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27/09/2006 - 13h38

Veja cronologia da crise entre Israel e o Hizbollah

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da Folha Online

Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah estiveram em conflito armado do dia 12 de julho até o dia 14 de agosto, quando foi estabelecido um cessar-fogo. O estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados israelenses pelo Hizbollah --a ação deixou ainda oito soldados israelenses e dois membros do Hizbollah mortos. Durante 34 dias, Israel lançou ataques ao Líbano por terra, ar e mar. O Hizbollah também lançou foguetes (cerca de 4.000) contra o território israelense.

O saldo dos ataques é de mais de 1.200 mortos [a maioria civis libaneses] e cidades libanesas inteiras destruídas, sem água, luz e telefone. Algumas cidades israelenses tiveram prédios danificados.

Veja a seguir a cronologia da crise:

12 de julho: Um ataque do grupo terrorista libanês Hizbollah contra Israel deixa oito soldados israelenses mortos e dois militares seqüestrados e se torna o estopim da atual escalada ocorrida no Oriente Médio. Israel responde com cerca de quarenta ataques aéreos.

13 de julho: O Exército israelense bombardeia o aeroporto de Beirute e outras 21 posições e bases do Hizbollah e do Exército libanês, deixando 46 civis mortos. O Hizbollah dispara dezenas de foguetes em direção ao norte de Israel, matando três pessoas. Começa o cerco aéreo e marítimo israelense contra o território do Líbano.

14 de julho: Novos ataques aéreos atingem o subúrbio sul de Beirute, bastião do Hizbollah. O premiê israelense, Ehud Olmert, impõe três condições para um cessar-fogo: libertação dos soldados, fim dos disparos de foguetes e a aplicação da resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o desarmamento do Hizbollah. Mais de cem foguetes são lançados em direção a Israel, matando dois civis. O líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah, declara "guerra aberta" contra Israel. Uma fragata israelense é atingida na costa do Líbano, deixando um saldo de quatro marinheiros mortos.

15 de julho: Israel promove incursões na região da fronteira e nos portos de Beirute, Jounyeh e Trípoli. O quartel-general do Hizbollah em Beirute é destruído, em um total de 38 civis mortos. Tiberíades é atacada por foguetes.

16 de julho: Mais de 60 civis são mortos em ataques israelenses. Oito israelenses são mortos em um ataque com foguetes sem precedentes sobre Haifa. O Exército israelense pede à população que deixe o sul do Líbano. O G8 faz um apelo à interrupção dos combates e propõe o envio de uma força de estabilização.

17 de julho: Baalbeck, bastião do Hizbollah, é atingido pelos ataques. Foguetes atingem Haifa, São João de Acre e os arredores de Nazaré. O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, visita Israel e pede "uma trégua humanitária imediata". Um ferryboat fretado por Paris retira 900 pessoas, sendo 750 franceses, enquanto centenas de outros estrangeiros continuam a fugir. Cinqüenta e nove civis morrem nos arredores de Beirute, 12 em um ataque contra um microônibus. Olmert denuncia 'o Eixo do Mal' Teerã-Damasco.

18 de julho: Incursões contra quartéis do Exército libanês terminam com 11 militares mortos. Operações de retirada de cidadãos estrangeiros são intensificadas. Os emissários da ONU chegam a Jerusalém. Olmert descarta um cessar-fogo.

19 de julho: Israel amplia seus bombardeios aéreos e navais, deixando ao menos 72 civis mortos. O Gabinete de Segurança israelense autoriza a manutenção das operações no Líbano "sem limite de tempo". O Hizbollah responde que pode continuar a bombardear Israel "durante meses". Mísseis são disparados contra o centro de Beirute. A cidade de Nazaré é alvo pela primeira vez de foguetes, deixando dois mortos. Na fronteira, confrontos entre combatentes do Hizbollah e soldados israelenses infiltrados no Líbano acabam com dois soldados israelenses mortos. Ocorre a primeira retirada em massa de americanos.

20 de julho: Novos confrontos entre o Hizbollah e soldados israelenses em território libanês deixam dois membros do grupo terrorista mortos. Se multiplicam os apelos internacionais por um cessar-fogo, principalmente do Vaticano, de Moscou e do secretário-geral das Nações Unidas. Intensificam-se as retiradas de estrangeiros do Líbano. Quatro soldados israelenses morrem em conflitos com o Hizbollah no sul do Líbano, segundo um balanço anunciado pelo canal Al Jazira.

21 de julho: Israel alerta civis libaneses a deixarem vilas na região da fronteira e convoca milhares de soldados da reserva, o que indica a intensificação da ofensiva terrestre. A Força Aérea israelense bombardeia edifícios utilizados pelo Hizbollah e locais usados para o lançamento de foguetes. A campanha de Israel no sul do Líbano força ao menos 500 mil pessoas a deixarem suas casas. Bombas atingem pontes e estradas, dificultando a situação dos civis.

22 de julho: Israel toma posições no sul do Líbano, após se envolver em um confronto terrestre com membros do Hizbollah, no primeiro grande combate terrestre desde o início da crise. Foguetes lançados contra o norte de Israel deixam ao menos dois feridos. Forças israelenses bombardeiam centrais de transmissão de emissoras de televisão e antenas retransmissoras de sinais de telefonia celular para atingir a infra-estrutura das comunicações libanesas.

23 de julho: Israel se manifesta favoravelmente ao envio de uma força militar "formada por países da União Européia" no Líbano. Hizbollah mata duas pessoas em ataque contra a cidade de Haifa. Estrangeiros continuam a serem retirados em operações promovidas por vários países, como Reino Unido, Estados Unidos e Brasil. A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, dá início a uma visita ao Oriente Médio para buscar uma saída para o conflito.

