01/04/2006
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21h13
A jornalista americana Jill Carroll, libertada na quinta-feira no Iraque após 82 dias de seqüestro, disse hoje que foi obrigada a falar bem dos seqüestradores.
Em declaração distribuída pelo "Christian Science Monitor", a publicação de Boston para a qual trabalha, Carroll quis desfazer a visão positiva dos que a seqüestraram em 7 de janeiro.
"Condeno todos que seqüestram e assassinam civis, e meus seqüestradores claramente são culpados de ambos os crimes."
A jornalista, de 28 anos, afirmou que seus seqüestradores a obrigaram a participar de um vídeo de propaganda na noite antes de a libertarem.
"Disseram que me deixariam ir se cooperasse. Vivia em um ambiente ameaçador, sob seu controle, e queria voltar viva para casa. Aceitei."
No vídeo, Carroll pediu ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que retirasse as tropas do Iraque.
"Dezenas de milhares perderam suas vidas aqui por causa da ocupação", disse. "Acho que os americanos deveriam pensar nisso e se dar conta de como é difícil a vida do dia-a-dia aqui", afirmou.
A jornalista também relatou que não falou com liberdade em entrevista emitida pela rede "Bagdá Televisão" após sua libertação, por temer represálias de seus seqüestradores.
"Por medo, disse que não tinha sido ameaçada. Na verdade, me ameaçaram muitas vezes."
Ela informou ainda que não se negou a viajar e a cooperar com as forças armadas dos EUA ou a falar com as autoridades de seu país sobre o cativeiro, como foi informado.
Carroll disse que sua experiência foi "horrorosa", e lembrou o assassinato de Alan Enwiya, seu tradutor, nas mãos dos seqüestradores. "Estava, e continuo estando, profundamente zangada com as pessoas que fizeram isso", disse.
Richard Bergenheim, diretor do "Christian Science Monitor", reiterou que nem o jornal, nem a família de Carroll, nem o governo dos EUA "negociou ou pagou resgate" pela libertação da jornalista.
Carroll chegou hoje à base americana de Ramstein, no oeste da Alemanha, procedente de Bagdá, e amanhã chegará a Boston, onde a família a espera.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a jornalista Jill Carroll
Jornalista diz que foi obrigada a falar bem de seqüestradores no Iraque
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da Folha OnlineA jornalista americana Jill Carroll, libertada na quinta-feira no Iraque após 82 dias de seqüestro, disse hoje que foi obrigada a falar bem dos seqüestradores.
Em declaração distribuída pelo "Christian Science Monitor", a publicação de Boston para a qual trabalha, Carroll quis desfazer a visão positiva dos que a seqüestraram em 7 de janeiro.
"Condeno todos que seqüestram e assassinam civis, e meus seqüestradores claramente são culpados de ambos os crimes."
A jornalista, de 28 anos, afirmou que seus seqüestradores a obrigaram a participar de um vídeo de propaganda na noite antes de a libertarem.
"Disseram que me deixariam ir se cooperasse. Vivia em um ambiente ameaçador, sob seu controle, e queria voltar viva para casa. Aceitei."
No vídeo, Carroll pediu ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que retirasse as tropas do Iraque.
"Dezenas de milhares perderam suas vidas aqui por causa da ocupação", disse. "Acho que os americanos deveriam pensar nisso e se dar conta de como é difícil a vida do dia-a-dia aqui", afirmou.
A jornalista também relatou que não falou com liberdade em entrevista emitida pela rede "Bagdá Televisão" após sua libertação, por temer represálias de seus seqüestradores.
"Por medo, disse que não tinha sido ameaçada. Na verdade, me ameaçaram muitas vezes."
Ela informou ainda que não se negou a viajar e a cooperar com as forças armadas dos EUA ou a falar com as autoridades de seu país sobre o cativeiro, como foi informado.
Carroll disse que sua experiência foi "horrorosa", e lembrou o assassinato de Alan Enwiya, seu tradutor, nas mãos dos seqüestradores. "Estava, e continuo estando, profundamente zangada com as pessoas que fizeram isso", disse.
Richard Bergenheim, diretor do "Christian Science Monitor", reiterou que nem o jornal, nem a família de Carroll, nem o governo dos EUA "negociou ou pagou resgate" pela libertação da jornalista.
Carroll chegou hoje à base americana de Ramstein, no oeste da Alemanha, procedente de Bagdá, e amanhã chegará a Boston, onde a família a espera.
Especial

