27/05/2006
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19h17
O presidente do Peru, Alejandro Toledo, exigiu neste sábado que seu colega venezuelano, Hugo Chávez, "deixe de intervir" na política interna peruana, e o advertiu para que tenha "cuidado", para não "semear tempestades na região".
Toledo enfatizou que Chávez "não pode dizer quem deve ganhar as eleições de 4 de junho", em referência ao apoio do presidente venezuelano ao candidato nacionalista Ollanta Humala, que deve disputar o segundo turno das eleições presidenciais peruanas contra o social-democrata Alan García.
"Hugo Chávez tem que aprender que a democracia se constrói exercendo o poder democraticamente, ele não pode mudar a vontade das pessoas com seus dólares", acrescentou.
Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez, deram apoio a Humala ao anunciar a possibilidade de que o Peru se integre na aliança entre La Paz, Caracas e Havana, caso o ex-militar vença as eleições peruanas.
Chávez manifestou reiteradas vezes seu apoio aberto ao candidato nacionalista peruano e manteve recentemente um bate-boca com Alan García, que sobrou até para o presidente Toledo.Após esses incidentes, Peru e Venezuela retiraram seus respectivos embaixadores em Caracas e Lima.
Toledo reiterou hoje que não vai "responder aos insultos" de Chávez, embora tenha advertido que o venezuelano "não pode semear instabilidade na região".
"Soube das declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e não vou responder aos insultos, mas quero que fique claro que não respondo a nenhum império, nem o dos petrodólares, nem a ninguém", afirmou. O líder peruano disse ainda que respeita "muito o povo venezuelano", mas acrescentou que o que não pode "admitir que puxem o tapete da democracia, nem os insultos".
Toledo lembrou que Chávez "foi eleito presidente do povo venezuelano, mas não é o presidente da América Latina". Ele acrescentou que seu colega da Venezuela deve "defender os interesses" de seu país, e enfatizou que se Chávez está "financiando um candidato", em referência a Humala, "está correndo um grande risco".
O presidente peruano declarou, no entanto, que não tem "nenhuma evidência" desse financiamento e acrescentou que "não há qualquer possibilidade de fraude" nas eleições de 4 de junho, como suspeitou Humala. Ele disse ainda que deu ordens às forças de segurança para que evitem "qualquer tipo de alvoroço" durante as eleições.
A última pesquisa de opinião divulgada hoje em Lima mostra que o ex-presidente García tem 42,8% das intenções de voto, enquanto Humala possui 28,6%.
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Toledo adverte Chávez a não intervir na política interna peruana
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da Efe, em LimaO presidente do Peru, Alejandro Toledo, exigiu neste sábado que seu colega venezuelano, Hugo Chávez, "deixe de intervir" na política interna peruana, e o advertiu para que tenha "cuidado", para não "semear tempestades na região".
Toledo enfatizou que Chávez "não pode dizer quem deve ganhar as eleições de 4 de junho", em referência ao apoio do presidente venezuelano ao candidato nacionalista Ollanta Humala, que deve disputar o segundo turno das eleições presidenciais peruanas contra o social-democrata Alan García.
"Hugo Chávez tem que aprender que a democracia se constrói exercendo o poder democraticamente, ele não pode mudar a vontade das pessoas com seus dólares", acrescentou.
Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez, deram apoio a Humala ao anunciar a possibilidade de que o Peru se integre na aliança entre La Paz, Caracas e Havana, caso o ex-militar vença as eleições peruanas.
Chávez manifestou reiteradas vezes seu apoio aberto ao candidato nacionalista peruano e manteve recentemente um bate-boca com Alan García, que sobrou até para o presidente Toledo.Após esses incidentes, Peru e Venezuela retiraram seus respectivos embaixadores em Caracas e Lima.
Toledo reiterou hoje que não vai "responder aos insultos" de Chávez, embora tenha advertido que o venezuelano "não pode semear instabilidade na região".
"Soube das declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e não vou responder aos insultos, mas quero que fique claro que não respondo a nenhum império, nem o dos petrodólares, nem a ninguém", afirmou. O líder peruano disse ainda que respeita "muito o povo venezuelano", mas acrescentou que o que não pode "admitir que puxem o tapete da democracia, nem os insultos".
Toledo lembrou que Chávez "foi eleito presidente do povo venezuelano, mas não é o presidente da América Latina". Ele acrescentou que seu colega da Venezuela deve "defender os interesses" de seu país, e enfatizou que se Chávez está "financiando um candidato", em referência a Humala, "está correndo um grande risco".
O presidente peruano declarou, no entanto, que não tem "nenhuma evidência" desse financiamento e acrescentou que "não há qualquer possibilidade de fraude" nas eleições de 4 de junho, como suspeitou Humala. Ele disse ainda que deu ordens às forças de segurança para que evitem "qualquer tipo de alvoroço" durante as eleições.
A última pesquisa de opinião divulgada hoje em Lima mostra que o ex-presidente García tem 42,8% das intenções de voto, enquanto Humala possui 28,6%.
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