11/11/2005
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16h18
A polícia de Paris decretou nesta sexta-feira uma proibição temporária de reuniões públicas, devido à preocupação com uma suposta convocação --por meio de mensagens na internet ou por celular-- para a realização de "ações violentas" na cidade.
Reuniões "que possam provocar ou encorajar desordens" serão banidas das 10h de sábado às 8h de domingo, informou a polícia de Paris em um comunicado. "Mensagens distribuídas nos últimos dias pela internet e por mensagens de texto fizeram um chamado para reuniões em Paris em 12 de novembro e para 'ações violentas'", diz o comunicado.
A França declarou estado de emergência nesta quarta-feira. Cinco regiões do país impuseram toque de recolher para adolescentes, em um esforço para combater a onda de violência e os confrontos que assolam o país há duas semanas.
O chefe da polícia de Paris, Pierre Mutz, também baniu a venda de gasolina em qualquer tipo de recipiente, após uma série de ataques com bombas incendiárias, realizados pelos manifestantes nesses 15 dias de protesto.
Paris destacou mais de 2.000 policiais para manter a ordem na capital durante o final de semana.
Violência
No décimo quinto dia marcado pelas violentas manifestações que têm ocorrido em toda a França, 463 veículos foram incendiados e 201 pessoas presas, em 160 pontos de todo país.
Apesar de os números revelarem uma diminuição na intensidade dos protestos --no início desta semana, os manifestantes queimaram 1.408 carros em uma só noite-- a violência ainda persiste.
O porta-voz da Polícia Nacional francesa, Patrick Hamon, afirmou que a diminuição de veículos queimados ainda não permite que decretar a "vitória" sobre os rebelados.
Segundo analistas, esse feriado será um teste decisivo tanto para a polícia, como para o próprio governo. Se a calma e a diminuição dos protestos prosseguirem, isso pode claramente sinalizar o fim da onda de violência no país.
Manifestação
Cerca de 300 moradores dos subúrbios realizaram um protesto pacífico perto da Torre Eiffel, no centro de Paris, nesta sexta-feira, pedindo o fim da violência e ações do governo.
"Parem a violência", dizia um dos cartazes colados no Muro da Paz, próximo do monumento parisiense.
A manifestação aconteceu horas depois de uma comemoração militar do Dia do Armistício--que marca o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Os violentos protestos começaram nos subúrbios de Paris no último dia 27, quando dois adolescentes, filhos de imigrantes, morreram eletrocutados ao entrar numa subestação de energia, aparentemente tentando se esconder de policiais que os perseguiam.
Mas o motivo real dos distúrbios, de acordo com analistas, é a revolta contra a exclusão social dos habitantes dos subúrbios das grandes cidades, só inflamada pela morte dos dois adolescentes.
Com agências internacionais
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Polícia de Paris anuncia proibição temporária de reuniões públicas
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da Folha OnlineA polícia de Paris decretou nesta sexta-feira uma proibição temporária de reuniões públicas, devido à preocupação com uma suposta convocação --por meio de mensagens na internet ou por celular-- para a realização de "ações violentas" na cidade.
Reuniões "que possam provocar ou encorajar desordens" serão banidas das 10h de sábado às 8h de domingo, informou a polícia de Paris em um comunicado. "Mensagens distribuídas nos últimos dias pela internet e por mensagens de texto fizeram um chamado para reuniões em Paris em 12 de novembro e para 'ações violentas'", diz o comunicado.
A França declarou estado de emergência nesta quarta-feira. Cinco regiões do país impuseram toque de recolher para adolescentes, em um esforço para combater a onda de violência e os confrontos que assolam o país há duas semanas.
O chefe da polícia de Paris, Pierre Mutz, também baniu a venda de gasolina em qualquer tipo de recipiente, após uma série de ataques com bombas incendiárias, realizados pelos manifestantes nesses 15 dias de protesto.
Paris destacou mais de 2.000 policiais para manter a ordem na capital durante o final de semana.
Violência
No décimo quinto dia marcado pelas violentas manifestações que têm ocorrido em toda a França, 463 veículos foram incendiados e 201 pessoas presas, em 160 pontos de todo país.
| AP |
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| Moradores dos subúrbios de Paris protestam contra onda de violência perto da Torre Eiffel |
O porta-voz da Polícia Nacional francesa, Patrick Hamon, afirmou que a diminuição de veículos queimados ainda não permite que decretar a "vitória" sobre os rebelados.
Segundo analistas, esse feriado será um teste decisivo tanto para a polícia, como para o próprio governo. Se a calma e a diminuição dos protestos prosseguirem, isso pode claramente sinalizar o fim da onda de violência no país.
Manifestação
Cerca de 300 moradores dos subúrbios realizaram um protesto pacífico perto da Torre Eiffel, no centro de Paris, nesta sexta-feira, pedindo o fim da violência e ações do governo.
"Parem a violência", dizia um dos cartazes colados no Muro da Paz, próximo do monumento parisiense.
A manifestação aconteceu horas depois de uma comemoração militar do Dia do Armistício--que marca o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Os violentos protestos começaram nos subúrbios de Paris no último dia 27, quando dois adolescentes, filhos de imigrantes, morreram eletrocutados ao entrar numa subestação de energia, aparentemente tentando se esconder de policiais que os perseguiam.
Mas o motivo real dos distúrbios, de acordo com analistas, é a revolta contra a exclusão social dos habitantes dos subúrbios das grandes cidades, só inflamada pela morte dos dois adolescentes.
Com agências internacionais
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