São
Paulo, 21 de julho de 2000
RENATA LO PRETE
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EJ
1. Nem todo leitor sabe que Alberto Zacharias Toron é o advogado do ex-juiz Nicolau. A informação deveria ter constado do pé biográfico ao final do artigo na página 3, no qual o autor reclama da "sociedade sequiosa de representações fortes" e de abusos perpetrados "a pretexto de cometer a impunidade".
2. Uma dúvida. Reportagens em todos os jornais tratam como certa a ida de Eduardo Jorge ao Congresso no início de agosto. Ontem, no entanto, a colunista Dora Kramer disse que EJ tem a opção de não ir. Segundo ela, o comparecimento só seria obrigatório em caso de CPI. É isso mesmo?
3. De acordo com a reportagem "EJ vai a Brasília para armar defesa", o ex-secretário pretende valer-se, "além dos próprios rendimentos, da renda da mulher, Lídice, para justificar seus gastos". Na medida do possível, o jornal já esclareceu o que ela faz?
4. Segundo o texto "PFL diz que não irá apoiar o 'indefensável'" (pág. A 6), o partido não manteria seu apoio ao governo caso fosse constatado "roubo de dinheiro público" no caso EJ. Notícia seria se o jornal encontrasse algum pefelista afirmando em "on" que o apoio seria mantido caso fosse constatado etc. Detalhe: o único entrevistado da matéria é Pauderney Avelino, aquele mesmo da compra de votos? O deputado condena "tudo o que é antiético e contra os bons costumes".
Não diga
Quase todas as informações destacadas no "olho" da capa da Ilustrada, sobre a estréia de "O Patriota", são mais do que conhecidas: o fato de Mel Gibson ser "conservador" e defender "uso de armas e pena de morte". Detalhe de redação: quadro na Primeira Página informa que, no filme, o personagem de Gibson vai à guerra para proteger o "filho primogênito". Para que o "filho"?
É preciso comparar
Na abertura da boa entrevista que apresenta a estréia de Millôr Fernandes na Folha (pág. E 22), registra-se que o site do dramaturgo, humorista, escritor e jornalista no UOL "recebeu uma média de 23 mil visitas por dia no primeiro mês".
Por motivos óbvios, referências à audiência de Internet são cada vez mais frequentes no noticiário. O problema é que o número quase sempre vem solto, sem nenhum parâmetro que permita saber se o resultado é impressionante, razoável ou medíocre.
Se o leitor fica perdido com os dados de audiência de TV, muitas vezes colocados a esmo nas reportagens, que dirá com os números relativos à Internet, aos quais está menos habituado.
Leia
críticas anteriores:
20/07/2000
19/07/2000
18/07/2000
30/06/2000
29/06/2000
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