11/11/2005
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08h43
No décimo quinto dia marcado pelas violentas manifestações que têm ocorrido em toda a França, 463 veículos foram incendiados e 201 pessoas presas, em 160 pontos de todo país. Apesar de os números revelarem uma diminuição na intensidade dos protestos --no início desta semana, os manifestantes queimaram 1.408 carros em uma só noite-- a violência ainda persiste.
O chefe da polícia de Paris, Pierre Mutz, baniu a venda de gasolina em qualquer tipo de recipiente, após uma série de ataques com bombas incendiárias, realizados pelos manifestantes nesses 15 dias de protesto. Ele disse temer que a aparentemente calma seja porque os manifestantes preparam um megaprotesto no centro de Paris.
"Vários recados em sites e mensagens via celular foram repassadas nos últimos dias, falando da organização de várias ações violentas em Paris, segundo os autores de tais mensagens", afirmou Mutz, em um comunicado.
Os franceses realizam, neste fim de semana, as comemorações do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e, segundo o jornal francês "Le Monde", boa parte da força policial do país estará mobilizada durante os dias de festa.
O porta-voz da Polícia Nacional francesa, Patrick Hamon, afirmou que a diminuição de veículos queimados ainda não permite que decretar a "vitória" sobre os rebelados.
Segundo analistas, esse feriado será um teste decisivo tanto para a polícia, como para o próprio governo. Se a calma e a diminuição dos protestos prosseguirem, isso pode claramente sinalizar o fim da onda de violência no país.
Manifestação
De acordo com a agência de notícias Associated Press, moradores dos subúrbios atingidos pela violência na França devem fazer uma mobilização em Paris nesta sexta-feira, pedindo pelo fim da violência.
Os violentos protestos começaram nos subúrbios de Paris no último dia 27, quando dois adolescentes, filhos de imigrantes, morreram eletrocutados ao entrar numa subestação de energia, aparentemente tentando se esconder de policiais que os perseguiam.
Mas o motivo real dos distúrbios, de acordo com analistas, é a revolta contra a exclusão social dos habitantes dos subúrbios das grandes cidades, só inflamada pela morte dos dois adolescentes.
Nesta terça-feira, o governo francês decretou o estado de emergência em toda a França, e várias localidades adotaram o toque de recolher, na tentativa de conter a violência.
Com agências internacionais
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da Folha OnlineNo décimo quinto dia marcado pelas violentas manifestações que têm ocorrido em toda a França, 463 veículos foram incendiados e 201 pessoas presas, em 160 pontos de todo país. Apesar de os números revelarem uma diminuição na intensidade dos protestos --no início desta semana, os manifestantes queimaram 1.408 carros em uma só noite-- a violência ainda persiste.
O chefe da polícia de Paris, Pierre Mutz, baniu a venda de gasolina em qualquer tipo de recipiente, após uma série de ataques com bombas incendiárias, realizados pelos manifestantes nesses 15 dias de protesto. Ele disse temer que a aparentemente calma seja porque os manifestantes preparam um megaprotesto no centro de Paris.
"Vários recados em sites e mensagens via celular foram repassadas nos últimos dias, falando da organização de várias ações violentas em Paris, segundo os autores de tais mensagens", afirmou Mutz, em um comunicado.
Os franceses realizam, neste fim de semana, as comemorações do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e, segundo o jornal francês "Le Monde", boa parte da força policial do país estará mobilizada durante os dias de festa.
O porta-voz da Polícia Nacional francesa, Patrick Hamon, afirmou que a diminuição de veículos queimados ainda não permite que decretar a "vitória" sobre os rebelados.
Segundo analistas, esse feriado será um teste decisivo tanto para a polícia, como para o próprio governo. Se a calma e a diminuição dos protestos prosseguirem, isso pode claramente sinalizar o fim da onda de violência no país.
Manifestação
De acordo com a agência de notícias Associated Press, moradores dos subúrbios atingidos pela violência na França devem fazer uma mobilização em Paris nesta sexta-feira, pedindo pelo fim da violência.
Os violentos protestos começaram nos subúrbios de Paris no último dia 27, quando dois adolescentes, filhos de imigrantes, morreram eletrocutados ao entrar numa subestação de energia, aparentemente tentando se esconder de policiais que os perseguiam.
Mas o motivo real dos distúrbios, de acordo com analistas, é a revolta contra a exclusão social dos habitantes dos subúrbios das grandes cidades, só inflamada pela morte dos dois adolescentes.
Nesta terça-feira, o governo francês decretou o estado de emergência em toda a França, e várias localidades adotaram o toque de recolher, na tentativa de conter a violência.
Com agências internacionais
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