24 de julho: Condoleezza Rice apresenta propostas ao Líbano e a Israel com o objetivo de pôr fim ao conflito entre o Estado israelense e o Hizbollah, mas sustenta que um cessar-fogo somente poderá ser alcançado como parte de um plano mais amplo. Rice se reúne separadamente com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, e com a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni. A Casa Branca ordena o envio urgente de ajuda humanitária às vítimas dos conflitos no Líbano. Dois pilotos da força aérea israelense morrem após a queda de um helicóptero no norte de Israel. O governo do Brasil já resgatou do Líbano 854 cidadãos brasileiros, dos quais 318 foram trazidos para o país em aviões da FAB. A Human Rights Watch revela que Israel utilizou bombas de fragmentação no Líbano.

25 de julho: Quatro membros das forças de observação das Nações Unidas no Líbano são mortos em um bombardeio israelense contra uma base da ONU no sul do Líbano. O Hizbollah anuncia que seus combatentes lançarão foguetes além da cidade de Haifa, no norte de Israel, e adotarão uma tática de guerrilha contra as tropas israelenses. Israel afirma ter matado um comandante do Hizbollah no sul do Líbano. O número de brasileiros que deixaram o Líbano, fugindo dos ataques, já chega a 1.095 pessoas. Condoleezza Rice conclui visita ao Oriente Médio e pede cessar-fogo duradouro. Exército de Israel cria zona de segurança no sul do Líbano e toma a cidade de Bint Jbeil, reduto do Hizbollah.

26 de julho: O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, defende a participação de especialistas das Nações Unidas na investigação que o governo israelense pretende realizar sobre o ataque que matou quatro observadores da ONU. Quinze países participantes da conferência internacional sobre o Líbano, em Roma, pedem a formação de uma força internacional sob o mandato da ONU para dar assistência à população libanesa, mas não chegam a nenhum acordo para exigir um cessar-fogo imediato. O governo libanês afirma que exigirá uma compensação de Israel pela "bárbara destruição" contra o povo do Líbano. O Hizbollah diz que o combate contra Israel entrou em nova fase e que o grupo não aceitará condições "humilhantes" para chegar a um cessar-fogo. A violência já deixou cerca de 400 mortos no Líbano, a maioria civis, e cerca de 40 mortos em Israel.

27 de julho: Aviões e artilharia israelenses realizaram novos ataques contra o Hizbollah no sul do Líbano. Governo libanês anuncia que os mortos na ação militar podem passar de 600. Outras 50 pessoas morreram em Israel --18 delas civis. O Exército de Israel indica que o Hizbollah está se espalhando por todo o Líbano. Mais dois vôos trazendo 375 brasileiros que estavam no Líbano chegam ao Brasil. Um total de 1.379 brasileiros já deixaram o Líbano. A rede terrorista Al Qaeda defende em um vídeo que o grupo "não irá se calar" diante dos ataques de Israel em Gaza e no Líbano. Os Estados Unidos impediram que o Conselho de Segurança da ONU condenasse os ataques de Israel contra um posto das Nações Unidas no Líbano, que deixou quatro mortos.

28 de julho: A Força Aérea israelense atacou cerca de 130 alvos em território libanês durante a madrugada. O principal objetivo da ação foi a cidade de Tiro, base regional do grupo terrorista Hizbollah e de onde parte a maioria dos foguetes Katyusha em direção a Haifa, no norte de Israel. O Hizbollah lançou uma descarga de foguetes Katyusha [de 20 km de alcance] contra a Galiléia e diferentes pontos do norte de Israel, sem deixar vítimas. Uma pesquisa divulgada pelo jornal "Yediot Aharonot" mostra que a maioria dos israelenses apóia um endurecimento da ofensiva no Líbano e a mobilização de novas unidades de reservistas --ontem Israel anunciou a convocação de 30 mil. Dos entrevistados, 71% disseram que o Exército deve atacar com mais força, contra 26% de opiniões contrárias.

29 de julho: Israel rejeitou a proposta da ONU (Organização das Nações Unidas) de uma trégua de três dias entre o seu Exército e o grupo terrorista libanês Hizbollah para permitir o atendimento às vítimas do conflito e o envio de comida e medicamentos ao sul do Líbano. O governo israelense acusou o Hizbollah de impedir a entrada de ajuda humanitária. O secretário-geral do Hizbollah, Hassan Nasrallah, prometeu atacar mais cidades do centro de Israel. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, após reunir-se com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou esperar que um projeto de acordo com as principais condições para um cessar fogo entre Israel e Líbano comece a ser negociado, com as duas partes, na quarta-feira (2).

30 de julho: O Exército de Israel bombardeou o vilarejo libanês de Qana. Ao menos 56 pessoas morreram, entre elas 37 crianças. Líderes da França, Espanha, Alemanha, Egito, Brasil, Jordânia e outros países condenaram os ataques, pedindo cessar-fogo imediato. O governo de Israel concordou em suspender os ataques aéreos no sul do Líbano por 48 horas. O grupo terrorista libanês Hizbollah respondeu ao bombardeio com o lançamento de pelo menos 140 mísseis e foguetes sobre o norte de Israel, o maior ataque desde o início do conflito. Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) negociaram uma resposta ao ataque a Qana, tendo praticamente descartado a opção de "condená-lo", como havia pedido o secretário-geral Kofi Annan, por causa da oposição de Washington.

