21/11/2005
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10h37
Soldados americanos abriram fogo contra um microônibus que trafegava em uma estrada no norte do Iraque nesta segunda-feira, e mataram ao menos três civis, todos membros de uma mesma família, incluindo uma criança, segundo o comunicado do Exército dos Estados Unidos.
O episódio aconteceu perto da cidade de Baquba (norte) e, segundo a polícia iraquiana e testemunhas, cinco pessoas da mesma família morreram, entre elas duas crianças.
De acordo com o comando americano na região, os militares atiraram porque disseram temer um ataque a carro-bomba contra seu comboio.
"Isso é uma tragédia", afirmou o major Steve Warren, porta-voz do Exército dos EUA em Baquba. Ele afirmou que, primeiro, os soldados atiraram para o alto, em alerta para que o veículo parasse, o que não aconteceu.
"Essas tragédias só acontecem porque [Abu Musab] Al Zarqawi e seus comparsas estão por aí com seus carros-bomba", afirmou Warren, em referência ao terrorista jordaniano que lidera a rede terrorista Al Qaeda no Iraque, ligada a Osama bin Laden.
Testemunhas
Um dos sobreviventes afirmou à agência de notícias Reuters que a família estava viajando de Balad para a cidade de Baquba nesta segunda-feira, quando o microônibus em que estavam foi alvejado por soldados americanos, que faziam uma patrulha na estrada.
O major da polícia iraquiana na região, Hussein Ali, afirmou que o microônibus em que a família viajava foi retirado do local por soldados americanos logo após as mortes.
Soldados americanos são freqüentemente acusados pelos iraquianos de atirar contra veículos de civis em postos de patrulhamento e estradas bloqueadas. Soldados americanos, em compensação, sofrem ataques diários com a explosão de carros-bomba e bombas que são colocadas em estradas.
O Exército americano diz que os soldados tomam todas as precauções para não acertar civis durante as ofensivas contra rebeldes.
Com agências internacionais
Especial
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da Folha OnlineSoldados americanos abriram fogo contra um microônibus que trafegava em uma estrada no norte do Iraque nesta segunda-feira, e mataram ao menos três civis, todos membros de uma mesma família, incluindo uma criança, segundo o comunicado do Exército dos Estados Unidos.
O episódio aconteceu perto da cidade de Baquba (norte) e, segundo a polícia iraquiana e testemunhas, cinco pessoas da mesma família morreram, entre elas duas crianças.
De acordo com o comando americano na região, os militares atiraram porque disseram temer um ataque a carro-bomba contra seu comboio.
"Isso é uma tragédia", afirmou o major Steve Warren, porta-voz do Exército dos EUA em Baquba. Ele afirmou que, primeiro, os soldados atiraram para o alto, em alerta para que o veículo parasse, o que não aconteceu.
"Essas tragédias só acontecem porque [Abu Musab] Al Zarqawi e seus comparsas estão por aí com seus carros-bomba", afirmou Warren, em referência ao terrorista jordaniano que lidera a rede terrorista Al Qaeda no Iraque, ligada a Osama bin Laden.
Testemunhas
Um dos sobreviventes afirmou à agência de notícias Reuters que a família estava viajando de Balad para a cidade de Baquba nesta segunda-feira, quando o microônibus em que estavam foi alvejado por soldados americanos, que faziam uma patrulha na estrada.
O major da polícia iraquiana na região, Hussein Ali, afirmou que o microônibus em que a família viajava foi retirado do local por soldados americanos logo após as mortes.
Soldados americanos são freqüentemente acusados pelos iraquianos de atirar contra veículos de civis em postos de patrulhamento e estradas bloqueadas. Soldados americanos, em compensação, sofrem ataques diários com a explosão de carros-bomba e bombas que são colocadas em estradas.
O Exército americano diz que os soldados tomam todas as precauções para não acertar civis durante as ofensivas contra rebeldes.
Com agências internacionais
Especial

