20/07/2006
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12h56
Editora de Mundo da Folha Online
O estopim da violência entre a força militar israelense e o grupo terrorista Hizbollah foi o seqüestro de dois soldados de Israel no dia 12 de julho, quando membros do grupo libanês invadiram Israel e levaram os dois reféns, deixando ainda um saldo de oito soldados mortos.
Apesar de provocativa, a ação do Hizbollah não foi surpresa para Israel --o grupo vinha anunciando a intenção do seqüestro, uma arma e tanto para o Hizbollah, e aparentemente mais poderosa que os foguetes Katyusha --ataques com estes foguetes, meses atrás, não desencadearam tal reposta de Israel.
Nove dias depois do início das ações israelenses pelo resgate dos dois soldados e fim dos ataques dos foguetes do Hizbollah--, o saldo da violência --desferida por ambos os lados-- é cruel: mais de 330 mortos (300 no Líbano), cerca de mil feridos e cidades libanesas inteiras destruídas, sem luz, água e telefone.
Em Israel, vários prédios também foram danificados pelos foguetes do Hizbollah e, até agora, nada dos dois soldados.
O governo israelense afirma que sua "briga" é com o Hizbollah, não com o Líbano. Israel tem, sim, o direito de defender seus cidadãos dos ataques terroristas do Hizbollah, afinal o bem-estar da população deve ser prioridade para qualquer Estado. Mas se as ações de Israel são contra o Hizbollah, que não é um Estado, e o Líbano não está no confronto, quem responde pelo bem-estar da população libanesa? Síria e Irã, que recebem os refugiados e apóiam o Hizbollah?
Se isso estiver acontecendo, há algo errado na estratégia do conflito, pois os ataques de Israel e a falta de proteção do Líbano podem estar enviando centenas de libaneses amedrontados para viver sob a proteção daqueles que o governo israelense considera pivô da atual crise.
Nenhuma iniciativa diplomática teve resultado até agora. Há sinais de que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, será enviada à região para tentar resolver a crise, na próxima semana.
Até lá, ataques dos dois lados devem causar mais estragos. Sob esta perspectiva, o melhor é desejar que os foguetes do Hizbollah falhem, e que nenhum míssil de Israel caia em território libanês --afinal também é lá que supostamente estão os dois reféns israelenses.
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O estopim da violência entre a força militar israelense e o grupo terrorista Hizbollah foi o seqüestro de dois soldados de Israel no dia 12 de julho, quando membros do grupo libanês invadiram Israel e levaram os dois reféns, deixando ainda um saldo de oito soldados mortos.
Apesar de provocativa, a ação do Hizbollah não foi surpresa para Israel --o grupo vinha anunciando a intenção do seqüestro, uma arma e tanto para o Hizbollah, e aparentemente mais poderosa que os foguetes Katyusha --ataques com estes foguetes, meses atrás, não desencadearam tal reposta de Israel.
Nove dias depois do início das ações israelenses pelo resgate dos dois soldados e fim dos ataques dos foguetes do Hizbollah--, o saldo da violência --desferida por ambos os lados-- é cruel: mais de 330 mortos (300 no Líbano), cerca de mil feridos e cidades libanesas inteiras destruídas, sem luz, água e telefone.
Em Israel, vários prédios também foram danificados pelos foguetes do Hizbollah e, até agora, nada dos dois soldados.
O governo israelense afirma que sua "briga" é com o Hizbollah, não com o Líbano. Israel tem, sim, o direito de defender seus cidadãos dos ataques terroristas do Hizbollah, afinal o bem-estar da população deve ser prioridade para qualquer Estado. Mas se as ações de Israel são contra o Hizbollah, que não é um Estado, e o Líbano não está no confronto, quem responde pelo bem-estar da população libanesa? Síria e Irã, que recebem os refugiados e apóiam o Hizbollah?
Se isso estiver acontecendo, há algo errado na estratégia do conflito, pois os ataques de Israel e a falta de proteção do Líbano podem estar enviando centenas de libaneses amedrontados para viver sob a proteção daqueles que o governo israelense considera pivô da atual crise.
Nenhuma iniciativa diplomática teve resultado até agora. Há sinais de que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, será enviada à região para tentar resolver a crise, na próxima semana.
Até lá, ataques dos dois lados devem causar mais estragos. Sob esta perspectiva, o melhor é desejar que os foguetes do Hizbollah falhem, e que nenhum míssil de Israel caia em território libanês --afinal também é lá que supostamente estão os dois reféns israelenses.
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