31 de julho: A aviação israelense lançou ataques aéreos contra alvos do Hizbollah, quebrando a promessa de manter um cessar-fogo aéreo por um período de 48 horas. O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, disse em uma sessão do Parlamento que Israel não aceitará um cessar-fogo "imediato sem determinadas condições". O Gabinete de Segurança de Israel aprovou uma ampliação da ofensiva terrestre no Líbano e rejeitou um cessar-fogo até que uma força internacional seja deslocada para a região. O presidente da Síria, Bashar al Assad, determinou que o Exército sírio reforce o estado de preparação em razão da situação internacional e de "desafios regionais". A Síria também concordou em fornecer gasolina de sua reserva estratégica ao Líbano para compensar a falta do combustível provocada pelo bloqueio naval israelense. A violência entre Israel e Hizbollah já deixou cerca de 500 mortos no Líbano [a maioria civis, além de sete brasileiros] e 50 mortos em Israel [19 civis].

1º de agosto: Israel lançou um grande ataque no interior do Líbano e se envolveu em confrontos terrestres com o Hizbollah na cidade de Baalbek (nordeste do Líbano). O Ministério da Justiça de Israel afirma que cerca de 300 membros do Hizbollah --dos estimados 2.000 pertencentes ao grupo-- morreram em três semanas de ação no Líbano. O ministro israelense do Turismo, Isaac Herzog --membro do Gabinete de Segurança-- estima que a campanha militar no Líbano provavelmente ainda irá durar "uma dezena de dias". Ministros do Exterior de países da União Européia pediram "fim imediato das hostilidades no Líbano" e "um cessar-fogo sustentável". O Egito pediu às Nações Unidas, à Organização da Conferência Islâmica (OCI) e à Liga Árabe que investiguem o massacre cometido no domingo (30) por Israel na localidade de Qana.

2 de agosto: Hizbollah lançou 230 mísseis contra Israel, no maior ataque do grupo desde o início do conflito, matando ao menos um civil. Forças israelenses afirmam ter capturado cinco supostos membros do grupo terrorista em Baalbeck (leste). Israel anunciou mais dez dias consecutivos de ataques e pediu paciência e determinação para deixar o Exército 'terminar seu trabalho'. O Exército alega que mais de 700 posições de comandos do Hizbollah foram eliminadas por seu Exército, mas admite ter problemas para localizar as bases de lançamento dos foguetes. O governo do Líbano informou que, em três semanas de bombardeios, os israelenses causaram US$ 2 bilhões de prejuízo à infra-estrutura libanesa. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, expressou apoio à postura unificada da União Européia para resolver a crise e cancelou pela segunda vez uma reunião que debateria o envio de uma força multinacional à região.

3 de agosto: Hizbollah matou oito civis e quatro soldados israelenses, no dia mais mortífero para Israel desde o início do conflito. Governo israelense prepara nova etapa na ofensiva ao sul do Líbano para tomar o controle da região até o rio Litani. O líder do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, condicionou um possível cessar-fogo à retirada de Israel do território libanês, mas ameaçou lançar foguetes contra Tel Aviv. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estima que 880 mil pessoas já foram deslocadas devido ao conflito no Líbano. A Human Rights Watch afirmou em um relatório que o Exército de Israel aparentemente bombardeou deliberadamente civis libaneses e que alguns de seus ataques seriam crimes de guerra. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que Israel quer uma força internacional de 15 mil homens no sul do Líbano antes de suspender ataques. Os 15 países do Conselho de Segurança das Nações Unidas passaram o dia em intensas negociações para esboçar uma resolução sobre a crise no Oriente Médio.

4 de agosto: Ataques do Exército de Israel contra Beirute e o nordeste do Líbano deixaram ao menos 38 mortos, sendo 37 civis. Outras 57 pessoas foram soterradas em residências destruídas após bombardeios contra duas vilas ao sul do território libanês. Foguetes do grupo terrorista Hizbollah lançados contra o norte de Israel, além de confrontos terrestres no sul do Líbano, mataram três civis e três soldados israelenses. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgou relatório em que estima que 880 mil pessoas foram deslocadas de suas casas devido ao conflito.

5 de agosto: Estados Unidos e França chegam a um acordo sobre os termos de uma resolução para suspender os combates entre Israel e o Hizbollah, que foram apresentadas aos demais países do Conselho de Segurança. O governo da Síria acusou Israel de bombardear "de forma intencional" o povoado libanês de Qaa, no vale do Bekaa, em que 28 pessoas morreram, a maioria síria. O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Líbano, Stephane Jaquemet, informou que os esforços humanitários da organização foram praticamente suspensos depois dos ataques israelenses que destruíram pontes ferroviárias no norte do país.

6 de agosto: O número de mortos nos conflitos entre Israel e o Hizbollah chegou a 29 pessoas e as baixas no Exército israelense atingiram seu maior número desde o início da ofensiva sobre o Líbano. A intensificação das hostilidades colocou em segundo plano o projeto de resolução da ONU na busca por um cessar-fogo na região.

7 de agosto: O governo do Líbano decidiu enviar 15 mil soldados para o sul do país assim que as tropas de Israel se retirem da região. Ataques de Israel mataram ao menos 50 pessoas e foguetes do Hizbollah deixaram ao menos três soldados israelenses mortos. O Exército israelense emitiu um alerta para que a população do sul do Líbano não saia às ruas depois das 22h locais (16h em Brasília), enquanto aviões de Israel intensificaram ataques aéreos e realizaram novas incursões no sul do território libanês. A ONU alertou que está cada vez mais difícil transportar ajuda humanitária para atender às vítimas do conflito no Líbano. A Liga Árabe enviou uma delegação à sede das Nações Unidas, em Nova York, em um novo esforço diplomático para tentar conter o conflito. O objetivo dos diplomatas árabes é buscar apoio para as propostas do governo libanês para o projeto de uma resolução da ONU.

