30/07/2006
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14h52
O grupo terrorista libanês Hizbollah intensificou os ataques contra Israel neste domingo, após um bombardeio israelense ter matado mais de 56 pessoas --sendo 37 crianças-- na cidade libanesa de Qana.
Dezenas de foguetes foram lançados contra localidades no norte de Israel, atingindo áreas urbanas, inclusive vários edifícios públicos e uma escola infantil vazia. Os ataques feriram pelo menos quatro civis e levaram o pânico à região.
No sul do Líbano, perto da cidade de Adaisse, um míssil do Hizbollah atingiu um tanque israelense e feriu quatro soldados, os quais foram levados a Israel para tratamento. Dessa forma, subiu para oito o número de soldados israelenses feridos em combate no sul do Líbano hoje.
Forças israelenses também invadiram a aldeia de Taibe, no sul do Líbano, e as vizinhas Qila e Ad-Deize.
Em Ad-Deize, os soldados encontraram grandes depósitos de armas e explosivos, assim como uma plataforma usada para lançar foguetes Katyusha, lança-granadas e fuzis para franco-atiradores.
As tropas israelenses, que há dez dias realizam operações terrestres em localidades ao longo da fronteira sul do Líbano, têm como missão desmantelar a infra-estrutura do Hizbollah e criar uma zona de segurança de até dois quilômetros para evitar contato com as unidades do Exército israelense que patrulham a fronteira.
O subcomandante do Comando do Norte de Israel, coronel Shuki Shajar, informou ontem na cidade de Safed que, desde o início dos confrontos, há 19 dias, o Hizbollah disparou 1.700 foguetes e mísseis contra alvos civis. Ele se mostrou cético quanto a um cessar-fogo, "porque não se pode confiar em uma organização terrorista respaldada por seu governo".
Apelo
O estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados israelenses levado a cabo pelo Hizbollah no último dia 12. A violência já deixou cerca de 490 mortos no Líbano, entre eles mais de 430 civis, 20 soldados libaneses e 35 terroristas, e mais de 52 mortos em Israel, sendo 19 civis. Entre os mortos no Líbano, há sete cidadãos brasileiros, dos quais três crianças.
Hoje, o pai de um dos soldados seqüestrados disse que ficaria "muito feliz" se houvesse uma trégua nos combates, pois assim poderia começar a negociação para trazer seu filho de volta em segurança.
"Há dezenove dias ele foi raptado pelo Hizbollah, e desde então não tivemos uma única notícia", afirmou Shlomo Goldwasser. "Estamos aqui por um motivo muito simples. Precisamos saber e estamos pedindo um sinal de vida de nossos filhos." Goldwasser participava, com mais de duas mil pessoas, de uma manifestação pró-Israel na cidade de Manchester, no Reino Unidos, 320 quilômetros ao norte de Londres. Eles carregavam faixas na qual se podia ler: "Sim à paz. Não ao terror".
Seu filho, Ehud Goldwasser, 31, é engenheiro ambiental, casado, e fazia mestrado no Instituto Israelense de Tecnologia. Ia terminar o serviço militar no dia em que foi seqüestrado junto com Eldad Regev.
"Conheço meu filho. Ele é forte e sei que está vivo e vai sobreviver a isso tudo", disse Goldwasser.
Ao mesmo tempo, em Londres, aproximadamente o mesmo número de manifestantes pró-Líbano fazia um protesto pacífico na Trafalgar Square.
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Hizbollah intensifica ataques contra Israel e fere quatro soldados e quatro civis
da Efe, em JerusalémO grupo terrorista libanês Hizbollah intensificou os ataques contra Israel neste domingo, após um bombardeio israelense ter matado mais de 56 pessoas --sendo 37 crianças-- na cidade libanesa de Qana.
Dezenas de foguetes foram lançados contra localidades no norte de Israel, atingindo áreas urbanas, inclusive vários edifícios públicos e uma escola infantil vazia. Os ataques feriram pelo menos quatro civis e levaram o pânico à região.
No sul do Líbano, perto da cidade de Adaisse, um míssil do Hizbollah atingiu um tanque israelense e feriu quatro soldados, os quais foram levados a Israel para tratamento. Dessa forma, subiu para oito o número de soldados israelenses feridos em combate no sul do Líbano hoje.
Forças israelenses também invadiram a aldeia de Taibe, no sul do Líbano, e as vizinhas Qila e Ad-Deize.
Em Ad-Deize, os soldados encontraram grandes depósitos de armas e explosivos, assim como uma plataforma usada para lançar foguetes Katyusha, lança-granadas e fuzis para franco-atiradores.
As tropas israelenses, que há dez dias realizam operações terrestres em localidades ao longo da fronteira sul do Líbano, têm como missão desmantelar a infra-estrutura do Hizbollah e criar uma zona de segurança de até dois quilômetros para evitar contato com as unidades do Exército israelense que patrulham a fronteira.
O subcomandante do Comando do Norte de Israel, coronel Shuki Shajar, informou ontem na cidade de Safed que, desde o início dos confrontos, há 19 dias, o Hizbollah disparou 1.700 foguetes e mísseis contra alvos civis. Ele se mostrou cético quanto a um cessar-fogo, "porque não se pode confiar em uma organização terrorista respaldada por seu governo".
Apelo
O estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados israelenses levado a cabo pelo Hizbollah no último dia 12. A violência já deixou cerca de 490 mortos no Líbano, entre eles mais de 430 civis, 20 soldados libaneses e 35 terroristas, e mais de 52 mortos em Israel, sendo 19 civis. Entre os mortos no Líbano, há sete cidadãos brasileiros, dos quais três crianças.
Hoje, o pai de um dos soldados seqüestrados disse que ficaria "muito feliz" se houvesse uma trégua nos combates, pois assim poderia começar a negociação para trazer seu filho de volta em segurança.
"Há dezenove dias ele foi raptado pelo Hizbollah, e desde então não tivemos uma única notícia", afirmou Shlomo Goldwasser. "Estamos aqui por um motivo muito simples. Precisamos saber e estamos pedindo um sinal de vida de nossos filhos." Goldwasser participava, com mais de duas mil pessoas, de uma manifestação pró-Israel na cidade de Manchester, no Reino Unidos, 320 quilômetros ao norte de Londres. Eles carregavam faixas na qual se podia ler: "Sim à paz. Não ao terror".
Seu filho, Ehud Goldwasser, 31, é engenheiro ambiental, casado, e fazia mestrado no Instituto Israelense de Tecnologia. Ia terminar o serviço militar no dia em que foi seqüestrado junto com Eldad Regev.
"Conheço meu filho. Ele é forte e sei que está vivo e vai sobreviver a isso tudo", disse Goldwasser.
Ao mesmo tempo, em Londres, aproximadamente o mesmo número de manifestantes pró-Líbano fazia um protesto pacífico na Trafalgar Square.
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