09/05/2006
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07h39
da Folha Online
O Ministério de Relações Exteriores da China criticou nesta terça-feira o Vaticano por se negar a discutir a polêmica nomeação de dois bispos chineses na semana passada, acusando Roma de "não ter sido conseqüente no seu desejo de melhorar as relações com a China".
O porta-voz da Chancelaria chinesa, Liu Jianchao, afirmou que a Igreja Patriótica Católica Chinesa (única legal no país e que não é subordinada a Roma) tinha notificado a nomeação dos bispos "e não obteve resposta do Vaticano".
Mais tarde, lembrou Liu, o Vaticano emitiu duras declarações acusando Pequim de violar a liberdade de culto. Segundo o porta-voz, as críticas prejudicaram o processo de diálogo.
Segundo ele, a China "deseja sinceramente melhorar as relações com o Vaticano e quer trabalhar conjuntamente, esperando conseguir a normalização de relações", rompidas em 1951.
Jianchao lembrou que, para o restabelecimento das relações entre os dois países, o Vaticano deve romper seus vínculos diplomáticos com Taiwan e garantir que não vai interferir nos assuntos religiosos internos da China.
Nomeações
Os assuntos incluiriam a nomeação de bispos, uma questão que, para os analistas, poderia se resolver se ambas as partes decidissem de comum acordo a nomeação de cada bispo das 97 dioceses chinesas. Era o que vinha acontecendo nos últimos meses, com a exceção dos dois bispos da semana passada.
A igreja oficial chinesa consagrou, nos dias 30 de abril e 3 de maio, sem autorização do Vaticano, Ma Yinglin e José Liu Xinhong, como bispos de Kunming (Província de Yunnan) e Wuhu (Província de Anhui), causando um conflito entre Pequim e Roma.
Na quinta-feira (4), o Vaticano anunciou a excomunhão dos dois bispos ordenados na China sem a aprovação da igreja, assim como outros dois que realizaram a cerimônia de nomeação sem consentimento.
No dia 7 de maio, outro bispo, o da cidade de Shenyang, Paul Pei Junmin, foi consagrado. A sua nomeação foi decidida em consenso entre a Santa Sé e Pequim, o que, segundo os analistas, pode servir para suavizar o conflito.
O porta-voz chinês aproveitou para lembrar que as leis chinesas garantem a liberdade religiosa a seus cidadãos, "crentes e não crentes". Todas as religiões no país, porém, devem ser controladas por organizações ligadas ao Partido Comunista.
Laços
A China e o Vaticano cortaram relações depois da Revolução Comunista, em 1949, e da conseqüente perseguição às religiões.
Pequim tradicionalmente se opõe à indicação de bispos pelo Vaticano e ao reconhecimento do papa como autoridade da igreja, dizendo que isso "interfere" em assuntos internos.
Os cerca de 10 milhões de católicos da China se dividem entre as igrejas "clandestinas" leais ao Vaticano e às igrejas aprovadas pelo Estado, que reconhecem o papa como figura espiritual, mas rejeitam sua liderança à frente da igreja.
Com agências internacionais
Especial
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China critica Vaticano por não querer discutir nomeação de bispos
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da Efe, em Pequimda Folha Online
O Ministério de Relações Exteriores da China criticou nesta terça-feira o Vaticano por se negar a discutir a polêmica nomeação de dois bispos chineses na semana passada, acusando Roma de "não ter sido conseqüente no seu desejo de melhorar as relações com a China".
O porta-voz da Chancelaria chinesa, Liu Jianchao, afirmou que a Igreja Patriótica Católica Chinesa (única legal no país e que não é subordinada a Roma) tinha notificado a nomeação dos bispos "e não obteve resposta do Vaticano".
Mais tarde, lembrou Liu, o Vaticano emitiu duras declarações acusando Pequim de violar a liberdade de culto. Segundo o porta-voz, as críticas prejudicaram o processo de diálogo.
Segundo ele, a China "deseja sinceramente melhorar as relações com o Vaticano e quer trabalhar conjuntamente, esperando conseguir a normalização de relações", rompidas em 1951.
Jianchao lembrou que, para o restabelecimento das relações entre os dois países, o Vaticano deve romper seus vínculos diplomáticos com Taiwan e garantir que não vai interferir nos assuntos religiosos internos da China.
Nomeações
Os assuntos incluiriam a nomeação de bispos, uma questão que, para os analistas, poderia se resolver se ambas as partes decidissem de comum acordo a nomeação de cada bispo das 97 dioceses chinesas. Era o que vinha acontecendo nos últimos meses, com a exceção dos dois bispos da semana passada.
A igreja oficial chinesa consagrou, nos dias 30 de abril e 3 de maio, sem autorização do Vaticano, Ma Yinglin e José Liu Xinhong, como bispos de Kunming (Província de Yunnan) e Wuhu (Província de Anhui), causando um conflito entre Pequim e Roma.
Na quinta-feira (4), o Vaticano anunciou a excomunhão dos dois bispos ordenados na China sem a aprovação da igreja, assim como outros dois que realizaram a cerimônia de nomeação sem consentimento.
No dia 7 de maio, outro bispo, o da cidade de Shenyang, Paul Pei Junmin, foi consagrado. A sua nomeação foi decidida em consenso entre a Santa Sé e Pequim, o que, segundo os analistas, pode servir para suavizar o conflito.
O porta-voz chinês aproveitou para lembrar que as leis chinesas garantem a liberdade religiosa a seus cidadãos, "crentes e não crentes". Todas as religiões no país, porém, devem ser controladas por organizações ligadas ao Partido Comunista.
Laços
A China e o Vaticano cortaram relações depois da Revolução Comunista, em 1949, e da conseqüente perseguição às religiões.
Pequim tradicionalmente se opõe à indicação de bispos pelo Vaticano e ao reconhecimento do papa como autoridade da igreja, dizendo que isso "interfere" em assuntos internos.
Os cerca de 10 milhões de católicos da China se dividem entre as igrejas "clandestinas" leais ao Vaticano e às igrejas aprovadas pelo Estado, que reconhecem o papa como figura espiritual, mas rejeitam sua liderança à frente da igreja.
Com agências internacionais
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