13/01/2006
-
08h32
da Folha Online
O Exército israelense separa há um mês os distritos do norte da Cisjordânia de outras cidades palestinas e impede os moradores da região de deslocar-se a Ramallah e outras localidades na Cisjordânia.
A informação foi publicada na edição desta sexta-feira pelo jornal israelense "Haaretz", em artigo que denuncia que cerca de 800 mil palestinos dos distritos de Tulkarem, Nablus e Jenin estão sujeitos a essas severas medidas impostas pelo Exército israelense.
Segundo o jornal, as Forças Armadas de Israel não emitiram nenhuma ordem ou nova diretriz a respeito de barreiras na área, e a medida está em vigor desde a segunda semana de dezembro.
Há um mês começaram a surgir os chamados "postos de controle temporários" em diferentes pontos do norte da Cisjordânia, que impediram um número considerável de palestinos de viajar para o sul do cruzamento Zaatara.
Além disso, os moradores do norte da Cisjordânia não foram informados pelas autoridades militares israelenses sobre quando poderão viajar para outros pontos do território palestino nem quando as restrições serão suspensas.
O Exército também bloqueou várias estradas do norte da Cisjordânia, em particular a rota 60, que conecta o assentamento judaico de Shavei Shomron às colônias de Mevo Dotan e Homesh, esta última desocupada em agosto.
Fontes militares informaram a organizações humanitárias internacionais de que esta estrada permanecerá fechada ao tráfego palestino até que se construa uma cerca de segurança adicional, que rodeia o enclave de Shavei Shomron.
Além disso, os soldados israelenses impuseram restrições em relação ao horário de passagem e à idade dos palestinos que desejam atravessar vários postos de controle militares, muitos deles construídos de forma temporária em vias principais da Cisjordânia.
O Exército também impede os residentes da cidade de Tulkarem (Cisjordânia) de entrar em Nablus pela passagem militar situada na entrada oeste da cidade.
O acesso a Nablus só é permitido por outras aldeias palestinas, o que obriga os que saem de Tulkarem a viajar dezenas de quilômetros a mais.
Um porta-voz militar disse ao jornal israelense que "por causa de advertências dos serviços de inteligência e das tentativas de organizações terroristas no norte de Samaria (Cisjordânia)... foram levantadas algumas poucas barricadas a fim de impedir o tráfego de veículos dos residentes de Jenin, Tulkarem e Nablus. A decisão de impedir a passagem [de pessoas e veículos] se baseia em avaliações periódicas da situação. É permitida a passagem de casos humanitários a qualquer momento."
Ontem um suicida palestino detonou os explosivos que levava presos a seu corpo perto de um grupo de soldados do Exército israelense na cidade de Jenin, também na Cisjordânia, durante uma operação militar. Fontes militares disseram que não há vítimas entre os soldados.
Segundo as fontes, forças do Exército e da Polícia de Fronteiras efetuavam uma operação em Jenin contra a Jihad Islâmico, quando o suicida se aproximou dos soldados e detonou os explosivos.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a crise israelo-palestina
Leia cobertura completa sobre o conflito no Oriente Médio
Israel impede a circulação de 800 mil palestinos na Cisjordânia
Publicidade
da Efe, em Jerusalémda Folha Online
O Exército israelense separa há um mês os distritos do norte da Cisjordânia de outras cidades palestinas e impede os moradores da região de deslocar-se a Ramallah e outras localidades na Cisjordânia.
A informação foi publicada na edição desta sexta-feira pelo jornal israelense "Haaretz", em artigo que denuncia que cerca de 800 mil palestinos dos distritos de Tulkarem, Nablus e Jenin estão sujeitos a essas severas medidas impostas pelo Exército israelense.
Segundo o jornal, as Forças Armadas de Israel não emitiram nenhuma ordem ou nova diretriz a respeito de barreiras na área, e a medida está em vigor desde a segunda semana de dezembro.Há um mês começaram a surgir os chamados "postos de controle temporários" em diferentes pontos do norte da Cisjordânia, que impediram um número considerável de palestinos de viajar para o sul do cruzamento Zaatara.
Além disso, os moradores do norte da Cisjordânia não foram informados pelas autoridades militares israelenses sobre quando poderão viajar para outros pontos do território palestino nem quando as restrições serão suspensas.
O Exército também bloqueou várias estradas do norte da Cisjordânia, em particular a rota 60, que conecta o assentamento judaico de Shavei Shomron às colônias de Mevo Dotan e Homesh, esta última desocupada em agosto.
Fontes militares informaram a organizações humanitárias internacionais de que esta estrada permanecerá fechada ao tráfego palestino até que se construa uma cerca de segurança adicional, que rodeia o enclave de Shavei Shomron.
Além disso, os soldados israelenses impuseram restrições em relação ao horário de passagem e à idade dos palestinos que desejam atravessar vários postos de controle militares, muitos deles construídos de forma temporária em vias principais da Cisjordânia.
O Exército também impede os residentes da cidade de Tulkarem (Cisjordânia) de entrar em Nablus pela passagem militar situada na entrada oeste da cidade.
O acesso a Nablus só é permitido por outras aldeias palestinas, o que obriga os que saem de Tulkarem a viajar dezenas de quilômetros a mais.
Um porta-voz militar disse ao jornal israelense que "por causa de advertências dos serviços de inteligência e das tentativas de organizações terroristas no norte de Samaria (Cisjordânia)... foram levantadas algumas poucas barricadas a fim de impedir o tráfego de veículos dos residentes de Jenin, Tulkarem e Nablus. A decisão de impedir a passagem [de pessoas e veículos] se baseia em avaliações periódicas da situação. É permitida a passagem de casos humanitários a qualquer momento."
Ontem um suicida palestino detonou os explosivos que levava presos a seu corpo perto de um grupo de soldados do Exército israelense na cidade de Jenin, também na Cisjordânia, durante uma operação militar. Fontes militares disseram que não há vítimas entre os soldados.
Segundo as fontes, forças do Exército e da Polícia de Fronteiras efetuavam uma operação em Jenin contra a Jihad Islâmico, quando o suicida se aproximou dos soldados e detonou os explosivos.
Especial
