceu ainda durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Antes da guerra, o país tinha alcançado um grande desenvolvimento industrial e econômico, mas seu envolvimento no conflito, levado à exaustão pelo marechal Paul von Hindenburg e o general Erich Ludendorff, afunda o país em uma profunda crise econômica e social, que culmina com a derrubada da monarquia.

O confronto só se resolve com a entrada dos Estados Unidos, em 1917, e a derrota alemã. Com o fim da guerra, o último kaiser da Alemanha, Wilhelm 2º, abandona o trono em 1918, sem nenhum apoio popular.

O social-democrata Friedrich Ebert fica encarregado de montar o primeiro governo democrático, na recém-fundada República de Weimar (1919). Apesar dos problemas econômicos, Berlim, nessa época, era considerada a "capital cultural" da Europa.

Desacreditados dos políticos com inclinações esquerdistas, os alemães elegem, para substituir Ebert na Presidência da Alemanha, o ex-marechal Paul von Hindenburg, em 1925, que é reeleito em 1932. A profunda insatisfação social e a pressão econômica provocam a renúncia do então chanceler [cargo equivalente a primeiro-ministro] da Alemanha, Heinrich Brünning, substituído por Franz von Papen, que também abandonou o cargo.
Para substituí-lo, Ebert convida Adolf Hitler, em 1933, que já tinha ficado em segundo lugar nas eleições presidenciais de 1932.

Nazismo

Ao se aproximar do poder, Hitler começa a implantar um sistema ditatorial, com a aniquilação de todos os grupos de oposição ao seu governo.

Um incêndio no prédio do Reichstag (Parlamento) em fevereiro de 1933 dá ao chanceler uma oportunidade única: ao culpar os comunistas, Hitler consegue aprovar leis --ratificadas pelos membros da direita radical no governo-- que tiravam da população as liberdades fundamentais, cerceavam a imprensa e puseram fim aos sindicatos. Era o fim da República de Weimar e o início do 3º Reich.

Hitler constituiu, então, uma polícia que passou a ser temida: a SS (Schutzstaffel), que reprimia qualquer manifestação contrária ao regime, e perseguiu implacavelmente todos os que eram considerados de oposição, em especial membros e simpatizantes do partido social-democrata. Os presos --que chegaram a milhares na Alemanha-- iam para os campos de concentração. Em 1934, Hindenburg morre, e Hitler acumula a função de presidente do país.

Igualmente agressiva, a política externa alemã privilegiou a anexação de territórios. Em 1935, a região do Sarre, que estava sob administração da Liga das Nações [precursora da ONU, Organização das Nações Unidas], foi anexada à Alemanha. Em 19356, tropas alemãs invadiram a Renânia, em 1938, os soldados de Hitler entraram na Áustria.

Além das invasões, Hitler estruturou acordos com o Japão e a Itália, formando o chamado Eixo.

A deflagração da Segunda Guerra Mundial aconteceu em 1939, quando Hitler ordenou, em 1º de setembro, a invasão da Polônia. Cumprindo um acordo de defesa do país, França e Reino Unido declaram guerra aos alemães.

Muro

A guerra terminou quando a Alemanha foi invadida pelas forças aliadas --Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética-- em 1945. Com o advento da Guerra Fria ,dois Estados alemães foram formados, em 1949: a República Federal da Alemanha (ocidental), e a República Democrática Alemã (oriental).

A Alemanha Ocidental sempre manteve uma postura mais liberal, engajando-se comercialmente com vários outros países, e recebendo ajuda econômica da comunidade internacional. Até a década de 70, o país passou pela reconstrução, tendo um rápido crescimento econômico.

A Alemanha Oriental, de caráter comunista, teve o apoio da União Soviética e apesar de ter sido mencionada como um "exemplo", pelo nível de vida dos seus cidadãos, a partir da década de 70 o regime começou a se deteriorar, já que o desenvolvimento econômico não deslanchava. Novamente, os alemães passavam por uma ditadura: o governo impôs um regime estrito de liberdades e implantou uma nova polícia para o controle dos dissidentes: a Stasi.

Com as dificuldades, vários alemães orientais passaram a fugir para o lado ocidental. Na tentativa de conter o êxodo, o governo ordenou em 1961 a construção da barreira que isolaria Berlim Oriental de Berlim Ocidental, e depois bloquearia a passagem entre as duas Alemanhas, dando origem ao Muro de Berlim.

Fim de uma era

Um mal-entendido provoca a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989: o governo havia permitido que os alemães orientais entrassem com pedido de visto para viagens à Alemanha Ocidental.

O Ministro das Comunicações da época, Günter Schabowski, que estava de férias quando houve a promulgação da lei, lê apressadamente uma nota, em uma coletiva de imprensa, que dizia que os alemães poderiam cruzar a fronteira entre as duas Alemanhas sem qualquer permissão. Questionado quando a lei começaria a ser válida, ele respondera que naquele mesmo dia a legislação tinha entrado em vigor.

Milhares de pessoas foram imediatamente aos postos de comando do muro, exigindo sua passagem, o que provocou sua queda. A reunificação das duas Alemanhas ocorreu em 1990.

Com Deutsche Welle e CIA World Factbook

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