8 de agosto: Israel impôs uma restrição ao tráfego abaixo do rio Litani, no sul do Líbano, ameaçando atacar qualquer veículo em movimento e impedindo o acesso das agências humanitárias à área. Delegação da Liga Árabe pediu ao Conselho de Segurança da ONU que exija a retirada das tropas israelenses do Líbano, como condição para uma pausa no conflito entre o Hizbollah e Israel. Confrontos se intensificaram no setor da fronteira, matando ao menos 19 libaneses e três soldados israelenses. Equipes de resgate retiraram 28 corpos dos destroços de prédios atingidos em bombardeios do dia 7 de agosto, elevando o saldo de mortos desta segunda-feira para 77 pessoas no Líbano, o mais alto desde que a guerra teve início.

9 de agosto: Membros do Hizbollah mataram 15 soldados israelenses no sul do Líbano, no maior saldo de mortos já registrado por Israel em um único dia desde o início do conflito. As Forças Armadas de Israel disseram que outros 38 soldados ficaram feridos em confrontos na região e que 40 integrantes do Hizbollah foram mortos em combates. O Gabinete de Segurança autorizou o avanço das tropas israelenses, que devem ir além do rio Litani. O objetivo é ocupar uma faixa de cerca de 30 km. O líder do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, alertou a comunidade árabe residente em Haifa para que deixe a cidade portuária israelense a fim de que o movimento xiita possa intensificar os ataques contra o local. Hizbollah aceitou plano do governo libanês de enviar tropas do Exército do país para o sul do Líbano após a retirada das forças israelenses. Destruição de estradas e pontes por bombardeios israelenses no Líbano e a ameaça de ataques contra veículos praticamente paralisou a entrega de ajuda humanitária.

10 de agosto: Israel assumiu o controle da cidade estratégica de Marjayoun --predominantemente cristã, e que fica a 8 km da fronteira--, que foi usada como base militar de Israel durante os 18 anos de ocupação do território libanês. O grupo terrorista Hizbollah manteve suas ações e lançou 70 foguetes contra o norte de Israel, matando um menino de três anos e sua mãe, em Carmiel. Outras 11 pessoas se feriram. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, afirmou que pode ser votada nesta sexta-feira (10) a resolução que visa pôr um fim ao conflito militar. O chefe da diplomacia libanesa, Fawzi Sallukh, rejeitou os projetos de resolução apresentados ao Conselho de Segurança pela França e pelos Estados Unidos, afirmando que os textos não prevêem "um cessar-fogo imediato". O embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, afirmou que pretende apresentar rapidamente um esboço de resolução no Conselho de Segurança pedindo uma trégua de 72 horas no conflito, a fim de permitir o envio de ajuda humanitária. O coordenador das operações humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU), Jan Egeland, criticou Israel e o Hizbollah por não permitirem a chegada de ajuda ao sul do Líbano.

11 de agosto: O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução que pede o fim dos confrontos entre Israel e o Hizbollah e a retirada das tropas israelenses do Líbano. A resolução também autoriza o envio de 15 mil soldados de uma força de paz das Nações Unidas. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, criticou o fato de o CS ter demorado tanto tempo para agir. Cerca de mil libaneses e mais de 120 israelenses já morreram em meio à escalada entre Israel e o Hizbollah desde 12 de julho. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, aceitou os termos da resolução, mas dará continuidade à ofensiva contra o Hizbollah até que o gabinete israelense aprove a trégua. Antes da aprovação da resolução, Olmert e o Ministro da Defesa, Amir Peretz, ordenaram ao Exército para se preparar para lançar uma ofensiva terrestre ampliada no Líbano.

12 de agosto: O governo do Líbano e o Hizbollah aceitam a resolução da ONU, no dia em que o conflito completa um mês. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, anunciou que o cessar-fogo entre o grupo terrorista e Israel entraria em vigor na segunda-feira (14), às 5h (2h em Brasília). Israel continua com sua ofensiva ampliada no sul do Líbano, enquanto o Hizbollah lança foguetes contra o norte de Israel. Os conflitos deixam 24 soldados israelenses mortos e outros 11 feridos (maior número de baixas em um só dia). Ataques aéreos de Israel causaram a morte de ao menos 20 pessoas no Líbano, segundo informações oficiais do governo libanês.

13 de agosto: Governo israelense aceita resolução da ONU e confirma que cessar-fogo começa na segunda-feira (14), às 5h (2h em Brasília). Nas últimas horas antes da trégua, Hizbollah e Israel intensificam seus ataques. Pelo menos cinco soldados e 1 civil israelense morreram --o Hizbollah disparou cerca de 240 foguetes contra o norte de Israel (a maior quantidade em um único dia desde o início do conflito). Israel lançou 20 bombardeios contra Beirute (no ataque mais intenso à capital desde o início do conflito), deixando cerca de 20 mortos.

14 de agosto: Israel e o Hizbollah deram início a um cessar-fogo que visa acabar com a guerra que já deixou mil mortos no Líbano e mais de cem em Israel. O governo israelense prometeu perseguir o Hizbollah, ao mesmo tempo em que o grupo comemorou "vitória" contra o Exército de Israel. Israel e o Líbano viveram uma tensa calma nesta segunda-feira, quando foram suspensos os disparos de foguetes do Hizbollah e paralisada a ofensiva israelense no sul do Líbano. Apesar disso, forças de Israel mataram seis combatentes do Hizbollah em quatro confrontos separados, que ilustram a fragilidade da trégua. O Exército israelense disse que o Hizbollah disparou ao menos dez foguetes Katyusha contra o sul do Líbano, sem deixar vítimas. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou que o Hizbollah sofreu uma "derrota" na guerra e disse que o Irã deve deixar de apoiar grupos armados no Líbano. O chefe da força de paz internacional no Líbano, general Alain Pellegrini, pediu que reforços militares sejam enviados ao país com urgência.

