Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
27/05/2006 - 17h59

Polícia e manifestantes impedem realização de 1ª parada gay em Moscou

Publicidade

da Folha Online

A polícia de Moscou e grupos de manifestantes nacionalistas impediram, à força, a realização neste sábado de uma parada gay em Moscou (capital da Rússia).

A polícia prendeu o principal organizador da parada, Nikolai Alexeyev, enquanto tentava colocar flores no Túmulo do Soldado Desconhecido (monumento em homenagem aos mortos russos e soviéticos em guerras), junto à muralha do Kremlin.

"Estamos realizando uma ação pacífica. Queremos mostrar que temos os mesmos direitos que outros cidadãos", disse Alexeyev, pouco antes do início do que seria a parada.

Igor Kharitonov/Efe
Polícia de Moscou prende participante de grupo que realizaria parada gay na cidade
A polícia fechou a entrada do jardim onde fica o monumento. Quando os primeiros integrantes da parada se aproximavam do local carregando flores, foram atacados por um grupo de religiosos e manifestantes nacionalistas, formado por quase 100 pessoas.

"Moscou não é Sodoma", gritavam os manifestantes que impediram que as flores fossem colocadas ao pé do monumento.

A polícia interveio para separar os dois grupos, que se atracaram, e prendeu Alexeyev. Ao todo, segundo a polícia, 120 pessoas foram detidas.

"As autoridades e os fascistas tinham o mesmo objetivo --impedir a realização da parada", disse o integrante do grupo que realizaria a parada, o britânico Peter Tatchell, segundo a agência de notícias Associated Press.

Antes que os membros do grupo que faria a parada se reunissem na praça que fica perto do gabinete do prefeito, um grupo de jovens nacionalistas correu para ocupar o local. Um grupo deles pisoteou uma bandeira com as cores do arco-íris (símbolo do movimento homossexual).

O deputado do Partido Verde alemão Volker Beck dava uma entrevista ao vivo quando um grupo de 20 jovens nacionalistas o cercou e o agrediu. Testemunhas disseram, segundo a AP, que a polícia não interveio.

"O que aconteceu hoje infelizmente representa a falta de respeito pelos direitos humanos na Rússia. Você não pode expressar seu ponto de vista e não está protegida contra extremistas", disse a francesa Sebastien Maria à AP.

Hoje foi celebrado o 13º aniversário da descriminalização da homossexualidade na Rússia e durante a semana ocorreu um fórum sobre direitos dos gays no país. A expectativa era de que hoje fosse realizada a primeira parada gay da Rússia.

As autoridades municipais de Moscou citaram o risco de violência como o principal fator para proibir a realização da parada, mas representantes religiosos na Rússia rejeitaram veementemente a realização do evento.

Ontem, Luzhkov disse em uma entrevista a uma rádio que paradas gays podem ser aceitáveis "em alguns países progressistas, seja em que sentido for, no Ocidente, mas são totalmente inaceitáveis em Moscou, na Rússia". "Enquanto eu for prefeito, não permitiremos que essas paradas sejam realizadas."

Com agências internacionais

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre paradas gays
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página