18/07/2006
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07h43
Equipes de resgate procuram nesta terça-feira sobreviventes do devastador tsunami que atingiu ontem a ilha indonésia de Java, matando cerca de 350 pessoas, ferindo 510 e deixando milhares de desabrigados.
O diretor do centro de crises do Ministério da Saúde, Rustam Pakaya, informou que já foram registradas 337 mortes até o momento. No entanto, o centro de desabrigados eleva o número para 352. O site de notícias indonésio Detik fala em 357 mortos, com a soma de dados procedentes de centros oficiais e de pessoal na área afetada.
O Ministério da Saúde registra, além disso, 510 feridos e 165 pessoas dadas por desaparecidas. Entre os mortos, há sete estrangeiros, entre eles um holandês, um sueco, um japonês e um paquistanês.
O Ministério de Relações Exteriores da Suécia confirmou hoje a morte de um cidadão do país e o desaparecimento de duas crianças. O corpo do homem, de cerca de 55 anos, foi encontrado numa praia de Pangandaran. As crianças, nascidas em 1998 e 2000, desapareceram na mesma região. Seu pai foi internado em um hospital.
Destruição
Pangandaran, até ontem uma das praias mais famosas e movimentadas do sudoeste de Java, apresenta hoje um panorama desolador. Dezenas de casas, hotéis e restaurantes foram reduzidos a escombros.
Os grupos de salvamento, do Exército e de voluntários estão há mais de 12 horas rastreando os 180 quilômetros de litoral devastado na busca de sobreviventes.
"Pouco depois do amanhecer, encontramos um bebê de seis meses que tinha ficado preso na areia e foi levado imediatamente ao hospital. Tememos que os pais estejam entre as vítimas, porque ele ainda não foi procurado, depois de várias horas", disse Seno, membro das equipes de salvamento.
Os corpos se amontoam dos dois lados das ruas que levam à praia de Pangandaran, esperando para serem levados em caminhões para os cemitérios próximos.
Muitos mortos são crianças e adolescentes que brincavam na praia quando chegaram as "ondas assassinas".
"É minha filha, minha filha", murmura entre lágrimas um homem de meia idade, ajoelhado aos pés do corpo de sua filha.
Tragédia
Após o devastador "tsunami" de dezembro de 2004, que causou a morte de mais de 226.400 pessoas, segundo a ONU, a Indonésia instalou um sistema de alarme no litoral oeste da ilha de Sumatra. A expectativa era de que o próximo grande maremoto seria registrado na região. O maremoto de ontem também foi no Oceano Índico, mas em frente à região sul de Java, a ilha com maior densidade demográfica do país.
Os centros de alerta de "tsunami" no Havaí e no Japão alertaram a Indonésia e a Austrália. Mas os habitantes de Java não receberam o aviso a tempo.
As ondas gigantes, de dois a cinco metros de altura, chegaram a Pangandaran 15 a 20 minutos depois do maremoto.
Graças à exaustiva cobertura do "tsunami" de 2004, muitos javaneses perceberam o perigo. Ao ver que a água recuava, correram aterrorizados, procurando um abrigo longe do litoral.
"Quando a água recuou, todo mundo começou a gritar que vinha um 'tsunami'. Agarrei a minha mulher e meus dois filhos e fomos para longe da praia, de moto. Ficamos com muito medo, esta noite ninguém dormiu", explicou o indonésio Deny Mulyani, um pescador de 29 anos.
"Nossa casa fica muito perto do mar e de longe vimos como ela desapareceu debaixo de uma parede de água negra", contou Mulyani.
Há menos de dois meses, um terremoto de 6,8 graus de magnitude causou a morte de 6 mil pessoas na região central de Java.
Com agências internacionais
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da Efe, em Pangandaran (Indonésia)Equipes de resgate procuram nesta terça-feira sobreviventes do devastador tsunami que atingiu ontem a ilha indonésia de Java, matando cerca de 350 pessoas, ferindo 510 e deixando milhares de desabrigados.
O diretor do centro de crises do Ministério da Saúde, Rustam Pakaya, informou que já foram registradas 337 mortes até o momento. No entanto, o centro de desabrigados eleva o número para 352. O site de notícias indonésio Detik fala em 357 mortos, com a soma de dados procedentes de centros oficiais e de pessoal na área afetada.
O Ministério da Saúde registra, além disso, 510 feridos e 165 pessoas dadas por desaparecidas. Entre os mortos, há sete estrangeiros, entre eles um holandês, um sueco, um japonês e um paquistanês.
O Ministério de Relações Exteriores da Suécia confirmou hoje a morte de um cidadão do país e o desaparecimento de duas crianças. O corpo do homem, de cerca de 55 anos, foi encontrado numa praia de Pangandaran. As crianças, nascidas em 1998 e 2000, desapareceram na mesma região. Seu pai foi internado em um hospital.
Destruição
Pangandaran, até ontem uma das praias mais famosas e movimentadas do sudoeste de Java, apresenta hoje um panorama desolador. Dezenas de casas, hotéis e restaurantes foram reduzidos a escombros.
Os grupos de salvamento, do Exército e de voluntários estão há mais de 12 horas rastreando os 180 quilômetros de litoral devastado na busca de sobreviventes.
"Pouco depois do amanhecer, encontramos um bebê de seis meses que tinha ficado preso na areia e foi levado imediatamente ao hospital. Tememos que os pais estejam entre as vítimas, porque ele ainda não foi procurado, depois de várias horas", disse Seno, membro das equipes de salvamento.
Os corpos se amontoam dos dois lados das ruas que levam à praia de Pangandaran, esperando para serem levados em caminhões para os cemitérios próximos.
Muitos mortos são crianças e adolescentes que brincavam na praia quando chegaram as "ondas assassinas".
"É minha filha, minha filha", murmura entre lágrimas um homem de meia idade, ajoelhado aos pés do corpo de sua filha.
Tragédia
Após o devastador "tsunami" de dezembro de 2004, que causou a morte de mais de 226.400 pessoas, segundo a ONU, a Indonésia instalou um sistema de alarme no litoral oeste da ilha de Sumatra. A expectativa era de que o próximo grande maremoto seria registrado na região. O maremoto de ontem também foi no Oceano Índico, mas em frente à região sul de Java, a ilha com maior densidade demográfica do país.
Os centros de alerta de "tsunami" no Havaí e no Japão alertaram a Indonésia e a Austrália. Mas os habitantes de Java não receberam o aviso a tempo.
As ondas gigantes, de dois a cinco metros de altura, chegaram a Pangandaran 15 a 20 minutos depois do maremoto.
Graças à exaustiva cobertura do "tsunami" de 2004, muitos javaneses perceberam o perigo. Ao ver que a água recuava, correram aterrorizados, procurando um abrigo longe do litoral.
"Quando a água recuou, todo mundo começou a gritar que vinha um 'tsunami'. Agarrei a minha mulher e meus dois filhos e fomos para longe da praia, de moto. Ficamos com muito medo, esta noite ninguém dormiu", explicou o indonésio Deny Mulyani, um pescador de 29 anos.
"Nossa casa fica muito perto do mar e de longe vimos como ela desapareceu debaixo de uma parede de água negra", contou Mulyani.
Há menos de dois meses, um terremoto de 6,8 graus de magnitude causou a morte de 6 mil pessoas na região central de Java.
Com agências internacionais
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