15 de agosto: Após 24 horas de cessar-fogo entre o Exército de Israel e o Hizbollah, as forças israelenses começaram a se retirar do sul do Líbano. A trégua permitiu que a ajuda humanitária oferecida pelas agências das Nações Unidas comece a chegar ao sul do Líbano, para onde milhares de pessoas devem retornar. O Exército israelense planeja retirar seus soldados do sul do Líbano em um período de sete a dez dias e deve entregar algumas de suas posições para tropas da ONU no prazo de 48 horas. O ministro da Defesa do Líbano, Elias Murr, afirmou que 15 mil soldados libaneses devem estar do lado norte do rio Litani até o final desta semana. A ONU espera a mobilização rápida no sul do Líbano, em dez ou 15 dias, de 3.000 a 3.500 militares, que serão enviados pela comunidade internacional.

16 de agosto: No terceiro dia de cessar-fogo, o chefe do Estado-Maior de Israel, general Dan Halutz, disse que seus soldados devem permanecer do sul do Líbano até a chegada das tropas internacionais comandadas pela ONU. O líder do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, afirmou que seus combatentes não interromperão os ataques contra as tropas israelenses que ocupam o sul do Líbano. O gabinete libanês decidiu enviar nesta quinta-feira (17), pela primeira vez em décadas, o Exército para o sul do Líbano. O Exército deve posicionar 15 mil soldados ao sul do rio Litani, como exige a resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU. O Hizbollah aceitou que o Exército libanês se apodere das armas que encontrar no sul do Líbano. A França pretende liderar a força de paz ampliada da ONU no Líbano até pelo menos fevereiro, contanto que detenha um mandato claro e poder suficiente. O governo israelense disse também que quer que a força ampliada da ONU no Líbano ajude a monitorar a fronteira libanesa a fim de evitar que a Síria e o Irã abasteçam o Hizbollah com armamentos.

17 de agosto: No quarto dia de cessar-fogo, o Exército do Líbano começou a chegar à região da fronteira com Israel. Metade da área ocupada pelas forças israelenses foi passada à ONU. O Exército israelense transferiu metade das zonas que ocupava no sul do Líbano à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). O comandante da Unifil, Alan Pellegrini, anunciou que "no início da próxima semana" chegarão ao sul do país os primeiros efetivos de reforço do contingente internacional estabelecido pela resolução 1.701. As Nações Unidas receberam promessas de vários países para o envio de um contingente 3.500 militares para a força de paz ampliada no Líbano, mas ainda não está claro se as ofertas atendem à divisão ideal de países e se poderiam ser dispostas rapidamente na área.

18 de agosto: O Exército libanês deu prosseguimento nesta sexta-feira ao deslocamento em direção ao sul do Líbano à espera da força internacional que a ONU. O subsecretário-geral da ONU Mark Malloch Brown lançou um apelo urgente aos países europeus para que contribuam o mais rápido possível com tropas para integrar a Unifil. Equipes de resgate e familiares de pessoas mortas enterram corpos no sul do Líbano --só no povoado de Qana foram resgatados 30 corpos. O conflito deixou US$ 3,6 bilhões de prejuízo no Líbano, segundo o governo. Cinco países [Alemanha, Bangladesh, França, Itália e Malásia] prometeram enviar imediatamente tropas para compor a força multinacional que dará apoio aos soldados libaneses que devem assumir o controle do sul do Líbano, a fim de impedir a retomada dos confrontos entre Israel e o grupo terrorista Hizbollah.

19 de agosto: Comandos israelenses realizaram uma incursão contra um bastião do Hizbollah classificada pelo governo do Líbano como uma "violação flagrante" do cessar-fogo que pôs fim ao conflito de 34 dias no Oriente Médio. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que está "profundamente preocupado" com a violação da trégua. Israel informou que a operação no vale do Bekaa, no leste do Líbano, tinha como objetivo impedir o envio de armamento da Síria e do Irã para o Hizbollah. Três combatentes do Hizbollah e um soldado israelense foram mortos no confronto. O Ministério da Defesa do Líbano ameaçou suspender o envio de tropas do Exército se as Nações Unidas não intervierem após a incursão. O Exército do Líbano se posicionou na fronteira com Israel pela primeira vez em 30 anos. Uma embarcação com um contingente de 50 soldados franceses, o primeiro grupo militar a se integrar à Unifil, chegou ao sul do país.

20 de agosto: A ONU afirmou que o cessar-fogo pode facilmente cair em "um abismo de violência e derramamento de sangue" se os termos da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança sobre o tema forem violados. O ministro israelense da Defesa, Amir Peretz, anunciou que Israel impedirá o deslocamento do Exército libanês nas áreas mais próximas à fronteira enquanto as tropas do Líbano não forem apoiadas por uma força multinacional. O ministro libanês da Defesa, Elias Murr, afirmou que qualquer violação do cessar-fogo no sul do Líbano será considerada um ato de traição. Neste domingo, quase 150 soldados franceses partiram do porto de Toulon para o território libanês, com a missão de reforçar a Unifil. Israel pediu que a Itália lidere as forças de paz da ONU.

