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22/09/2005 - 09h56

Schröder e Merkel se encontram para discutir governo alemão

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da Folha Online

O chanceler alemão, Gerhard Schröder, e a líder da oposição, Angela Merkel, se encontraram nesta quinta-feira para discutir a formação do novo governo no país, após as eleições legislativas realizadas no domingo (18). O objetivo é tentar formar uma grande coalizão que una os dois principais partidos da Alemanha, representados pelos dois líderes.

Apesar de a coalizão de Merkel -- formada pela União Democrata Cristã (CSU) e pela União Social Cristã (CSU)-- ter vencido as eleições por menos de um ponto percentual, não alcançou a maioria no Parlamento, ficando com 225 cadeiras no Legislativo, três a mais que o Partido Social Democrata (SPD), de Schröder. Por causa da pequena margem de vitória, o chanceler se recusou a reconhecer a derrota, e insiste em permanecer no cargo.

Nenhum dos dois maiores partidos da Alemanha conseguiu obter ajuda de legendas menores --como o Partido Liberal ou o Partido da Esquerda-- para aumentar sua participação do Parlamento e, com isso, obter um maior número de cadeiras.

Merkel e Edmund Stoiber, líder do CSU, insistem que Schröder deve reconhecer a sua derrota e deixar o governo do país.

Divisão

Membros do SPD querem que o CDU e o CSU --que formam um só bloco no Parlamento-- sejam vistos separadamente no Parlamento. Isso deixaria os social-democratas com a maioria das cadeiras no Legislativo, e garantia a permanência do atual chanceler alemão no cargo.

Sozinho, o CDU obteve apenas 27,8% dos votos, ou 179 cadeiras. O CSU conseguiu 46 cadeiras. O partido de Schröder obteve 34,3% dos votos, ou 222 acentos.

Apesar dos rumores de que o PSD entraria com um pedido formal para a mudança nas regras do Parlamento alemão, para a separação dos partidos da coalizão de Merkel, o líder social-democrata, Franz Muentefering, negou que a legenda ia tomar qualquer ação formal nesse sentido.

Ele afirmou, entretanto, que "não era correto" que os dois grupos conservadores, fora do Parlamento, "mostrassem suas diferenças políticas" em debates públicos "para atrair doações", e agissem como um bloco, na hora de exigir o poder.

Com agências internacionais

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