Mundo
13/07/2006 - 12h34

Israel diz que Hizbollah quer transferir soldados reféns ao Irã

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da Folha Online

O ministério das Relações Exteriores israelense afirmou nesta quinta-feira que o grupo terrorista Hizbollah libanês quer transferir para o Irã os dois soldados israelenses seqüestrados ontem.

"Dispomos de informações precisas segundo as quais o Hizbollah tem um plano para transferir para o Irã os soldados seqüestrados", disse Gideon Meir, porta voz da Chancelaria.

Desde ontem, após o Hizbollah matar oito soldados israelenses e seqüestrar outros dois, em uma ação contra a cidade israelense de Shlomi [fronteira com Líbano], o Exército de Israel lançou uma operação [com duração indeterminada] por terra, mar e ar contra a região sul do território libanês.

Reféns

Os dois soldados israelenses seqüestrados são Ehud Goldwasser, 31, e Eldad Reghev, 26. Ambos são reservistas que estavam prestes a se licenciar e retornar para suas casas após um período de cerca de três semanas de trabalho.

O seqüestro deles ocorreu na região de fronteira entre as colônias de Shtula e Zarit.

No momento da captura os soldados estavam vivos, ainda que provavelmente feridos, segundo informações da imprensa israelense.

Goldwasser mora em Naharya, na Galiléia. Seu colega Reghev tem 26 anos e vive Kiryat Mozkin, na periferia de Haifa.

Ataques e bloqueios

Além dos bombardeios israelenses, que atingiram o aeroporto internacional de Beirute e um bairro da capital controlado pelo Hizbollah, a Marinha israelense invadiu parte das águas libanesas e bloqueou portos libaneses no Mediterrâneo. De acordo com fontes do Ministério libanês da Saúde, até o momento, o saldo de vítimas é de 47 mortos e 103 feridos.

Entre as vítimas registradas no líbano, há uma família brasileira (um casal de libaneses naturalizados brasileiros e seus dois filhos nascidos no Brasil), que morreram na noite de ontem após a casa em que viviam ter sido atingida por um bombardeio israelense.

Nesta quarta-feira, o Hizbollah lançou vários foguetes Katiusha contra o norte de Israel, causando a morte de uma mulher e deixando 37 feridos --número que chega a 90 se contabilizadas as vítimas registradas desde a noite de ontem.

Nesta quinta-feira, o ministro libanês da Informação, Ghazi al Aridi, afirmou que seu país deseja um cessar-fogo e o fim da ofensiva de Israel.

"O Líbano pede um cessar-fogo compreensivo e o fim da agressão israelense", afirmou Aridi, após uma reunião de emergência no gabinete libanês. Segundo ele, o governo deve se reunir novamente ainda hoje para elaborar um comunicado.

Até o momento, o governo de Israel não comentou o pedido de cessar-fogo.

Com agências internacionais

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