02/05/2006
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10h18
A Bolívia recebeu o nome em referência a Simon Bolívar, que lutou pela independência do país, conquistada em 1825, quando houve o rompimento dos dirigentes locais com a Espanha.
Desde a sua independência, o governo se envolveu em várias guerras com países vizinhos, e perdeu mais de três quartos de seu território. Em uma delas, travada contra o Chile em 1879, a Bolívia perdeu seu acesso ao mar, fato que mantém, até hoje, uma rixa entre os dois países.
O país tem como desafios a pobreza, a corrupção e a produção de coca, matéria-prima para a cocaína. Em 2003, Gonzalo Sanchez de Lozada renunciou à Presidência devido a uma onda de protestos violentos que provocou a morte de mais de 60 pessoas.
Carlos Mesa, que assumiu após a desistência de Lozada, entregou sua carta de renúncia em março de 2005. Seu pedido foi rejeitado pelo Congresso, mas diante dos insistentes bloqueios, protestos e manifestações nas ruas, que provocaram o temor de uma guerra civil, Mesa voltou a apresentar sua renúncia em junho do mesmo ano, quando teve a aceitação do Legislativo.
O então presidente da Corte Suprema de Justiça, Eduardo Rodríguez, assumiu a Presidência de forma provisória e convocou eleições antecipadas para 18 de dezembro.
O líder cocaleiro Evo Morales, 46, venceu o pleito com 54% dos votos --melhor desempenho de um candidato desde que o país retornou à democracia, em 1982-- e tomou posse em janeiro último, como 65º presidente do país.
Nesta segunda-feira, Morales invadiu com tropas do Exército uma instalação da Petrobras para anunciar a chamada "nacionalização" da exploração do gás e do petróleo no país.
O governo boliviano também adotou medidas como o controle acionário do Estado das duas refinarias da Petrobras no país e o aumento imediato do imposto sobre o gás de 50% para 82%. Caso as empresas não aceitem as medidas, terão de deixar o país em 180 dias.
Saiba mais sobre a Bolívia:
Nome: República da Bolívia
Capital: La Paz é a capital administrativa e sede do governo; Sucre é a capital constitucional e sede do Judiciário
Divisão: nove departamentos
População: 8.989.046 (estimativa de 2006)
Área: 1.098,580 km²
Idioma: espanhol, quéchua e aimará
Moeda: boliviano
Forma de governo: república presidencialista
Posição no IDH: 113º [o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU mede o desenvolvimento do país com base na expectativa de vida, no nível educacional e na renda per capita. A Noruega lidera a lista, e o Brasil está na 63ª posição]
PIB (total de riquezas produzidas): US$ 23,73 bilhões
Renda "per capita" anual: US$ 2,7 mil
Internautas: 350 mil (dados fornecidos em 2005)
Analfabetismo: 12,8%
População abaixo da linha da pobreza: 64%
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da Folha OnlineA Bolívia recebeu o nome em referência a Simon Bolívar, que lutou pela independência do país, conquistada em 1825, quando houve o rompimento dos dirigentes locais com a Espanha.
Desde a sua independência, o governo se envolveu em várias guerras com países vizinhos, e perdeu mais de três quartos de seu território. Em uma delas, travada contra o Chile em 1879, a Bolívia perdeu seu acesso ao mar, fato que mantém, até hoje, uma rixa entre os dois países.
O país tem como desafios a pobreza, a corrupção e a produção de coca, matéria-prima para a cocaína. Em 2003, Gonzalo Sanchez de Lozada renunciou à Presidência devido a uma onda de protestos violentos que provocou a morte de mais de 60 pessoas. Carlos Mesa, que assumiu após a desistência de Lozada, entregou sua carta de renúncia em março de 2005. Seu pedido foi rejeitado pelo Congresso, mas diante dos insistentes bloqueios, protestos e manifestações nas ruas, que provocaram o temor de uma guerra civil, Mesa voltou a apresentar sua renúncia em junho do mesmo ano, quando teve a aceitação do Legislativo.
O então presidente da Corte Suprema de Justiça, Eduardo Rodríguez, assumiu a Presidência de forma provisória e convocou eleições antecipadas para 18 de dezembro.
| 11.jan.2006/AP |
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| Evo Morales, presidente da Bolívia |
Nesta segunda-feira, Morales invadiu com tropas do Exército uma instalação da Petrobras para anunciar a chamada "nacionalização" da exploração do gás e do petróleo no país.
O governo boliviano também adotou medidas como o controle acionário do Estado das duas refinarias da Petrobras no país e o aumento imediato do imposto sobre o gás de 50% para 82%. Caso as empresas não aceitem as medidas, terão de deixar o país em 180 dias.
Saiba mais sobre a Bolívia:
Nome: República da Bolívia
Capital: La Paz é a capital administrativa e sede do governo; Sucre é a capital constitucional e sede do Judiciário
Divisão: nove departamentos
População: 8.989.046 (estimativa de 2006)
Área: 1.098,580 km²
Idioma: espanhol, quéchua e aimará
Moeda: boliviano
Forma de governo: república presidencialista
Posição no IDH: 113º [o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU mede o desenvolvimento do país com base na expectativa de vida, no nível educacional e na renda per capita. A Noruega lidera a lista, e o Brasil está na 63ª posição]
PIB (total de riquezas produzidas): US$ 23,73 bilhões
Renda "per capita" anual: US$ 2,7 mil
Internautas: 350 mil (dados fornecidos em 2005)
Analfabetismo: 12,8%
População abaixo da linha da pobreza: 64%
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