Mundo
11/05/2006 - 22h46

Padre é condenado por morte de freira ocorrida há 26 anos nos EUA

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da Efe, em Washington

O chocante caso do esfaqueamento de uma freira na capela de um hospital de Ohio há 26 anos foi concluído nesta quinta-feira com a condenação do padre que a teria matado por ter se desentendido com ela.

Um júri de Toledo (Ohio) considerou Gerald Robinson, 68, responsável pelo assassinato da irmã Margaret Ann Pahl, e o condenou à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 15 anos em prisão.

Pahl foi encontrada morta na capela do hospital Mercy no Sábado de Aleluia de 1980. Seu corpo estava coberto com a toalha do altar e tinha recebido 31 facadas, que formavam uma cruz invertida.

A religiosa, que tinha 71 anos e se encarregava de cuidar do oratório, tinha sido estrangulada, esfaqueada e finalmente ungida na testa com gotas de seu próprio sangue.

Como capelão do hospital, Robinson era muito próximo de Pahl, que era conhecida por seu temperamento forte, até o ponto de, naquele mesmo dia, fazer Robinson perder a cabeça, segundo a acusação.

Um promotor disse ao júri em suas conclusões que o assassinato não foi um ritual satânico, mas a expressão de sua frustração por uma carreira fracassada, já que o sacerdote queria ter sido capelão militar.

Para aliviar sua ira, representou "uma versão ultrajante dos ritos" católicos com Pahl, com o objetivo de "degradá-la, humilhá-la, levá-la ao ponto mais baixo que era capaz".

Durante o processo, que durou três semanas, um analista testemunhou que só um clérigo teria os conhecimentos necessários para realizar um ritual como o que acabou com a vida de Pahl.

O caso dependeu em grande parte das descobertas da polícia científica, porque a acusação não apresentou provas diretas contra o sacerdote.

No quarto de Robinson foi encontrado uma espátula com forma de espada, que algumas testemunhas consideraram que poderia ter sido a arma que deixou as manchas de sangue na toalha do altar que cobria o corpo da freira.

Dois médicos legais afirmaram que a espátula tinha em sua empunhadura um pequeno medalhão com a imagem do Capitólio de Washington que deixou uma marca na toalha, decisiva para vincular o padre ao crime.

Robinson era o capelão de Mercy e um padre muito popular em Toledo, uma pacata cidade de cerca de 300 mil habitantes e na qual um quarto dos residentes é católico. O sacerdote era especialmente apreciado nos bairros poloneses porque dava missa e confessava nesse idioma.

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