Mundo
26/09/2005 - 10h19

Israel ataca a faixa de Gaza; Likud vota permanência de Sharon

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da Folha Online

Israel fez nesta segunda-feira uma série de ataques aéreos na faixa de Gaza, em resposta aos ataques de extremistas palestinos neste fim de semana. A ofensiva israelense acontece no mesmo dia em que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, enfrenta votação decisiva dentro de seu partido, o Likud, que pode forçá-lo a deixar a chefia do governo.

Os ataques realizados por Israel acontecem horas depois de o grupo extremista palestino Hamas ter anunciado o fim de ações contra alvos israelenses. Ao menos 90 supostos membros do grupo foram presos nesta segunda-feira, somando-se aos outros 200 que foram detidos neste fim de semana.

Os principais alvos dos ataques desta segunda-feira foram supostos esconderijos de armas dos extremistas palestinos. Uma mulher ficou ferida.

O avião caça israelense também lançou um foguete em um campo vazio ao norte de Gaza, em uma ação classificada pelo Exército como "preventiva" contra os militantes que quisessem usar o local como campo de lançamentos de foguetes Qassam [de fabricação caseira].

O Hamas é, atualmente, o mais poderoso grupo extremista palestino que atua nos territórios palestinos. Ontem, membros da organização anunciaram uma suspensão dos ataques contra Israel, depois que uma explosão matou 19 pessoas durante uma celebração do grupo, ocorrida na sexta-feira (23).

Membros do grupo culparam o Exército israelense pela explosão, que negou qualquer participação no episódio. A ANP (Autoridade Nacional Palestina), informou que o ocorrido foi um "acidente", causado por membros do Hamas.

Enquanto o Hamas planeja parar os ataques contra Israel, outros grupos extremistas, como o Jihad Islâmico, que prometeu continuar os ataques após a morte de um de seus comandantes neste domingo, após um ataque israelense.

Sharon

O comitê central do Likud começou a votar nesta segunda-feira uma moção contra Sharon movida por seu principal opositor, Binyamin Netanyahu, que deixou a pasta de Finanças do governo de Israel em agosto passado, como um ato de protesto contra o plano de retirada dos 21 assentamentos judaicos na faixa de Gaza, e quatro na Cisjordânia, finalizado no último mês.

Ao menos 3.000 partidários do Likud com direito à voto devem ir às urnas nesta segunda-feira para decidir se a legenda vai antecipar as primárias para novembro, o que pode levar Sharon a perder o posto de primeiro-ministro.

A última pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira mostra que o apoio dos partidários a Netanyahu chega a 50,7%, enquanto que Sharon tem 42,3% do apoio dos membros de seu próprio partido.

Colaboradores de Sharon disseram que, se ele perder a votação desta segunda-feira, poderá sair do Likud, e montar um novo bloco partidário de centro.

Com agências internacionais

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