06/11/2005
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19h15
O presidente francês, Jacques Chirac, defendeu neste domingo o restabelecimento da ordem na França, depois que os confrontos em Paris se espalharam pelo país e causaram preocupação nos países vizinhos.
"A República é determinada, por definição, como mais forte do que aqueles que querem impor o medo e a violência", afirmou Chirac, após uma reunião de emergência sobre os episódios de violência.
"A lei deve ter a última palavra", afirmou o presidente francês, em seu primeiro comentário público sobre a questão desde que os confrontos tiveram início nos subúrbios de Paris, em 27 de outubro.
A onda de violência continuou neste domingo, quando grupos de jovens invadiram um ônibus no subúrbio de Saint-Etienne, no sul da França, ordenaram que os passageiros descessem e atearam fogo no veículo. Segundo a polícia, o motorista do ônibus e um passageiro ficaram feridos.
Violência
Em Roen, ao norte da França, manifestantes empurraram um carro em chamas contra um prédio da polícia. Ninguém ficou ferido na ação. Veículos também foram queimados em Nantes, Rennes e Orleans.
O governo de Chirac tenta conter a explosão de violência, causada pela desigualdade social e econômica e pela discriminação racial. Segundo o premiê francês Dominique de Villepin, o governo irá reforçar a segurança caso necessário. Cerca de 2.300 policiais extras já foram destacados.
Após uma reunião com Chirac, Villepin afirmou que irá anunciar nessa segunda-feira na televisão seus planos para a população dos subúrbios.
Os confrontos tiveram início há 10 dias, depois que dois adolescentes morreram eletrocutados, aparentemente ao se esconderem da polícia. As morte trouxeram à tona o descontentamento das minorias imigrantes com o racismo, o desemprego e a exclusão social na sociedade francesa.
Prisões
Em toda a França, 1.300 veículos foram queimados durante a noite. Pela primeira vez, mais de 30 carros foram destruídos no centro de Paris. Cidades como Dreux, a oeste, e Nantes, também foram afetadas.
Segundo a polícia, 349 pessoas foram presas--entre elas, seis jovens que foram flagrados estocando 90 coquetéis molotov em um prédio abandonado da polícia ao sul de Paris.
Jean-Marie Huet, alto funcionário do Ministério da Justiça afirmou que 160 pessoas foram levadas a juízo desde o início dos confrontos. Cerca de 20 foram presas, 30 foram liberadas sob fiança e 50 adolescente foram encaminhados para cortes juvenis.
De acordo com autoridades, traficantes de drogas e militantes islâmicos ajudam a organizar os confrontos, por meio da internet e de telefones celulares, entre os imigrantes africanos e muçulmanos que são maioria nos subúrbios.
Imagem
A violência prejudicou a imagem da França no exterior, forçando Villepin a cancelar uma viagem ao Canadá, enquanto a Rússia e os Estados Unidos alertaram seus cidadãos para evitar as áreas afetadas por distúrbios.
A vizinha Alemanha também conta com uma grande população imigrante--incluindo mais de 3 milhões de muçulmanos, em sua maioria de origem turca.
Segundo Wolfgang Bosbach, vice-líder dos cristãos-democratas no Parlamento, a Alemanha "deve estar alerta de que ações similares podem ocorrer no país."
Na Itália, o líder da oposição Romano Prodi fez um apelo para que o governo tome medidas imediatas. "Nós temos os piores subúrbios da Europa. Não acho que sejam tão diferentes de Paris. É uma questão de tempo."
Com agências internacionais
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Violência se espalha pela França; Chirac tenta restabelecer ordem
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da Folha OnlineO presidente francês, Jacques Chirac, defendeu neste domingo o restabelecimento da ordem na França, depois que os confrontos em Paris se espalharam pelo país e causaram preocupação nos países vizinhos.
"A República é determinada, por definição, como mais forte do que aqueles que querem impor o medo e a violência", afirmou Chirac, após uma reunião de emergência sobre os episódios de violência.
"A lei deve ter a última palavra", afirmou o presidente francês, em seu primeiro comentário público sobre a questão desde que os confrontos tiveram início nos subúrbios de Paris, em 27 de outubro.
A onda de violência continuou neste domingo, quando grupos de jovens invadiram um ônibus no subúrbio de Saint-Etienne, no sul da França, ordenaram que os passageiros descessem e atearam fogo no veículo. Segundo a polícia, o motorista do ônibus e um passageiro ficaram feridos.
Violência
Em Roen, ao norte da França, manifestantes empurraram um carro em chamas contra um prédio da polícia. Ninguém ficou ferido na ação. Veículos também foram queimados em Nantes, Rennes e Orleans.
O governo de Chirac tenta conter a explosão de violência, causada pela desigualdade social e econômica e pela discriminação racial. Segundo o premiê francês Dominique de Villepin, o governo irá reforçar a segurança caso necessário. Cerca de 2.300 policiais extras já foram destacados.
Após uma reunião com Chirac, Villepin afirmou que irá anunciar nessa segunda-feira na televisão seus planos para a população dos subúrbios.
Os confrontos tiveram início há 10 dias, depois que dois adolescentes morreram eletrocutados, aparentemente ao se esconderem da polícia. As morte trouxeram à tona o descontentamento das minorias imigrantes com o racismo, o desemprego e a exclusão social na sociedade francesa.
Prisões
Em toda a França, 1.300 veículos foram queimados durante a noite. Pela primeira vez, mais de 30 carros foram destruídos no centro de Paris. Cidades como Dreux, a oeste, e Nantes, também foram afetadas.
Segundo a polícia, 349 pessoas foram presas--entre elas, seis jovens que foram flagrados estocando 90 coquetéis molotov em um prédio abandonado da polícia ao sul de Paris.
Jean-Marie Huet, alto funcionário do Ministério da Justiça afirmou que 160 pessoas foram levadas a juízo desde o início dos confrontos. Cerca de 20 foram presas, 30 foram liberadas sob fiança e 50 adolescente foram encaminhados para cortes juvenis.
De acordo com autoridades, traficantes de drogas e militantes islâmicos ajudam a organizar os confrontos, por meio da internet e de telefones celulares, entre os imigrantes africanos e muçulmanos que são maioria nos subúrbios.
Imagem
A violência prejudicou a imagem da França no exterior, forçando Villepin a cancelar uma viagem ao Canadá, enquanto a Rússia e os Estados Unidos alertaram seus cidadãos para evitar as áreas afetadas por distúrbios.
A vizinha Alemanha também conta com uma grande população imigrante--incluindo mais de 3 milhões de muçulmanos, em sua maioria de origem turca.
Segundo Wolfgang Bosbach, vice-líder dos cristãos-democratas no Parlamento, a Alemanha "deve estar alerta de que ações similares podem ocorrer no país."
Na Itália, o líder da oposição Romano Prodi fez um apelo para que o governo tome medidas imediatas. "Nós temos os piores subúrbios da Europa. Não acho que sejam tão diferentes de Paris. É uma questão de tempo."
Com agências internacionais
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