29/09/2005
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21h12
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu publicamente nesta quarta-feira a política do presidente venezuelano Hugo Chávez. Durante solenidade de assinatura de um acordo entre as estatais de petróleo brasileira e venezuelana (Petrobras e PDVSA), Lula disse que a Venezuela teria democracia "em excesso".
O presidente referia-se ao fato de que Chávez teria ganho eleições, feito uma Constituição, um referendo para ele mesmo e, depois, ganho novamente as eleições.
"Eu não sei se a América Latina teve um presidente com as experiências democráticas colocadas em prática na Venezuela", disse Lula, ao comentar que ninguém poderia acusar a Venezuela de não ter democracia. "Poder-se-ia até dizer que tem em excesso".
Segundo Lula, o presidente Chávez chegou a ser "demonizado" no Brasil, e "apanhou como pouca gente apanhou", mas é um companheiro do Brasil e da integração da América do Sul. "Hoje [Chávez] é um presidente que, a cada dez palavras que fala, cita a integração, porque é nisso que nós acreditamos", completou.
Na avaliação do presidente, o acordo entre as duas estatais "gigantes" do setor de petróleo é uma demonstração de que o que parecia impossível não é mais impossível, mas apenas difícil.
"Obviamente, nós temos que vencer barreiras culturais, hábitos políticos, não é uma coisa fácil. Mas nós vamos vencer, nós vamos vencer", disse.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Luiz Inácio Lula da Silva
Leia o que já foi publicado sobre Hugo Chávez
Lula diz que Venezuela tem democracia "em excesso"
PATRÍCIA ZIMMERMANNda Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu publicamente nesta quarta-feira a política do presidente venezuelano Hugo Chávez. Durante solenidade de assinatura de um acordo entre as estatais de petróleo brasileira e venezuelana (Petrobras e PDVSA), Lula disse que a Venezuela teria democracia "em excesso".
O presidente referia-se ao fato de que Chávez teria ganho eleições, feito uma Constituição, um referendo para ele mesmo e, depois, ganho novamente as eleições.
"Eu não sei se a América Latina teve um presidente com as experiências democráticas colocadas em prática na Venezuela", disse Lula, ao comentar que ninguém poderia acusar a Venezuela de não ter democracia. "Poder-se-ia até dizer que tem em excesso".
Segundo Lula, o presidente Chávez chegou a ser "demonizado" no Brasil, e "apanhou como pouca gente apanhou", mas é um companheiro do Brasil e da integração da América do Sul. "Hoje [Chávez] é um presidente que, a cada dez palavras que fala, cita a integração, porque é nisso que nós acreditamos", completou.
Na avaliação do presidente, o acordo entre as duas estatais "gigantes" do setor de petróleo é uma demonstração de que o que parecia impossível não é mais impossível, mas apenas difícil.
"Obviamente, nós temos que vencer barreiras culturais, hábitos políticos, não é uma coisa fácil. Mas nós vamos vencer, nós vamos vencer", disse.
Especial