21 de agosto: O cessar-fogo completou uma semana nesta segunda-feira, após um fim de semana marcado por violações ao acordo de paz que ameaçam a trégua. Desde a operação de um comando israelense no sábado (19), a tensão aumentou entre Israel e o Líbano, que se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo. As Nações Unidas ainda não conseguiram reunir os oficiais de uma vanguarda de 3.500 homens que deseja enviar ao sul do Líbano antes de 28 de agosto. O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, afirmou ter informado o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que a Itália pretende comandar a força de paz das Nações Unidas no Líbano. Ehud Olmert rejeitou sugestões de seu ministério de que Israel deveria negociar com a Síria, alegando que as discussões de paz somente poderiam ser mantidas se Damasco parasse de apoiar grupos como o Hizbollah. Tropas israelenses dispararam contra três combatentes do Hizbollah no sul do Líbano, enquanto tropas de Israel ainda permanecem no território antes da planejada retirada, informou o Exército. O governo de Beirute determinou que as famílias dos mais de 1.100 civis libaneses mortos em 34 dias de conflito devem receber uma indenização. O presidente americano, George W. Bush, afirmou que os EUA enviarão uma ajuda humanitária de mais de US$ 230 milhões ao Líbano.

22 de agosto: A Itália --que se comprometera a enviar tropas para compor o corpo multinacional que dará apoio aos soldados libaneses-- disse que suas tropas só irão para o sul do Líbano se houver garantia de que o cessar-fogo entre Israel e Hizbollah será estável. UE anuncia que chanceleres dos 25 países membros farão uma reunião extraordinária nesta sexta-feira (25) em Bruxelas para discutir o comando da Unifil.

23 de agosto: A Anistia Internacional afirmou que existem "claros indícios" de que Israel executou "uma destruição deliberada" da infra-estrutura civil do Líbano durante o conflito com o Hizbollah. O Estado israelense pode ser acusado de "crimes de guerra". A ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, pediu o envio "extremamente rápido" dos efetivos que reforçarão a Unifil para solucionar a atual situação "sensível e explosiva" na região. ONU informa que 1.183 pessoas morreram e mais 4.055 ficaram feridas durante o conflito no Líbano.

24 de agosto: Pela primeira vez desde o início do conflito, o comando militar israelense admitiu ter cometido falhas na condução de sua ofensiva no Líbano. O chefe do Estado-Maior de Israel, Dan Halutz, afirmou aos soldados que os conflitos revelaram falhas na logística, nas operações e no comando militar. A França anunciou que está pronta para mandar mais 1.600 soldados para reforçar as tropas da ONU no Líbano, elevando o contingente total francês no país para 2.000 militares e facilitando o envio de tropas de outras nações. A Itália manifestou 'grande satisfação' com o anúncio do presidente francês de enviar 2.000 soldados para compor a Unifil. O ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Erkki Tuomioja, que ocupa a presidência rotativa da União Européia (UE), disse que novas tropas da força de manutenção de paz da ONU no Líbano devem chegar em uma semana ao país.

25 de agosto: A União Européia ofereceu entre 5.600 e 6.900 novos soldados para a ampliação da Unifil. O governo francês afirmou que seu país comandará a Força Interina das Nações Unidas no Líbano pelo menos até fevereiro de 2007, quando a ONU decidirá "quem prossegue o trabalho". O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se mostrou "muito satisfeito" com o acordo europeu. O Líbano também recebeu positivamente a proposta da Europa de aceitar uma "participação efetiva" na Unifil e afirmou que a decisão poderá ajudar o governo a reafirmar sua autoridade no sul do país e restaurar a estabilidade no pós-guerra. Os EUA estão investigando se o Exército israelense utilizou bombas de fragmentação de fabricação americana em sua ofensiva contra o Hizbollah.

26 de agosto: A promessa feita pelos países da União Européia de enviar rapidamente tropas ao sul do Líbano foi recebida com satisfação em Beirute, que espera, dessa forma, um forte apoio ao seu Exército e o fim do bloqueio israelense. Israel também elogiou a decisão.

27 de agosto: O líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah, disse que não teria ordenado a captura de dois soldados israelenses no dia 12 de julho, se imaginasse que a ação levaria à guerra no Líbano. Nasrallah acrescentou que o Hizbollah aceita o envio da Unifil ao sul do país, mas não entregará suas armas. O grupo iniciou um processo de reconstrução do país, principalmente no sul de Beirute.

28 de agosto: O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, chegou a Beirute, na primeira etapa de uma viagem pelo Oriente Médio para acompanhar o deslocamento de tropas internacionais pelo sul do Líbano. Annan pediu ao Hizbollah que liberte os dois soldados israelenses seqüestrados em 12 de julho último e que Israel ponha fim a seu bloqueio aéreo e marítimo contra o Líbano. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou o estabelecimento de uma investigação com poderes limitados para averiguar os procedimentos adotados na guerra contra o Hizbollah.

29 de agosto: O ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, disse que Israel espera suspender seu bloqueio terrestre e marinho ao Líbano em breve. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, chegou a Jerusalém para discutir com autoridades israelenses a aplicação do cessar-fogo no Líbano. O primeiro contingente dos cerca de 2.500 soldados que a Itália enviará ao Líbano como parte das forças da ONU partiu do porto de Brindisi (sudeste).

