14/07/2006
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19h20
O líder do grupo terrorista libanês Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, declarou "guerra aberta" contra Israel nesta sexta-feira, em meio à escalada que atinge o Oriente Médio depois que o movimento extremista seqüestrou dois soldados israelenses e matou oito militares.
Em um pronunciamento transmitido pelo canal de TV Al Manar, pouco depois de ter escapado de um ataque israelense que destruiu seu escritório e sua casa, o chefe do Hizbollah também anunciou a destruição de uma fragata israelense perto de Beirute.
"Vocês queriam uma guerra declarada. Vocês terão uma guerra", afirmou. "Vocês escolheram ir à guerra com uma nação (...) que possui capacidade, experiência e coragem", afirmou Nasrallah.
O xeque fez um pedido de resistência "ao povo libanês e ao Estado libanês". "Prometo a vitória", declarou.
O navio de guerra israelense foi atingido perto da costa do Líbano nesta sexta-feira por um avião teleguiado carregado com explosivos lançado pelo Hizbollah, informaram autoridades militares de Israel.
A ação indica que o Hizbollah estaria utilizando uma nova arma além do seu arsenal de foguetes e morteiros normalmente utilizados para atingir Israel.
"Olhem ao longo de Beirute e verão um navio de guerra israelense em fogo. Nossos combatentes conseguiram atingi-lo e destruí-lo", afirmou Nasrallah.
Depois do pronunciamento, tiros foram disparados para o ar em comemoração na zona sul de Beirute, reduto do Hizbollah, bombardeada uma hora antes pela terceira vez consecutiva no dia.
"Só diremos mais que, se atacarem Beirute, atacaremos [a cidade israelense de] Haifa. Eles querem uma guerra aberta e vamos a ela de todas as maneiras. Não pagaremos o preço sozinhos. Isto já terminou em 2000." "São vocês que quiseram mudar as regras do jogo", frisou.
"Não se trata de uma troca de prisioneiros", disse, em referência aos dois soldados israelenses que estão sendo mantidos como reféns e que seu movimento pretende trocar por presos libaneses e árabes nas penitenciárias israelenses.
"Esta é uma guerra total. Ou nos submetemos às condições israelenses, ou resistimos", afirmou Nasrallah, representado na tela da televisão por uma foto.
Escalada
Desde quarta-feira, após o Hizbollah matar oito soldados israelenses e seqüestrar outros dois, em uma ação contra a cidade israelense de Shlomi [fronteira com Líbano], o Exército de Israel lançou a maior operação nos últimos 24 anos por terra, mar e ar contra o Líbano.
O Hizbollah --que deseja libertar prisioneiros detidos em Israel-- realiza ataques freqüentes com foguetes na fronteira do sul do Líbano desde 1996, quando Israel realizou uma ofensiva contra o grupo extremista na região, que durou 17 dias.
A Força Aérea israelense intensificou os ataques contra o Líbano nesta sexta-feira e concentra-se em minar a infra-estrutura do Hizbollah. Aparentemente, a intenção é impedir o envio de armas e ajuda de países vizinhos ao grupo extremista no Líbano.
Ao todo mais de 300 foguetes Katyuscha atingiram 20 cidades israelenses, vindos da fronteira com o Líbano, elevando nesta sexta-feira o saldo de civis mortos para quatro. Os ataques de Israel mataram 66 pessoas no Líbano --em sua maioria civis-- e deixaram ao menos 200 feridos.
Nesta sexta-feira, uma mulher e uma criança israelenses foram mortas quando um foguete lançado a partir do Líbano atingiu uma casa na cidade de Meron, no norte de Israel, informaram os serviços de resgate de Israel.
Com agências internacionais
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Líder do Hizbollah declara "guerra aberta" contra Israel
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da Folha OnlineO líder do grupo terrorista libanês Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, declarou "guerra aberta" contra Israel nesta sexta-feira, em meio à escalada que atinge o Oriente Médio depois que o movimento extremista seqüestrou dois soldados israelenses e matou oito militares.
Em um pronunciamento transmitido pelo canal de TV Al Manar, pouco depois de ter escapado de um ataque israelense que destruiu seu escritório e sua casa, o chefe do Hizbollah também anunciou a destruição de uma fragata israelense perto de Beirute.
"Vocês queriam uma guerra declarada. Vocês terão uma guerra", afirmou. "Vocês escolheram ir à guerra com uma nação (...) que possui capacidade, experiência e coragem", afirmou Nasrallah.
O xeque fez um pedido de resistência "ao povo libanês e ao Estado libanês". "Prometo a vitória", declarou.
O navio de guerra israelense foi atingido perto da costa do Líbano nesta sexta-feira por um avião teleguiado carregado com explosivos lançado pelo Hizbollah, informaram autoridades militares de Israel.
A ação indica que o Hizbollah estaria utilizando uma nova arma além do seu arsenal de foguetes e morteiros normalmente utilizados para atingir Israel.
"Olhem ao longo de Beirute e verão um navio de guerra israelense em fogo. Nossos combatentes conseguiram atingi-lo e destruí-lo", afirmou Nasrallah.
Depois do pronunciamento, tiros foram disparados para o ar em comemoração na zona sul de Beirute, reduto do Hizbollah, bombardeada uma hora antes pela terceira vez consecutiva no dia.
"Só diremos mais que, se atacarem Beirute, atacaremos [a cidade israelense de] Haifa. Eles querem uma guerra aberta e vamos a ela de todas as maneiras. Não pagaremos o preço sozinhos. Isto já terminou em 2000." "São vocês que quiseram mudar as regras do jogo", frisou.
"Não se trata de uma troca de prisioneiros", disse, em referência aos dois soldados israelenses que estão sendo mantidos como reféns e que seu movimento pretende trocar por presos libaneses e árabes nas penitenciárias israelenses.
"Esta é uma guerra total. Ou nos submetemos às condições israelenses, ou resistimos", afirmou Nasrallah, representado na tela da televisão por uma foto.
Escalada
Desde quarta-feira, após o Hizbollah matar oito soldados israelenses e seqüestrar outros dois, em uma ação contra a cidade israelense de Shlomi [fronteira com Líbano], o Exército de Israel lançou a maior operação nos últimos 24 anos por terra, mar e ar contra o Líbano.
O Hizbollah --que deseja libertar prisioneiros detidos em Israel-- realiza ataques freqüentes com foguetes na fronteira do sul do Líbano desde 1996, quando Israel realizou uma ofensiva contra o grupo extremista na região, que durou 17 dias.
A Força Aérea israelense intensificou os ataques contra o Líbano nesta sexta-feira e concentra-se em minar a infra-estrutura do Hizbollah. Aparentemente, a intenção é impedir o envio de armas e ajuda de países vizinhos ao grupo extremista no Líbano.
Ao todo mais de 300 foguetes Katyuscha atingiram 20 cidades israelenses, vindos da fronteira com o Líbano, elevando nesta sexta-feira o saldo de civis mortos para quatro. Os ataques de Israel mataram 66 pessoas no Líbano --em sua maioria civis-- e deixaram ao menos 200 feridos.
Nesta sexta-feira, uma mulher e uma criança israelenses foram mortas quando um foguete lançado a partir do Líbano atingiu uma casa na cidade de Meron, no norte de Israel, informaram os serviços de resgate de Israel.
Com agências internacionais
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