São
Paulo, 25 de outubro de 2000
RENATA LO PRETE
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Conflito
em Recife
Observações sobre a cobertura da greve da Polícia
Militar de Pernambuco (págs. A7 a A9):
1. A excessiva e por vezes irrefletida divisão
do noticiário em retrancas,
característica da Folha, resulta em reportagens
como a que está hoje na
pág. A 7. O principal texto da cobertura, que relata
os dois choques de
ontem entre PMs em greve e integrantes da corporação
que não aderiram ao
movimento, vai do princípio ao fim sem dizer:
a) quantos policiais estão em greve;
b) qual é o tamanho da categoria;
c) o que se reivindica.
Essas informações básicas só são
encontradas no pé da página seguinte, sob o título
"Diretor de associação dos PMs diz que movimento
vai continuar".
2. Por falar em básico, é estranho que
o mapa de uma cidade litorânea (pág. A7) não
indique onde fica o oceano. Quem não sabe que Boa Viagem
é a avenida da praia em Recife pode ter dificuldade em
entender o desenho, até porque ele contém um erro:
à direita de Boa Viagem foi colocado algo como um rio
e, em seguida, terra de novo.
3. Detalhe na arte: embora mencione o ex-governador Eduardo
Azeredo, a cronologia de greves da PM não esclarece que
o primeiro dos movimentos enumerados aconteceu em Minas Gerais.
4. Detalhe no texto: é dito que, além de
quatro PMs, um "negociante de ferro-velho" foi ferido
(tiro no peito) no confronto, mas não se explica o que
ele estava fazendo no local.
5. De acordo com texto na pág. A9, "o PT
teme que o prolongamento da greve
acabe prejudicando o partido" nas eleições
deste domingo. Temor à parte,
faltou dizer com clareza qual é a posição
do partido a respeito da
paralisação.
Eleições
1. O texto de abertura do Folha Eleições
(pág. A10) registra que "a estabilização
das intenções de voto (em São Paulo)
aconteceu após a reação da campanha petista
aos ataques do adversário". Adiante se diz que
"a reação foi mais intensa no último
fim-de-semana". Faltou explicar que reação
foi essa, e o que aconteceu no fim-de-semana.
2. O lide do texto seguinte afirma que "aumentou
a vantagem entre os
adversários em Maceió". O redator queria
dizer "a diferença".
3. Com textos longos e sem "frases" ou outro
recurso para atrair leitura,
ficou pesada e pouco convidativa a edição da
pesquisa qualitativa com
eleitores de Marta e de Maluf (pág. A11).
4. Para a série "não diga",
trecho da reportagem sobre o evento em que Marta beijou Covas
(pág. A13): "o que era para ser um ato pela ética
transformou-se em uma manifestação de repúdio
ao pepebista Paulo Maluf".
5. Detalhe na arte "A aproximação
de Maluf com Ratinho" (pág. A13): onde se
lê "anuncia a fita completa (da tortura da menina)
para hoje", o correto
seria "ontem".
6. Penso que o jornal fez o certo ao deixar a reportagem
sobre esse episódio em Cotidiano (pág.
C4), separada do noticiário eleitoral. No entanto,
feita essa opção, ficou um pouco extraterrestre
a referência solitária ao caso no pé da
arte que ilustra a reportagem sobre o suposto acordo entre
Maluf e o apresentador do SBT.
Trocando
as bolas 1
Personagem citado na nota de abertura do "Painel S/A"
telefona para dizer que seu nome é José Luiz
Portela, e não Antônio, como saiu publicado.
Como
a nota é negativa para Portela, o erro deixa no ar
a hipótese de ele não ter sido ouvido antes
da publicação.
Trocando
as bolas 2
Nota na coluna de Mônica Bergamo se refere a Curtis
Hanson como ator de "Los Angeles - Cidade Proibida".
Ele é diretor e roteirista do filme.
Acabamento
Detalhe: a assinatura do ilustrador se confunde com o texto-legenda
na nova
seção "Urbanidade" (pág. C2).
Esclarecimento
Na crítica de anteontem, suspeitei de erro no ano de
lançamento de "The Power and the Kingdom"
informado na capa da Ilustrada de sábado. Saiu 1969,
e meu exemplar registra 1971. Autor da reportagem, Mario Sergio
Conti diz que tanto seu exemplar quanto pesquisa na Internet
confirmam a data publicada. Agradeço pelo esclarecimento.
Leia críticas anteriores:
24/10/2000
23/10/2000
20/10/2000
19/10/2000
18/10/2000
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