30 de agosto: O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, conversaram a respeito de decisões para prolongar o cessar-fogo, mas não houve acordo. Durante visita a Israel, Annan pediu que Israel acelere o fim do embargo aéreo e naval imposto ao Líbano. Em resposta, Olmert disse que só encerrará o embargo quando soldados da ONU e do Líbano assumirem o controle da fronteira israelo-libanesa. A ONU alertou que milhares de civis estão ameaçados no sul do Líbano pelas bombas de fragmentação não detonadas lançadas por Israel nos últimos três dias do conflito. Portugal anunciou que enviará ao Líbano uma missão com até 140 militares da Companhia de Engenharia e Construções para integrar a Unifil.

31 de agosto: O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, denunciou a utilização no Líbano de bombas de fragmentação pelo Exército israelense e pediu a Israel que entregue mapas com sua localização. Israel afirmou que as munições utilizadas por seu Exército durante a ofensiva militar no Líbano respondem aos critérios da legislação internacional. O Líbano prepara um dossiê para abrir um processo contra Israel, sob acusação de crimes de guerra em território libanês. Uma manifestação pela libertação de soldados israelenses seqüestrados por grupos terroristas reuniu, em Tel Aviv, cerca de cem mil pessoas.

1º de setembro: O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou ter recebido promessas de que a Síria vai colaborar com a estabilização do Líbano, impedindo a entrada de armas com destino ao Hizbollah e restabelecendo as relações diplomáticas com Beirute. Especialistas das Nações Unidas no sul do Líbano detectaram mais de 400 locais atingidos por bombas de fragmentação e consideraram que a quantidade de artefatos não-detonados pode superar as 100 mil unidades.

2 de setembro: Os primeiros soldados italianos desembarcam em Tiro, como parte de uma missão da ONU que tem como objetivo dar fim às hostilidades no Líbano e garantir a segurança na região sul do país, fronteiriça com Israel. Uma ajuda de urgência de US$ 2 bilhões chega ao Líbano, com as contribuições de Arábia Saudita e Kuait, que se somam ao US$ 1,2 bilhão anunciados na conferência de Estocolmo.

3 de setembro: Tropas italianas dão início à missão de paz no sul do Líbano. Rússia anuncia estar disposta a enviar soldados para participar da reconstrução do país. A Alemanha adia a decisão sobre o envio de tropas, alegando que o Líbano ainda não respondeu às exigências da ONU.

4 de setembro: O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou que vai destacar um enviado para trabalhar pela libertação de dois soldados israelenses, cujo seqüestro desencadeou a guerra. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, enviou uma mensagem à Síria comunicando que não pode considerar o início de negociações de paz bilaterais, alegando que a decisão se deve à conduta da Síria. O Líbano apresentará uma denúncia contra Israel perante a ONU pelo bloqueio aéreo e marítimo que o Estado israelense continua impondo depois do fim das hostilidades. Um navio francês zarpou para o Líbano com 200 soldados, os primeiros de um batalhão de 900 homens que devem chegar ao sul do território libanês até 15 de setembro.

5 de setembro: O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, prevê que Israel suspenda o bloqueio aéreo e naval sobre o Líbano em 48 horas. O chefe do Hizbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que o grupo manterá as armas para se defender de Israel em um eventual ataque ao Líbano. A Comissão Parlamentar para Assuntos Externos e Defesa de Israel aprovou uma resolução para que o Poder Executivo ordene uma investigação judicial sobre sua conduta durante o conflito no Líbano. O Parlamento turco aprovou por maioria a autorização do governo para enviar soldados a fim de reforçar a Unifil.

6 de setembro: O governo de Israel anunciou que vai levantar na quinta-feira (7) o bloqueio aéreo e marítimo imposto ao Líbano em meio ao conflito com o Hizbollah, marcando uma importante etapa nos esforços pela manutenção do cessar-fogo. O ministro libanês das Relações Exteriores, Fawzi Salloukh, afirmou que seu país poderia quebrar 'por todos os meios' o bloqueio imposto por Israel se não fosse levantado em 48 horas. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, agradeceu a todos os governos que colaboraram com as Nações Unidas para que Israel suspenda o embargo sobre o Líbano.

7 de setembro: O governo de Israel suspendeu o bloqueio aéreo imposto ao Líbano durante dois meses, mas decidiu manter o cerco marítimo ao país. O Exército israelense prometeu se retirar do Líbano antes de 22 de setembro, data que marca o início do Ano Novo judaico. Parentes dos dois soldados israelenses capturados por membros do Hizbollah protestam contra a decisão do governo de suspender o bloqueio ao Líbano sem que haja algum sinal de vida dos dois reféns. O Parlamento espanhol aprovou o envio de 1.100 soldados ao sul do Líbano para participar da missão organizada pela ONU que tenta garantir o cumprimento do cessar-fogo.

8 de setembro: O governo israelense suspendeu por completo o bloqueio naval imposto ao Líbano há oito semanas, um dia após o fim do embargo aéreo que isolou o país desde o início do conflito com o Hizbollah. Um comando do Exército de Israel prendeu quatro homens armados no sul do Líbano, perto da fronteira israelense. Artigos que faziam parte de uma ajuda de urgência estimada em US$ 700 mil foram destruídos num incêndio ocorrido em um depósito no porto de Beirute.

9 de setembro: Um navio militar com 200 soldados franceses a bordo chegou ao porto de Beirute para reforçar a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, pediu uma investigação para averiguar se Israel utilizou bombas de fragmentação durante o conflito no Líbano.

10 de setembro: A Síria mobilizará um batalhão em sua fronteira com o Líbano em resposta a um pedido internacional para reforçar seus efetivos nessa zona, anunciou o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Navios de guerra israelenses dispararam contra três embarcações de pescadores libaneses no litoral sul do Líbano, deixando uma pessoa ferida.

