06/08/2006
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19h47
O número de mortos nos conflitos entre Israel e o Hizbollah neste domingo chega a 29 pessoas e as baixas no Exército israelense atingiram seu maior número desde o início da ofensiva sobre o Líbano há quase um mês.
A intensificação das hostilidades colocou em segundo plano o projeto de resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) na busca por um cessar-fogo na região.
Os ataques do Hizbollah com lançamento de mísseis Katiusha no norte de Israel deixaram 12 soldados israelenses mortos e cinco feridos. O bombardeio durou menos de meia hora e foi feito em uma zona descoberta da cidade de Kyriat Shimona, no norte da Galiléia.
Em outro ataque, três civis israelenses morreram e mais de 160 ficaram feridas em uma zona residencial de Haifa, ao norte de Israel por foguetes lançados pelo Hizbollah.
Um ataque contra o norte de Israel atingiu principalmente a cidade de Kiryat Shmona. Um dos foguetes lançados contra a região caiu perto da entrada do kibutz (fazenda comunal israelense) Kfar Giladi (cerca de 65 km a noroeste de Haifa).
As forças israelenses, por sua vez, realizaram hoje ataques contra cidades no sul e no leste do Líbano, deixando ao menos 14 mortos. Um ataque aéreo atingiu uma casa no vilarejo de Ansar, matando cinco pessoas, segundo as Forças de Segurança libanesas. Não havia informação se havia ligação do alvo com o Hizbollah.
A cidade portuária de Tiro sofreu ataques hoje. Um deles matou um homem que estava em um banco de praça, segundo a agência de notícias Associated Press. Um médico de um hospital local confirmou a morte, de acordo com a AP.
Um disparo de um míssil de um avião não-tripulado israelense destruiu um caminhão que transportava pão enquanto deixava a cidade de Tiro. O motorista morreu, segundo o funcionário da defesa civil de Tiro, Salam Daher.
Na região do vale do Bekaa, outro avião não-tripulado atingiu um caminhão, matando o motorista, segundo a polícia local.
Na localidade de Al Jibbain (cerca de 2,5 km da fronteira com Israel), ao sul de Tiro, três pessoas morreram em um bombardeio realizado à noite, segundo funcionários da defesa civil.
Um oficial de inteligência das forças armadas do Líbano morreu e outros sete soldados ficaram feridos em um ataque de Israel contra a cidade de Mansouri, cerca de 10 km ao sul de Tiro, segundo fontes oficias ouvidas pela AP.
Proposta
Ontem, os EUA e a França apresentaram uma proposta de resolução a ser votada pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas) para encerrar o conflito entre Israel e Hizbollah, mas ela já foi rejeitada pelo presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri.
Segundo ele, o texto é favorável demais a Israel, uma vez que não fala em retirada imediata dos soldados israelenses do sul do Líbano --apenas em retirada "total".
A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse hoje que a proposta de resolução é um 'primeiro passo importante', mas não tem como resolver a crise entre os dois países.
"Estamos tentando lidar com um problema que vinha fermentando e crescendo no Líbano por anos e anos (...) e, dessa forma, [a crise] não vai ser resolvida por uma resolução apenas do CS", afirmou.
O governo israelense já declarou que não retirará suas tropas do sul do Líbano enquanto uma força militar internacional significativa estiver pronta para ocupar a região. Já o governo libanês exige a retirada imediata das tropas de Israel do sul do país.
"Há coisas que os israelenses querem e coisas que os libaneses querem, e ninguém vai conseguir tudo aquilo que quer", afirmou Rice. "Esse é o esforço da comunidade internacional para chegar a uma base razoável, equitativa para a suspensão das hostilidades tão devastadoras para as populações civis."
Com agências internacionais
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da Folha OnlineO número de mortos nos conflitos entre Israel e o Hizbollah neste domingo chega a 29 pessoas e as baixas no Exército israelense atingiram seu maior número desde o início da ofensiva sobre o Líbano há quase um mês.
A intensificação das hostilidades colocou em segundo plano o projeto de resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) na busca por um cessar-fogo na região.
Os ataques do Hizbollah com lançamento de mísseis Katiusha no norte de Israel deixaram 12 soldados israelenses mortos e cinco feridos. O bombardeio durou menos de meia hora e foi feito em uma zona descoberta da cidade de Kyriat Shimona, no norte da Galiléia.
Em outro ataque, três civis israelenses morreram e mais de 160 ficaram feridas em uma zona residencial de Haifa, ao norte de Israel por foguetes lançados pelo Hizbollah.
Um ataque contra o norte de Israel atingiu principalmente a cidade de Kiryat Shmona. Um dos foguetes lançados contra a região caiu perto da entrada do kibutz (fazenda comunal israelense) Kfar Giladi (cerca de 65 km a noroeste de Haifa).
As forças israelenses, por sua vez, realizaram hoje ataques contra cidades no sul e no leste do Líbano, deixando ao menos 14 mortos. Um ataque aéreo atingiu uma casa no vilarejo de Ansar, matando cinco pessoas, segundo as Forças de Segurança libanesas. Não havia informação se havia ligação do alvo com o Hizbollah.
A cidade portuária de Tiro sofreu ataques hoje. Um deles matou um homem que estava em um banco de praça, segundo a agência de notícias Associated Press. Um médico de um hospital local confirmou a morte, de acordo com a AP.
Um disparo de um míssil de um avião não-tripulado israelense destruiu um caminhão que transportava pão enquanto deixava a cidade de Tiro. O motorista morreu, segundo o funcionário da defesa civil de Tiro, Salam Daher.
Na região do vale do Bekaa, outro avião não-tripulado atingiu um caminhão, matando o motorista, segundo a polícia local.
Na localidade de Al Jibbain (cerca de 2,5 km da fronteira com Israel), ao sul de Tiro, três pessoas morreram em um bombardeio realizado à noite, segundo funcionários da defesa civil.
Um oficial de inteligência das forças armadas do Líbano morreu e outros sete soldados ficaram feridos em um ataque de Israel contra a cidade de Mansouri, cerca de 10 km ao sul de Tiro, segundo fontes oficias ouvidas pela AP.
Proposta
Ontem, os EUA e a França apresentaram uma proposta de resolução a ser votada pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas) para encerrar o conflito entre Israel e Hizbollah, mas ela já foi rejeitada pelo presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri.
Segundo ele, o texto é favorável demais a Israel, uma vez que não fala em retirada imediata dos soldados israelenses do sul do Líbano --apenas em retirada "total".
A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse hoje que a proposta de resolução é um 'primeiro passo importante', mas não tem como resolver a crise entre os dois países.
"Estamos tentando lidar com um problema que vinha fermentando e crescendo no Líbano por anos e anos (...) e, dessa forma, [a crise] não vai ser resolvida por uma resolução apenas do CS", afirmou.
O governo israelense já declarou que não retirará suas tropas do sul do Líbano enquanto uma força militar internacional significativa estiver pronta para ocupar a região. Já o governo libanês exige a retirada imediata das tropas de Israel do sul do país.
"Há coisas que os israelenses querem e coisas que os libaneses querem, e ninguém vai conseguir tudo aquilo que quer", afirmou Rice. "Esse é o esforço da comunidade internacional para chegar a uma base razoável, equitativa para a suspensão das hostilidades tão devastadoras para as populações civis."
Com agências internacionais
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