25/06/2006
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08h48
Dois soldados israelenses morreram e um terceiro foi declarado desaparecido neste domingo em um ataque palestino contra um posto militar de Israel perto da fronteira no sul da faixa de Gaza, informou um porta-voz militar.
No ataque, ocorrido perto de Kerem Shalom, na região fronteiriça entre Israel, a faixa de Gaza e o Egito, morreram também dois extremistas palestinos.
Quatro soldados israelenses ficaram feridos, um deles gravemente, acrescentaram as fontes.
Os palestinos invadiram o território israelense por meio de um túnel escavado sob a cerca que o separa da faixa de Gaza, na primeira ação deste tipo desde a retirada das forças de Israel em setembro do ano passado.
Tropas israelenses fizeram uma incursão em Gaza em busca do soldado desaparecido, que o Exército afirma ter sido seqüestrado.
A autoria do ataque palestino foi reivindicada pelo braço armado do grupo islâmico extremista Hamas e pelos Comitês de Resistência Popular, que afirmaram ter promovido o atentado como resposta às recentes ofensivas aéreas de Israel que deixaram ao menos 14 civis palestinos mortos.
"Este foi um ataque terrorista muito grave do Hamas", declarou o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. "Israel vê a Autoridade Nacional Palestina, liderada por Mahmoud Abbas, e o governo palestino como responsáveis pelo incidente, com todas suas implicações", disse Olmert, aumentando as especulações de que chefes do Hamas, que controla o governo, possam ser os próximos alvos de Israel.
Um porta-voz militar israelense informou que entre sete e oito extremistas armados cruzaram a fronteira e se dividiram em três grupos. Um dos grupos atacou um veículo blindado de transporte de militares que estava vazio, um segundo atingiu com granadas um tanque e um terceiro fez disparos contra o posto.
O Hamas e os Comitês de Resistência Popular informaram que dois palestinos foram mortos.
A presidência da ANP (Autoridade Nacional Palestina), chefiada por Mahmoud Abbas, condenou a operação realizada por militantes do Hamas contra o posto fronteiriço no sul de Israel, perto da faixa de Gaza.
"Esta operação é contrária a tudo o que temos ouvido e uma violação dos acordos obtidos pelos dirigentes com os quais nos reunimos nos encontros com os movimentos palestinos no âmbito do diálogo internacional", indicou a presidência palestina, em um comunicado.
"Sempre advertimos para o perigo que representa para certos grupos ou facções sair do consenso nacional e fazer operações pelas quais o povo palestino pagará, nos custará enormes sacrifícios e acentuarão o assédio internacional", acrescentou a declaração.
Com agências internacionais
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da Folha OnlineDois soldados israelenses morreram e um terceiro foi declarado desaparecido neste domingo em um ataque palestino contra um posto militar de Israel perto da fronteira no sul da faixa de Gaza, informou um porta-voz militar.
No ataque, ocorrido perto de Kerem Shalom, na região fronteiriça entre Israel, a faixa de Gaza e o Egito, morreram também dois extremistas palestinos.
Quatro soldados israelenses ficaram feridos, um deles gravemente, acrescentaram as fontes.
Os palestinos invadiram o território israelense por meio de um túnel escavado sob a cerca que o separa da faixa de Gaza, na primeira ação deste tipo desde a retirada das forças de Israel em setembro do ano passado.
Tropas israelenses fizeram uma incursão em Gaza em busca do soldado desaparecido, que o Exército afirma ter sido seqüestrado.
A autoria do ataque palestino foi reivindicada pelo braço armado do grupo islâmico extremista Hamas e pelos Comitês de Resistência Popular, que afirmaram ter promovido o atentado como resposta às recentes ofensivas aéreas de Israel que deixaram ao menos 14 civis palestinos mortos.
"Este foi um ataque terrorista muito grave do Hamas", declarou o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. "Israel vê a Autoridade Nacional Palestina, liderada por Mahmoud Abbas, e o governo palestino como responsáveis pelo incidente, com todas suas implicações", disse Olmert, aumentando as especulações de que chefes do Hamas, que controla o governo, possam ser os próximos alvos de Israel.
Um porta-voz militar israelense informou que entre sete e oito extremistas armados cruzaram a fronteira e se dividiram em três grupos. Um dos grupos atacou um veículo blindado de transporte de militares que estava vazio, um segundo atingiu com granadas um tanque e um terceiro fez disparos contra o posto.
O Hamas e os Comitês de Resistência Popular informaram que dois palestinos foram mortos.
A presidência da ANP (Autoridade Nacional Palestina), chefiada por Mahmoud Abbas, condenou a operação realizada por militantes do Hamas contra o posto fronteiriço no sul de Israel, perto da faixa de Gaza.
"Esta operação é contrária a tudo o que temos ouvido e uma violação dos acordos obtidos pelos dirigentes com os quais nos reunimos nos encontros com os movimentos palestinos no âmbito do diálogo internacional", indicou a presidência palestina, em um comunicado.
"Sempre advertimos para o perigo que representa para certos grupos ou facções sair do consenso nacional e fazer operações pelas quais o povo palestino pagará, nos custará enormes sacrifícios e acentuarão o assédio internacional", acrescentou a declaração.
Com agências internacionais
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