Mundo
27/06/2006 - 08h07

Israel admite eventual ataque a líder do Hamas na Síria

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da Efe, em Jerusalém

O líder máximo do Hamas [grupo terrorista e partido político], Khaled Mashaal, exilado na Síria, pode ser alvo das forças de segurança de Israel, disse nesta terça-feira o ministro de infra-estruturas israelense, Benjamin Ben-Eliezer.

Em declarações à Galei Tzahal, a emissora das Forças Armadas, o general reformado Ben Eliezer afirmou que "ninguém está imune" entre as personalidades palestinas. A ameaça já havia sido feita ontem à noite pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Os órgãos de segurança de Israel, que estão concentrando suas forças junto à faixa de Gaza para resgatar o soldado seqüestrado há dois dias por extremistas palestinos, "podem ir muito longe", avisou Olmert.

Segundo fontes militares, o soldado seqüestrado, Guilad Shalit, 19, estaria em poder dos Batalhões de Hazedin al Qassam, braço armado do Hamas. O grupo recebe ordens de Mashaal, que atualmente vive em Damasco.

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ismail Haniyeh, apesar de ser visto pelo Hamas como um moderado, conta com a proteção de Mashaal, do setor "duro". Ele rejeitou ontem à noite a ordem do presidente palestino, Mahmoud Abbas, para libertar o soldado e evitar uma invasão do Exército israelense.

Prisão

Mashaal foi detido em setembro de 1997 por agentes dos Serviços Secretos (Mossad) de Israel em Amã, capital da Jordânia, quando se dirigia a seu escritório. Os agentes injetaram um veneno desconhecido em seu ouvido, em uma tentativa de assassinato.

Os agentes do Mossad, porém, foram capturados pelos jordanianos. Para resgatar seus homens, o então primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo a imprensa, ordenou a entrega do antídoto que salvou a vida de Mashaal.

O rei Hussein, irritado com a operação em território jordaniano, acabou aceitando trocar os agentes israelenses por prisioneiros palestinos que estavam em poder de Israel. Entre eles, o fundador e mentor espiritual do Hamas na faixa de Gaza, Ahmed Yassin, que foi vítima, há três anos, de um "assassinato seletivo" da força aérea israelense.

O braço armado do Hamas, os Comitês Populares da Resistência e o grupo Exército Islâmico assumiram a autoria da operação na base militar de Telem, junto à fronteira com a faixa de Gaza.

Dois soldados israelenses e dois extremistas palestinos morreram na ação. Outros seis soldados israelenses ficaram feridos.

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