06/03/2006
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10h03
O partido Kadima pode ser atingido pelo escândalo que envolve o filho do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, Omri Sharon, que foi acusado de supostas nomeações políticas irregulares para favorecer seu pai.
O ex-deputado israelense voltou ao centro da polêmica por supostos favores políticos feitos enquanto seu pai desempenhava o cargo de chefe do governo, como revelou uma investigação jornalística divulgada na noite deste domingo pelo Canal 10 da televisão israelense.
O relatório cita extratos do livro de nomeações do próprio Sharon e também destaca os estreitos laços entre Omri e Ehud Olmert, atual premiê interino de Israel e candidato ao cargo nas próximas eleições gerais, previstas para ocorrer em três semanas. O Kadima aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto.
Ariel Sharon, 78, está inconsciente desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), termo técnico que designa um derrame, no dia 4 de janeiro. Desde então, Olmert ocupa a chefia do governo interinamente.
No entanto, o Kadima, fundado por Ariel Sharon em novembro, sofreu uma estagnada nas pesquisas nas últimas semanas e analistas locais afirmam que outro caso de fraude, que desta vez envolve Olmert, pode custar caro para o partido.
Novo caso
Na semana passada, outra investigação jornalística revelou que o primeiro-ministro interino de Israel recebeu um desconto de US$ 300 mil na compra de uma casa em troca de retirar os obstáculos burocráticos para sua construção.
A esse respeito, a porta-voz do Kadima, Maya Jacobs, declarou que "todas as acusações feitas contra Olmert demonstraram ser falsas e que ainda é cedo para determinar que influência os casos de corrupção terão sobre os eleitores".
"Omri não está mais na vida política e não temos intenção de fazer comentários sobre sua atuação. O Kadima foi criado exatamente porque o Comitê Central do Likud era um órgão corrupto e corrompeu todo o partido", acrescentou Jacobs.
Meir Shitrit, membro do Kadima, disse nesta segunda-feira à rádio pública israelense que o caso do filho de Omri ocorreu devido às características do Likud e que em seu partido não ocorrerá algo similar, já que conta com um código de conduta muito rígido.
Segundo informações divulgadas neste domingo pelo Canal 10, muitas das nomeações realizadas por Omri Sharon foram feitas através do Escritório de Olmert, atual primeiro-ministro interino e dirigente do Kadima, que na época era responsável de Indústria, Comércio e Emprego.
O relatório divulgado pelo canal israelense cita extratos do livro de nomeações do próprio Ariel Sharon, nos quais, aparentemente, ele escreveu detalhes exaustivos sobre como regulou as indicações políticas, assim como os nomes das pessoas que estavam relacionados a esta atividade.
A maior parte das nomeações estavam destinadas a obter apoio para Ariel Sharon no Comitê Central do Likud, quando tanto o premiê como a maioria dos membros do atual partido Kadima ainda integravam o Likud.
Segundo informou a rádio do Exército israelense na manhã desta segunda-feira, o procurador-geral do Estado, Menachem Mazuz, abrirá uma investigação sobre o caso de corrupção e favores políticos, promovido por Omri, que já foi condenado a nove meses de prisão por outro caso de corrupção.
"Atuações irregulares"
O dirigente do Partido Trabalhista israelense, Amir Peretz, disse nesta segunda-feira que o Kadima "arrasta atuações irregulares que deterioram seriamente o partido", e esclareceu que seu grupo fará o que estiver a seu alcance para impedir que ocorram atos similares entre seus correligionários.
Guilad Erdan, membro do Likud --terceiro partido em disputa no pleito--, afirmou que Omri "subornou deputados do Likud para que se filiassem ao Kadima mediante "favores", e ressaltou que seu dirigente Binyamin Netanyahu modificou este tipo de conduta no partido.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o Omri Sharon
Leia o que já foi publicado sobre o Ehud Olmert
Leia o que já foi publicado sobre o Ariel Sharon
Leia o que já foi publicado sobre o Kadima
Kadima pode ser atingido por escândalo envolvendo filho de Sharon
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da Efe, em JerusalémO partido Kadima pode ser atingido pelo escândalo que envolve o filho do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, Omri Sharon, que foi acusado de supostas nomeações políticas irregulares para favorecer seu pai.