11 de setembro: O Hizbollah criticou duramente a maioria parlamentar anti-Síria no Líbano e exigiu a renúncia do governo libanês, ressaltando ainda que não pretende desarmar seus combatentes. Milhares de pessoas, em sua maioria estudantes libaneses pró-sírios, saíram às ruas para demonstrar rejeição à visita ao Líbano do primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair.

12 de setembro: A secretária-geral da Anistia Internacional, Irene Khan, condenou o assassinato de civis durante o conflito armado entre Israel e o Hizbollah. O Líbano vai mover uma ação contra Israel ante a Corte Internacional de Justiça pelos danos provocados pela contaminação por combustível do mar Mediterrâneo e do litoral libanês depois dos bombardeios que atingiram os reservatórios de uma central elétrica ao sul de Beirute.

13 de setembro: O chefe do Hizbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que o movimento xiita continua presente no sul do Líbano, um mês depois do fim do conflito com Israel. O governo alemão definiu o envio ao Oriente Médio de até 2.400 membros da Marinha como parte da Unifil. O Hizbollah cometeu graves violações do direito internacional humanitário com seus ataques deliberados contra a população civil israelense durante o conflito no Oriente Médio, denunciou a Anistia Internacional.

14 de setembro: A aviação israelense violou mais uma vez o espaço aéreo libanês, mesmo diante da resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que colocou fim a 34 dias de hostilidades entre Israel e o Hizbollah, informou o Exército libanês. Uma delegação técnica da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) está no Líbano para avaliar o impacto causado pela ofensiva militar israelense ao patrimônio cultural libanês.

15 de setembro: O governo da Síria procurou vários países da União Européia solicitando ajuda para combater o tráfico de armas em sua fronteira com o Líbano, afirmou o governo alemão. As primeiras tropas espanholas que participarão do contingente de interposição da ONU no sul do Líbano chegaram à costa de Tiro, no sul do país. O primeiro batalhão francês da Unifil tomará posição neste domingo (17) na região de Deir Kifa, no sul do Líbano.

16 de setembro: O presidente do Líbano, Emile Lahoud, pediu que todos os países do Oriente Médio dialoguem com Israel, ressaltando que "a força não resolverá os problemas" da região. A chanceler alemã, Angela Merkel, justificou a decisão de enviar militares da Marinha à costa do Líbano para impedir o abastecimento de armas ao Hizbollah, mas reconheceu a dificuldade na tomada da decisão.

17 de setembro: O governo israelense aprovou a criação de uma comissão governamental para investigar as falhas durante a recente guerra no Líbano. A comissão deverá estudar as circunstâncias que levaram ao conflito com o Hizbollah e os erros do governo e do Exército na campanha militar. Um contingente de 76 soldados do Exército espanhol desembarcou no porto de Beirute para seguir por terra em direção ao sul do Líbano, onde reforçará as tropas da Unifil.

20 de setembro: Um porta-voz da Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) anuncia que a ONU já conta com 5.000 homens no país, níumero exigido por Israel para retirar completamente suas tropas do sul do Líbano. Antes da guerra, a força de paz tinha 2.000 homens. Graças à chegada dos contingentes espanhol, francês e italiano, a quantidade mais do que dobrou desde o cessar-fogo, em 14 de agosto. De acordo com a resolução 1.701 da ONU, a nova Unifil deve dispor de 15.000 capacetes azuis nos próximos meses.

21 de setembro: O premiê de Israel, Ehud Olmert, faz ameaças ao líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah, 46, dizendo que ele está "na mira" de Israel, e que o grupo "perdeu" o conflito. O líder do Hizbollah, por sua vez, anuncia a participação de uma "marcha da vitória" convocada pelo grupo em Beirute para o dia seguinte (22).

22 de setembro: Uma multidão calculada em 500 mil pessoas se reúne em Beirute (Líbano) para comemorar a "vitória" do Hizbollah contra Israel e escutar as palavras de Nasrallah, que foi ovacionado ao aparecer em público. O líder do Hizbollah diz que a resistência possui 20 mil foguetes e só entregará suas armas quando Israel não representar mais uma ameaça, e quando o Exército do Líbano tiver força real para defender o país. O presidente libanês, Emile Lahoud, diz que pretende levar Israel às autoridades internacionais competentes por causa dos "34 dias de ataques selvagens" contra o país.

23 de setembro: A Rússia anuncia a intenção de enviar um contingente de engenheiros militares ao Líbano, mas não como parte da Unifil, segundo declarações do presidente russo, Vladimir Putin. As tropas, que devem ser mandadas ao Líbano no início de outubro, são constituídas por 300 homens, segundo o Ministério da Defesa russo. O contingente trabalharia na reconstrução de várias pontes perto de Saida, 40 quilômetros ao sul de Beirute.

26 de setembro: O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, anuncia a retirada do Exército israelense do sul do Líbano no próximo final de semana ou no início da semana que vem. Segundo Peretz, a razão da demora para a retirada das tropas israelenses foi a falta de um acordo sobre a capacidade da Unifil para atirar contra alvos que ameacem o cessar-fogo.

27 de setembro: O governo israelense diz que espera uma resposta das autoridades militares do Líbano sobre as normas de coordenação tática entre seus exércitos, no caso de um incidente com membros do Hizbollah, antes de decidir a retirada de suas tropas do sul do país. Autoridades afirmam que os soldados a serviço no sul do Líbano estarão em Israel para o Iom Kipur (Dia do Perdão), antes deste domingo ou no máximo "alguns dias depois". Uma criança libanesa morre e outras três ficaram feridas no sul do Líbano devido à explosão de uma bomba lançada por Israel, durante conflito entre forças israelenses e o Hizbollah.

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