28/06/2006
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09h10
da Folha Online
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, considerou nesta quarta-feira a operação militar de Israel no sul de Gaza pelo seqüestro de um soldado israelense "um castigo coletivo" e "um crime humanitário".
A operação "Chuva de Verão", que visa resgatar o soldado Gilad Shalit, 19, "obstrui os esforços para a sua libertação", segundo Abbas. Shalit foi capturado no domingo (25) em um ataque de grupos palestinos à base militar Telem, situada na fronteira de Gaza com Israel.
Abbas, que está em sua casa, na Cidade de Gaza, pediu aos membros do Quarteto de Madri --União Européia, Estados Unidos, Rússia e ONU-- uma intervenção para forçar Israel a retirar suas tropas do território palestino.
Fontes militares israelenses informaram que a operação envolve três companhias do Exército, alguns batalhões de blindados e engenheiros, além de unidades de elite. No total, as tropas avançaram três quilômetros no sul de Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, responsabilizou Abbas e o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, pelo seqüestro. Para ele, as forças de segurança palestinas não conseguiram "conter os extremistas".
Segundo Olmert, as forças armadas "não hesitarão em adotar medidas extremas para conseguir a volta do soldado seqüestrado".
Operação
A incursão militar teve início após dois dias de esforços frustrados de negociadores egípcios e franceses, que tentavam fazer a intermediação pela libertação de Gilad Shalit, 19.
O soldado foi seqüestrado em um posto militar de Israel localizado perto de Kerem Shalom, na região da fronteira com Gaza, em uma ação que matou outros dois soldados israelenses.
Tropas israelenses penetraram por um quilômetro do território do sul de Gaza, posicionando tanques e veículos blindados em áreas da cidade de Rafah, na fronteira com Gaza, inclusive o aeroporto internacional em Dahaniyeh, o único de Gaza.
Além da incursão terrestre, forças aéreas israelenses atacaram pontes no centro de Gaza. Segundo fontes militares, o ataque pretendia impedir que extremistas transportem Shalit para diferentes pontos de Gaza.
Segundo o jornal israelense "Haaretz", Shalit estaria sendo mantido em cativeiro no campo de refugiados de Khan Yunis, ao sul de Gaza. Seus seqüestradores podem considerar a possibilidade de movê-lo para outro local em Gaza, como o campo de refugiados de Jebalya.
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da Efe, em Gazada Folha Online
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, considerou nesta quarta-feira a operação militar de Israel no sul de Gaza pelo seqüestro de um soldado israelense "um castigo coletivo" e "um crime humanitário".
A operação "Chuva de Verão", que visa resgatar o soldado Gilad Shalit, 19, "obstrui os esforços para a sua libertação", segundo Abbas. Shalit foi capturado no domingo (25) em um ataque de grupos palestinos à base militar Telem, situada na fronteira de Gaza com Israel.
Abbas, que está em sua casa, na Cidade de Gaza, pediu aos membros do Quarteto de Madri --União Européia, Estados Unidos, Rússia e ONU-- uma intervenção para forçar Israel a retirar suas tropas do território palestino.
Fontes militares israelenses informaram que a operação envolve três companhias do Exército, alguns batalhões de blindados e engenheiros, além de unidades de elite. No total, as tropas avançaram três quilômetros no sul de Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, responsabilizou Abbas e o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, pelo seqüestro. Para ele, as forças de segurança palestinas não conseguiram "conter os extremistas".
Segundo Olmert, as forças armadas "não hesitarão em adotar medidas extremas para conseguir a volta do soldado seqüestrado".
Operação
A incursão militar teve início após dois dias de esforços frustrados de negociadores egípcios e franceses, que tentavam fazer a intermediação pela libertação de Gilad Shalit, 19.
O soldado foi seqüestrado em um posto militar de Israel localizado perto de Kerem Shalom, na região da fronteira com Gaza, em uma ação que matou outros dois soldados israelenses.
Tropas israelenses penetraram por um quilômetro do território do sul de Gaza, posicionando tanques e veículos blindados em áreas da cidade de Rafah, na fronteira com Gaza, inclusive o aeroporto internacional em Dahaniyeh, o único de Gaza.
Além da incursão terrestre, forças aéreas israelenses atacaram pontes no centro de Gaza. Segundo fontes militares, o ataque pretendia impedir que extremistas transportem Shalit para diferentes pontos de Gaza.
Segundo o jornal israelense "Haaretz", Shalit estaria sendo mantido em cativeiro no campo de refugiados de Khan Yunis, ao sul de Gaza. Seus seqüestradores podem considerar a possibilidade de movê-lo para outro local em Gaza, como o campo de refugiados de Jebalya.
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