|
Sabado, 24 de fevereiro de 2001
RENATA LO PRETE  |
A crise
Sei que já estamos na quarta-feira, mas pegue os textos principais das
capas de Folha e "Globo" de sábado. Vale a pena. Deixe de lado as
diferenças de estilo e um certo viés anti-ACM (quem diria?) perceptível no
jornal do Rio.
Sobra a constatação de que a chamada do concorrente bate de longe a da
Folha na capacidade de costurar os diferentes elementos da notícia e de
captar a temperatura de um dia extraordinário, ou seja, naquilo que se
espera de uma manchete.
Em contraste, o texto da Folha é apático, incompleto e até um pouco
desorganizado na ordenação das informações.
Por fim, a tentativa (pertinente, diga-se) de incluir o aspecto 2002
resultou em um título (o segundo da capa) para lá de óbvio: "Isolado,
senador prejudica Tasso".
Canja
"O Estado de São Paulo tem sido eficiente na administração dos presídios?"
A formulação da pergunta de "Tendências/Debates" é bastante benevolente com
a gestão Covas-Alckmin.
Caberia indagar se o governo estadual é o único responsável pela gravidade
da situação, ou se reagiu corretamente à multirrebelião, mas não pode ser
"eficiente" uma administração de presídios sob a qual ocorre algo como o
que se viu no dia 18. Só mesmo o titular da pasta para responder "sim".
Por falar nele, Nagashi Furukawa aparece também em Cotidiano (pág. C8). Na
entrevista, reconhece que o saldo de 19 mortos "é alto". "Mas, comparado
com outros episódios, é insignificante."
Leia críticas anteriores:
23/02/2001
22/02/2001
21/02/2001
20/02/2001
19/02/2001
16/02/2001
15/02/2001
13/02/2001
12/02/2001
09/02/2001
08/02/2001
07/02/2001
|