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22/11/2005 - 08h27

Parlamento aprova Merkel como chanceler da Alemanha

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da Folha Online

Angela Merkel foi eleita nesta terça-feira a nova chanceler alemã, a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. Ela foi aprovada para o cargo pelo Parlamento alemão, e teve 397 votos a favor, contra 202 contra. Houve 12 abstenções. Sua posse deve acontecer ainda hoje.

Merkel será a oitava chanceler alemã desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e vai substituir Gerhard Schröder, que ficou sete anos no poder.

21.nov.2005/AP
Angela Merkel, que assume hoje a Chancelaria alemã
A nova chanceler tem sido chamada por muitos de "dama de ferro", em referência à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de governo do Reino Unido, Thatcher venceu três eleições (1979, 1983 e 1987), que lhe deram 11 anos consecutivos à frente do governo.

A líder da União Democrata Cristã (UDC), partido conservador da direita alemã, chegou ao poder após as eleições legislativas de 18 de setembro passado que foram caracterizadas pela indefinição dos resultados, que provocaram uma crise política na Alemanha.

Após o pleito, o partido de Schröder, Social Democrata (SPD), ficou atrás da UDC por cerca de 1% dos votos. Para chegar ao poder e garantir a maioria de apoio no Legislativo, Merkel teve que realizar uma intrincada negociação, sob a resistência inicial de Schröder, que tentou ficar no poder, mas acabou desistindo, e abrindo caminho para a rival.

Após o anúncio do resultado da votação no Parlamento, Schröder foi o primeiro a se dirigir à Merkel para cumprimentá-la.

Desafio

A nova chanceler vai liderar uma "grande coalizão" que une a UDC e o PSD, e vai enfrentar um país que passa por uma difícil crise econômica, agravada por altos níveis de desemprego.

"O ano de 2007 será problemático, e 2008 mais ainda. Se a coalizão não realizar reformas promissoras, veremos um cenário de retrocesso no próximo ano", afirmou Norbert Walter, economista-chefe do Deutsche Bank.

No acordo realizado com o PSD para formar a coalizão, Merkel insistiu no corte de recursos utilizados para financiar o seguro-desemprego e um relaxamento nas leis que protegem os funcionários contra a demissão. As medidas pretendem encorajar as empresas a contratar mais empregados.

Com agências internacionais

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