01/09/2006
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13h33
da Folha Online
Especialistas das Nações Unidas no sul do Líbano detectaram mais de 400 locais atingidos por bombas de fragmentação (também conhecidas como "cluster bombs") e consideraram que a quantidade de artefatos não-detonados pode superar as 100 mil unidades, disseram fontes da ONU (Organização das Nações Unidas) em Genebra.
Ontem, após o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, denunciar que as Forças Armadas israelenses utilizaram bombas de fragmentação na operação, Israel disse publicamente que as munições utilizadas por seu Exército durante a ofensiva militar no Líbano respondiam aos critérios da legislação internacional. "Israel atuou conforme a lei internacional no Líbano e só utilizou armas conformes [à lei]", declarou o porta-voz da presidência do Conselho de Ministros, Miri Eisin.
As bombas de fragmentação, cujo uso não é ilegal, são formadas por uma cápsula que se abre e libera pequenas granadas após o lançamento. Podem cobrir uma área equivalente a um campo de futebol e destruir veículos blindados, mas não são armas de precisão.
O coordenador humanitário das Nações Unidas para o Líbano, David Shearer, disse em coletiva de imprensa que "essas pequenas bombas são extremamente perigosas" e advertiu que, até agora, 14 pessoas morreram e 61 ficaram feridas desde o cessar-fogo entre forças de Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, no último dia .
Mais de cem especialistas trabalham para desativar os artefatos explosivos no sul do Líbano, tarefa que pode demandar pelo menos um ano.
Shearer disse que essa tarefa e o fim do bloqueio aéreo e naval imposto por Israel são essenciais para a retomada das atividades econômicas na região. O funcionário da ONU afirmou ainda que a situação humanitária na região melhorou e que, depois da emergência, começaram as tarefas de reconstrução.
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ONU acha 400 locais no Líbano atingidos por bomba de fragmentação
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da Ansa, em Genebra da Folha Online
Especialistas das Nações Unidas no sul do Líbano detectaram mais de 400 locais atingidos por bombas de fragmentação (também conhecidas como "cluster bombs") e consideraram que a quantidade de artefatos não-detonados pode superar as 100 mil unidades, disseram fontes da ONU (Organização das Nações Unidas) em Genebra.
Ontem, após o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, denunciar que as Forças Armadas israelenses utilizaram bombas de fragmentação na operação, Israel disse publicamente que as munições utilizadas por seu Exército durante a ofensiva militar no Líbano respondiam aos critérios da legislação internacional. "Israel atuou conforme a lei internacional no Líbano e só utilizou armas conformes [à lei]", declarou o porta-voz da presidência do Conselho de Ministros, Miri Eisin.
As bombas de fragmentação, cujo uso não é ilegal, são formadas por uma cápsula que se abre e libera pequenas granadas após o lançamento. Podem cobrir uma área equivalente a um campo de futebol e destruir veículos blindados, mas não são armas de precisão.
O coordenador humanitário das Nações Unidas para o Líbano, David Shearer, disse em coletiva de imprensa que "essas pequenas bombas são extremamente perigosas" e advertiu que, até agora, 14 pessoas morreram e 61 ficaram feridas desde o cessar-fogo entre forças de Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, no último dia .
Mais de cem especialistas trabalham para desativar os artefatos explosivos no sul do Líbano, tarefa que pode demandar pelo menos um ano.
Shearer disse que essa tarefa e o fim do bloqueio aéreo e naval imposto por Israel são essenciais para a retomada das atividades econômicas na região. O funcionário da ONU afirmou ainda que a situação humanitária na região melhorou e que, depois da emergência, começaram as tarefas de reconstrução.
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