O que é o cargo 

Fale com a 
Ombudsman 


Mural 

Colunas 
Anteriores 


FiloFolha 

Dúvidas mais 
Frequentes 


Bate-papo 

Crítica diária
São Paulo, 29 de junho de 2000

RENATA LO PRETE

Cubo mágico
Reconheço que a equação da Primeira Página de hoje não era fácil de resolver, mas o fato é que a solução encontrada para o noticiário do caso Elián (chamada e foto um tanto desligadas uma da outra) não foi das melhores.

Senador cassado
1. Se há dúvida quanto ao período de inelegibilidade de Luiz Estevão (14 anos e meio ou 10 anos e meio), ela deveria estar refletida na chamada de capa. O texto da manchete tem o cuidado de creditar a informação ao TSE, mas é assertivo sobre 14 anos e meio.

2. "Até senadores de oposição admitiram constrangimento pelo fato de julgarem um colega" (pág. A 4). O trecho leva demasiadamente a sério a conversa de Eduardo Suplicy, segundo o qual "todos estavam muito tristes".

3. Talvez seja um tanto exagerado produzir um box para explicar quem foi Barbosa apenas porque Estevão, em sua defesa na sessão de ontem, comparou-se ao goleiro de 50 (pág. A 6). Não que só a Folha tenha tido a idéia. O "Globo" fez a mesma coisa.

4. Por falar em exagero, o Senado cassou um dos seus, que bacana etc., mas parece prematuro afirmar, como faz a arte "Quem ganha e quem perde" (pág. A 6), que a Casa "perde a pecha de ser corporativista". Seria bom esperar pelo menos até ver o que será feito de Luiz Otávio, o próximo na fila da Comissão de Ética.

5. E por falar em Luiz Otávio, a matéria sobre ele (pág. A 5) é fraca em contextualização. Não analisa o caso à luz da disputa entre Jader Barbalho e ACM, nem lembra que este é contra a cassação.

6. Detalhe. Ou bem os filhos de Luiz Estevão se movimentam de um país para outro muito rapidamente, ou a reportagem tem dificuldade em contá-los. Ontem ou anteontem, agora não me lembro ao certo, a Folha informou que os seis estavam nos EUA. Hoje diz (pág. A 6) que isso vale para os quatro mais velhos, e que os outros dois estão em Brasília.

7. "O presidente do PMDB, senador Jader Barbalho, não tentou esconder seu descontentamento depois da decisão do Senado" (pág. A 7). Será que "esconder" e "descontentamento" são as palavras adequadas? Em primeiro lugar, Jader provavelmente sabia com mais segurança do que a reportagem qual seria o placar ontem. E, raposa que é, deve ter concluído que, no momento, o melhor era exibir seu descontentamento.

8. O "Estado" traz pingue-pongue com Estevão (pág. A 4). Perguntas e respostas não chegam a surpreender mas, de todo modo, trata-se do protagonista da história.

9. Não encontrei nos jornais suíte da história apresentada ontem pelo "Estado" (laudo revelaria que documentos da defesa de Estevão foram forjados). Foi barriga do concorrente?

10. Segundo texto na pág. A 8, o juiz revogou a prisão de Fabio Monteiro de Barros, da construtora Incal, "por considerar que não havia mais razões que justificassem sua manutenção". Entre essa explicação e nada...

Brasil no ranking

1. Temo que, à primeira leitura, o título da chamada de capa ("País sobe no IDH e cai no ranking de pobreza") possa dar a impressão de que são duas notícias positivas.

2. O caderno especial que apresenta o ranking da ONU está mais magro que o do ano passado. Talvez por isso, embora traga boas matérias sobre o Brasil na capa e na contracapa, esteja fraco no que diz respeito ao resultado geral do levantamento.

3.
O pior do encarte é a matéria "Ministro usa IDH para contestar posição em levantamento da OMS" (contracapa), típico exemplo de como autoridades, José Serra em especial, falam o que bem entendem sem ser questionadas pela reportagem. O jornal deixa passar a cortina de fumaça feita por Serra ao alegar que os números do IDH desqualificariam o recém-divulgado levantamento da OMS, que tanto aborreceu o Ministério da Saúde. Não apenas a comparação é improcedente, na linha laranjas com bananas, como, se forem isolados os dados específicos de saúde do IDH, o resultado será pior para o Brasil. Curiosamente, esses dados não aparecem no quadro ao lado da matéria, que destaca apenas os rankings de alfabetização de adultos e renda per capita.

Cálculos em conflito
Pelas contas da Folha, mesmo se tivesse perdido hoje em Wimbledon Gustavo Kuerten permaneceria na liderança do ranking mundial, como resultado da eliminação, ontem, do sueco Magnus Norman. Segundo o "Globo", o brasileiro precisava da vitória para se manter no topo. Quem está certo?


Leia críticas anteriores:

28/06/2000
27/06/2000
26/06/2000

23/06/2000
21/06/2000







 

Crítica de Hoje
Críticas Anteriores
| Subir |
 
 

Leia as críticas anteriores

2000


Leia as
colunas de domingo


2000

1999

1998

1997

1996

1995


Leia colunas de Ombudsmans anteriores


Voltar à página principal


Copyright Empresa Folha da Manhã S/A - Todos os direitos reservados.