Mundo
12/07/2006 - 09h39

Premiê de Israel diz que Síria exibe seu lado terrorista

Publicidade
da Efe, em Jerusalém
da Folha Online

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, declarou nesta quarta-feira que a "Síria demonstra a si mesma que é um Estado terrorista em sua natureza".

O chefe do governo israelense fez tais afirmações após o ataque realizado na manhã desta quarta-feira pelo grupo Hizbollah libanês contra uma posição israelense na área fronteiriça entre Israel e Líbano, onde dois soldados foram seqüestrados.

O Hizbollah é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos. No Líbano, não é visto como uma entidade terrorista, mas como um grupo de resistência contra a invasão israelense ao país, em 1982. O grupo também é um dos principais partidos libaneses, realiza ações humanitárias e possui uma rede de escolas e hospitais.

"É um governo que apóia e encoraja atividades assassinas de organizações terroristas, tanto dentro de suas fronteiras como fora delas. Naturalmente, estão sendo realizados preparativos para se tomar as medidas apropriadas contra a Síria", afirmou Olmert.

As palavras do chefe do Executivo israelense estão em linha com algumas informações não-confirmadas de forma oficial sobre a possibilidade de o Exército israelense estar se preparando para atacar Damasco.

Israel costuma acusar a Síria de amparar e dar refúgio a líderes de organizações terroristas, como o Hamas e o Hizbollah.

Sobre a possibilidade de negociar a libertação de soldados seqüestrados por membros de grupos terroristas árabes, Olmert disse: "Todo este tempo declarei que não vamos nos render ao terrorismo e à extorsão. Não negociaremos com organizações terroristas".

Olmert se referia aos seqüestradores de Gilad Shalit, 19, no último dia 25, levado a cabo por membros de três grupos terroristas palestinos, e de dois soldados israelenses feitos reféns do Hizbollah libanês nesta quarta-feira.

Os palestinos tentaram duas vezes devolver o soldado Shalit em troca pela libertação de mulheres e adolescentes detidos em prisões israelenses. Israel se nega a negociar e, na tentativa de encontrar o soldado, invadiu a faixa de Gaza e já causou a morte de cerca de 80 palestinos --a maioria deles civis.

O Hizbollah exigiu de Israel a libertação de todos os árabes detidos em prisões israelenses em troca da libertação dos militares capturados hoje.

Especial
  • Leia o que já publicado sobre o Hizbollah
  • Leia o que já foi publicados sobre soldados seqüestrados
  • Veja cobertura completa sobre a crise no Oriente Médio
  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca