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22/11/2005 - 07h53

Polícia liberta 500 crianças escravizadas em fábricas da Índia

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da Efe, em Nova Déli

A polícia da Índia libertou 487 crianças que viviam como escravas e trabalham em várias fábricas a nordeste da capital do país, Nova Déli, informaram autoridades nesta terça-feira.

A operação, cuidadosamente planejada durante os últimos três meses, ocorreu nos distritos de Seelampuri, Gonda do Norte, Bhajanpura e Gautampuri, durou várias horas e teve a participação de mais de cem agentes.

Bhuwan Ribhu, especialista legal da ONG (organização não-governamental) Marcha Global Contra a Exploração Infantil, que tomou parte da operação, disse que "todos os resgatados eram crianças de 7 a 15 anos".

"Trabalhavam por volta de 15 horas ao dia em oficinas de bordado, de fabricação de tapetes e de outros produtos têxteis, em condições miseráveis, dentro de quartos muito pequenos sem janelas ou qualquer tipo de ventilação", explicou Ribhu, que acrescentou que 407 crianças estavam em apenas dez das reduzidas fábricas, onde viviam há meses.

As crianças, procedentes em sua maioria do empobrecido Estado de Bihar, no norte da Índia, recebiam de seus patrões um mísero salário de 4 a 8 euros ao mês, não tendo permissão para sair das fábricas ou de brincar e eram castigadas física e mentalmente se não fizessem bem seu trabalho.

"Não entendiam o que estava ocorrendo, não estavam conscientes de que estavam sendo libertadas. Estas crianças mudaram tantas vezes de mãos e de trabalho que quando vêem um adulto, acham que é um novo patrão", disse Ribhu.

A organização Bahban Bachao Andolan (Movimento para Salvar as Crianças), que também faz parte da Marcha Global contra a Exploração infantil, também assumiu ontem à noite na capital indiana uma menina que trabalhava em serviço doméstico e que, após sofrer vários maus-tratos de seus patrões, conseguiu escapar.

"Ontem foi um dia muito feliz para a infância da Índia. Estou muito satisfeito e muito contente", afirmou Ribhu, que acrescentou que "todo o mundo deveria saber que a escravidão infantil é uma mancha de sangue na humanidade. Temos que unir-nos para lutar contra a compra e venda de crianças e a exploração e conseguir que estas crianças possam ir ao colégio".

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