12/07/2006
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17h03
O embaixador dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), John Bolton, disse nesta quarta-feira que espera que o Conselho de Segurança (CS) tome uma decisão "no início da próxima semana" sobre o rascunho de uma resolução que pedirá ao Irã para deter seu programa de enriquecimento de urânio.
Bolton afirmou que o CS seguirá as instruções dos chanceleres das seis potências mais importantes, que se reuniram em Paris após a "inadequada e decepcionante" resposta do Irã à oferta de incentivos ocidentais em troca do cancelamento de seu programa de enriquecimento de urânio.
Ministros das Relações Exteriores de seis potências mundiais decidiram nesta quarta-feira, em Paris, levar novamente ao CS da ONU o dossiê nuclear iraniano, em resposta à recusa do Irã de suspender o enriquecimento de urânio, anunciou o chanceler francês, Phillipe Douste-Blazy.
"Os iranianos não deram nenhuma indicação de que estão dispostos a discutir seriamente nossas propostas. O Irã não deu os passos necessários para permitir que as negociações comecem, ou seja, suspender as atividades ligadas ao enriquecimento", disse Douste-Blazy.
"Expressamos nossa profunda decepção com essa situação. Não temos outra escolha, senão voltar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e retomar o processo, suspenso há dois meses", acrescentou.
"Concordamos em trabalhar em favor de uma resolução do Conselho que leve à suspensão exigida pela Agência Internacional de Energia Atômica [AIEA]", explicou o chanceler. "Se o Irã não quiser se conformar, trabalharemos, então, na adoção de medidas com base no artigo 41 do Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas", que autoriza a aplicação de sanções, acrescentou.
O anúncio foi feito após uma reunião, em Paris, entre os chanceleres dos seis grandes países envolvidos na busca de uma saída para a crise nuclear iraniana (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).
Antes do encontro, a chefe da diplomacia americana, Condoleezza Rice, considerou "decepcionante e incompleta" a resposta apresentada ontem pelo chefe dos negociadores iranianos, Ali Larijani, durante uma reunião em Bruxelas com o alto representante da União Européia (UE) para a Política Externa, Javier Solana.
Também antes da reunião, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou que o país não irá negociar "direitos inegáveis" envolvendo o programa nuclear. "Somos a favor das negociações, a favor do diálogo. Mas, naturalmente, não negociaremos nossos direitos inegáveis com ninguém", afirmou o presidente, em discurso transmitido pela rádio estatal.
A recusa do Irã a interromper o enriquecimento de urânio continua sendo o principal obstáculo nas negociações com a república islâmica. "Se o Irã aplicar as decisões da AIEA e do Conselho de Segurança, e se comprometer com as negociações, estamos dispostos a nos abster de novas ações no Conselho de Segurança", indicou o ministro francês.
Seis países apresentaram, em 6 de junho, uma oferta de cooperação tecnológica e comercial ao Irã com a condição de que Teerã suspendesse o enriquecimento de urânio. Essa atividade sensível pode esconder um objetivo militar e levar à fabricação da bomba atômica, embora as autoridades iranianas aleguem que ela é realizada dentro de um programa estritamente civil.
Além do chanceler francês e de Condoleezza Rice, viajaram à capital da França os chanceleres do Reino Unido, Margaret Beckett, e da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, o vice-chanceler chinês Zhang Yesui, e Solana.
A crise nuclear iraniana será discutida novamente durante a reunião de cúpula dos chefes de Estado e governo do G8, no próximo fim de semana, em São Petersburgo, Rússia.
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da France Presse, em WashingtonO embaixador dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), John Bolton, disse nesta quarta-feira que espera que o Conselho de Segurança (CS) tome uma decisão "no início da próxima semana" sobre o rascunho de uma resolução que pedirá ao Irã para deter seu programa de enriquecimento de urânio.
Bolton afirmou que o CS seguirá as instruções dos chanceleres das seis potências mais importantes, que se reuniram em Paris após a "inadequada e decepcionante" resposta do Irã à oferta de incentivos ocidentais em troca do cancelamento de seu programa de enriquecimento de urânio.
Ministros das Relações Exteriores de seis potências mundiais decidiram nesta quarta-feira, em Paris, levar novamente ao CS da ONU o dossiê nuclear iraniano, em resposta à recusa do Irã de suspender o enriquecimento de urânio, anunciou o chanceler francês, Phillipe Douste-Blazy.
"Os iranianos não deram nenhuma indicação de que estão dispostos a discutir seriamente nossas propostas. O Irã não deu os passos necessários para permitir que as negociações comecem, ou seja, suspender as atividades ligadas ao enriquecimento", disse Douste-Blazy.
"Expressamos nossa profunda decepção com essa situação. Não temos outra escolha, senão voltar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e retomar o processo, suspenso há dois meses", acrescentou.
"Concordamos em trabalhar em favor de uma resolução do Conselho que leve à suspensão exigida pela Agência Internacional de Energia Atômica [AIEA]", explicou o chanceler. "Se o Irã não quiser se conformar, trabalharemos, então, na adoção de medidas com base no artigo 41 do Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas", que autoriza a aplicação de sanções, acrescentou.
O anúncio foi feito após uma reunião, em Paris, entre os chanceleres dos seis grandes países envolvidos na busca de uma saída para a crise nuclear iraniana (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).
Antes do encontro, a chefe da diplomacia americana, Condoleezza Rice, considerou "decepcionante e incompleta" a resposta apresentada ontem pelo chefe dos negociadores iranianos, Ali Larijani, durante uma reunião em Bruxelas com o alto representante da União Européia (UE) para a Política Externa, Javier Solana.
Também antes da reunião, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou que o país não irá negociar "direitos inegáveis" envolvendo o programa nuclear. "Somos a favor das negociações, a favor do diálogo. Mas, naturalmente, não negociaremos nossos direitos inegáveis com ninguém", afirmou o presidente, em discurso transmitido pela rádio estatal.
A recusa do Irã a interromper o enriquecimento de urânio continua sendo o principal obstáculo nas negociações com a república islâmica. "Se o Irã aplicar as decisões da AIEA e do Conselho de Segurança, e se comprometer com as negociações, estamos dispostos a nos abster de novas ações no Conselho de Segurança", indicou o ministro francês.
Seis países apresentaram, em 6 de junho, uma oferta de cooperação tecnológica e comercial ao Irã com a condição de que Teerã suspendesse o enriquecimento de urânio. Essa atividade sensível pode esconder um objetivo militar e levar à fabricação da bomba atômica, embora as autoridades iranianas aleguem que ela é realizada dentro de um programa estritamente civil.
Além do chanceler francês e de Condoleezza Rice, viajaram à capital da França os chanceleres do Reino Unido, Margaret Beckett, e da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, o vice-chanceler chinês Zhang Yesui, e Solana.
A crise nuclear iraniana será discutida novamente durante a reunião de cúpula dos chefes de Estado e governo do G8, no próximo fim de semana, em São Petersburgo, Rússia.
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