O ex-deputado israelense voltou ao centro da polêmica por supostos favores políticos feitos enquanto seu pai desempenhava o cargo de chefe do governo, como revelou uma investigação jornalística divulgada na noite deste domingo pelo Canal 10 da televisão israelense.
O relatório cita extratos do livro de nomeações do próprio Sharon e também destaca os estreitos laços entre Omri e Ehud Olmert, atual premiê interino de Israel e candidato ao cargo nas próximas eleições gerais, previstas para ocorrer em três semanas. O Kadima aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto.
Ariel Sharon, 78, está inconsciente desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), termo técnico que designa um derrame, no dia 4 de janeiro. Desde então, Olmert ocupa a chefia do governo interinamente.
No entanto, o Kadima, fundado por Ariel Sharon em novembro, sofreu uma estagnada nas pesquisas nas últimas semanas e analistas locais afirmam que outro caso de fraude, que desta vez envolve Olmert, pode custar caro para o partido.
Novo caso
Na semana passada, outra investigação jornalística revelou que o primeiro-ministro interino de Israel recebeu um desconto de US$ 300 mil na compra de uma casa em troca de retirar os obstáculos burocráticos para sua construção.
A esse respeito, a porta-voz do Kadima, Maya Jacobs, declarou que "todas as acusações feitas contra Olmert demonstraram ser falsas e que ainda é cedo para determinar que influência os casos de corrupção terão sobre os eleitores".
"Omri não está mais na vida política e não temos intenção de fazer comentários sobre sua atuação. O Kadima foi criado exatamente porque o Comitê Central do Likud era um órgão corrupto e corrompeu todo o partido", acrescentou Jacobs.
Meir Shitrit, membro do Kadima, disse nesta segunda-feira à rádio pública israelense que o caso do filho de Omri ocorreu devido às características do Likud e que em seu partido não ocorrerá algo similar, já que conta com um código de conduta muito rígido.
Segundo informações divulgadas neste domingo pelo Canal 10, muitas das nomeações realizadas por Omri Sharon foram feitas através do Escritório de Olmert, atual primeiro-ministro interino e dirigente do Kadima, que na época era responsável de Indústria, Comércio e Emprego.
O relatório divulgado pelo canal israelense cita extratos do livro de nomeações do próprio Ariel Sharon, nos quais, aparentemente, ele escreveu detalhes exaustivos sobre como regulou as indicações políticas, assim como os nomes das pessoas que estavam relacionados a esta atividade.
A maior parte das nomeações estavam destinadas a obter apoio para Ariel Sharon no Comitê Central do Likud, quando tanto o premiê como a maioria dos membros do atual partido Kadima ainda integravam o Likud.
Segundo informou a rádio do Exército israelense na manhã desta segunda-feira, o procurador-geral do Estado, Menachem Mazuz, abrirá uma investigação sobre o caso de corrupção e favores políticos, promovido por Omri, que já foi condenado a nove meses de prisão por outro caso de corrupção.
"Atuações irregulares"
O dirigente do Partido Trabalhista israelense, Amir Peretz, disse nesta segunda-feira que o Kadima "arrasta atuações irregulares que deterioram seriamente o partido", e esclareceu que seu grupo fará o que estiver a seu alcance para impedir que ocorram atos similares entre seus correligionários.
Guilad Erdan, membro do Likud --terceiro partido em disputa no pleito--, afirmou que Omri "subornou deputados do Likud para que se filiassem ao Kadima mediante "favores", e ressaltou que seu dirigente Binyamin Netanyahu modificou este tipo de conduta no partido.
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