Mundo
11/12/2005 - 14h21

Pelo menos 2 mil ingleses são retirados de área de explosões

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da Efe, em Londres

Pelo menos 2 mil pessoas foram retiradas hoje de casas situadas nos arredores do centro de distribuição de combustível ao norte de Londres, onde uma série de explosões causou incêndios e estragou casas. O número de feridos chega a 36, dois em estado grave.

Os desabrigados serão levados a centros esportivos e de lazer da região, refúgios do Exército de Salvação e casas de familiares ou amigos, informaram as autoridades.

O incêndio causado pelas explosões, ocorridas pouco depois das 6h (4h de Brasília), demorará ainda vários dias para ser controlado, segundo os bombeiros.

Em conseqüência do acidente, que gerou danos econômicos pesados, vários edifícios vizinhos foram danificados, sobretudo com a quebra de vidros.

As autoridades pediram aos vizinhos de todas as localidades próximas que fechem portas e janelas e permaneçam em suas casas. Aqueles que não podem se proteger estão sendo transferidos a outros lugares.

A fumaça, que segundo as autoridades não é tóxica, é irritante e pode causar ardência nos olhos, tosse e náuseas. Howard Borkett-Jones, diretor médico do hospital da localidade de Hemel Hempstead, em cujas imediações estão as instalações acidentadas, alertou que a fumaça pode afetar pessoas asmáticas.

Uma nuvem de fumaça preta se estende sobre centenas de quilômetros do sul do país e poderia alcançar esta noite o porto de Southampton, a cerca de 110 quilômetros de Londres, segundo o Escritório Meteorológico britânico.

Vinte depósitos de gasolina foram afetados pelo incêndio, cada um deles com capacidade para 13,5 milhões de litros. A polícia abriu uma investigação para esclarecer as causas do acidente, embora haja agentes antiterroristas acompanhando o caso.

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