14/07/2006
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21h02
A Síria declarou seu apoio ao Líbano e ao grupo terrorista Hizbollah contra os ataques de Israel, informou nesta sexta-feira o partido governista Baath, que controla o país desde 1963.
"O povo sírio está pronto para oferecer amplo apoio ao povo libanês e a sua heróica resistência para continuar firme e confrontar a bárbara agressão israelense e seus crimes", afirmou num comunicado o comando nacional do partido --a mais alta instância do Baath-- divulgado após uma reunião.
"A reunião discutiu a perigosa evolução que resultou da escalada provocada pela agressão israelense no território palestino ocupado e no Líbano, e a bárbara guerra e o terrorismo de Estado praticado por Israel."
A Síria é um dos principais financiadores do Hizbollah, cuja resistência armada foi um dos motivos que forçou a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano em 2000, depois de 22 anos de ocupação.
O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Barak não exclui a possibilidade de um bombardeio israelense contra a Síria, mas "espera que ele não seja necessário", declarou em uma entrevista concedida ao jornal alemão "Welt am Sonntag".
"Os sírios patrocinam o Hamas na faixa de Gaza. O quartel-general do Hamas está em Damasco", acusou o trabalhista Barak na entrevista, que será publicada neste domingo (16).
Desde quarta-feira, após o Hizbollah matar oito soldados israelenses e seqüestrar outros dois, em uma ação contra a cidade israelense de Shlomi [fronteira com Líbano], o Exército de Israel lançou a maior operação nos últimos 24 anos por terra, mar e ar contra o Líbano.
"A Síria também apóia logisticamente o Hizbollah, pois parte das armas usadas contra Israel chega ao Líbano pelo aeroporto de Damasco", afirmou Barak, que abandonou a vida política em 2001, após a derrota nas eleições legislativas para Ariel Sharon.
Barak, que dirigiu em maio de 2000 a retirada do Exército israelense do sul do Líbano, após quase 20 anos de ocupação, indicou que a atual ofensiva não levará a uma ocupação, mas destacou que as forças de Israel "são capazes de fazer o necessário para enviar uma mensagem clara ao Hizbollah e ao governo libanês".
O líder do grupo terrorista libanês Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, declarou "guerra aberta" contra Israel nesta sexta-feira, em meio à escalada que atinge o Oriente Médio depois que o movimento extremista seqüestrou dois soldados israelenses e matou oito militares.
O Hizbollah --que deseja libertar prisioneiros detidos em Israel-- realiza ataques freqüentes com foguetes na fronteira do sul do Líbano desde 1996, quando Israel realizou uma ofensiva contra o grupo extremista na região, que durou 17 dias.
A Força Aérea israelense intensificou os ataques contra o Líbano nesta sexta-feira e concentra-se em minar a infra-estrutura do Hizbollah. Aparentemente, a intenção é impedir o envio de armas e ajuda de países vizinhos ao grupo extremista no Líbano.
Ao todo mais de 300 foguetes Katyuscha atingiram 20 cidades israelenses, vindos da fronteira com o Líbano, elevando nesta sexta-feira o saldo de civis mortos para quatro. Os ataques de Israel mataram 66 pessoas no Líbano --em sua maioria civis-- e deixaram ao menos 200 feridos.
Nesta sexta-feira, uma mulher e uma criança israelenses foram mortas quando um foguete lançado a partir do Líbano atingiu uma casa na cidade de Meron, no norte de Israel, informaram os serviços de resgate de Israel.
Com agências internacionais
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Síria declara apoio à ação do Hizbollah contra Israel
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da Folha OnlineA Síria declarou seu apoio ao Líbano e ao grupo terrorista Hizbollah contra os ataques de Israel, informou nesta sexta-feira o partido governista Baath, que controla o país desde 1963.
"O povo sírio está pronto para oferecer amplo apoio ao povo libanês e a sua heróica resistência para continuar firme e confrontar a bárbara agressão israelense e seus crimes", afirmou num comunicado o comando nacional do partido --a mais alta instância do Baath-- divulgado após uma reunião.
"A reunião discutiu a perigosa evolução que resultou da escalada provocada pela agressão israelense no território palestino ocupado e no Líbano, e a bárbara guerra e o terrorismo de Estado praticado por Israel."
A Síria é um dos principais financiadores do Hizbollah, cuja resistência armada foi um dos motivos que forçou a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano em 2000, depois de 22 anos de ocupação.
O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Barak não exclui a possibilidade de um bombardeio israelense contra a Síria, mas "espera que ele não seja necessário", declarou em uma entrevista concedida ao jornal alemão "Welt am Sonntag".
"Os sírios patrocinam o Hamas na faixa de Gaza. O quartel-general do Hamas está em Damasco", acusou o trabalhista Barak na entrevista, que será publicada neste domingo (16).
Desde quarta-feira, após o Hizbollah matar oito soldados israelenses e seqüestrar outros dois, em uma ação contra a cidade israelense de Shlomi [fronteira com Líbano], o Exército de Israel lançou a maior operação nos últimos 24 anos por terra, mar e ar contra o Líbano.
"A Síria também apóia logisticamente o Hizbollah, pois parte das armas usadas contra Israel chega ao Líbano pelo aeroporto de Damasco", afirmou Barak, que abandonou a vida política em 2001, após a derrota nas eleições legislativas para Ariel Sharon.
Barak, que dirigiu em maio de 2000 a retirada do Exército israelense do sul do Líbano, após quase 20 anos de ocupação, indicou que a atual ofensiva não levará a uma ocupação, mas destacou que as forças de Israel "são capazes de fazer o necessário para enviar uma mensagem clara ao Hizbollah e ao governo libanês".
O líder do grupo terrorista libanês Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, declarou "guerra aberta" contra Israel nesta sexta-feira, em meio à escalada que atinge o Oriente Médio depois que o movimento extremista seqüestrou dois soldados israelenses e matou oito militares.
O Hizbollah --que deseja libertar prisioneiros detidos em Israel-- realiza ataques freqüentes com foguetes na fronteira do sul do Líbano desde 1996, quando Israel realizou uma ofensiva contra o grupo extremista na região, que durou 17 dias.
A Força Aérea israelense intensificou os ataques contra o Líbano nesta sexta-feira e concentra-se em minar a infra-estrutura do Hizbollah. Aparentemente, a intenção é impedir o envio de armas e ajuda de países vizinhos ao grupo extremista no Líbano.
Ao todo mais de 300 foguetes Katyuscha atingiram 20 cidades israelenses, vindos da fronteira com o Líbano, elevando nesta sexta-feira o saldo de civis mortos para quatro. Os ataques de Israel mataram 66 pessoas no Líbano --em sua maioria civis-- e deixaram ao menos 200 feridos.
Nesta sexta-feira, uma mulher e uma criança israelenses foram mortas quando um foguete lançado a partir do Líbano atingiu uma casa na cidade de Meron, no norte de Israel, informaram os serviços de resgate de Israel.
Com agências internacionais
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