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Domingo, 25 de fevereiro de 2001
RENATA LO PRETE  |
A chuva
A Primeira Página já devia estar pronta quando caiu o temporal da tarde de
sábado, e faltou sensibilidade para mudá-la um pouco. Houve estragos
impressionantes, mesmo para os padrões paulistanos, e a morte de uma
criança na Vila Madalena, bairro cheio de leitores da Folha. Mas a chamada
ficou abaixo da dobra e em um módulo.
Trocando as bolas
Um leitor observa, pelo que me lembro com razão, que não é de Millôr
Fernandes a frase "Ou restaure-se a moralidade, ou nos locupletemos todos",
diferentemente do que informa a coluna "São Paulo". O autor seria Stanislaw
Ponte Preta.
A crise
1. De acordo com a reportagem que abre a pág. A4, com o "plano de ação
governamental" FHC pretende "retirar o foco político da crise provocada"
pela ruptura com ACM. Sem dúvida era relevante noticiar a estratégia
oficial, mas, ao dar a manchete do jornal para esse pastel de vento, a
Folha de certa maneira contribui para que o governo alcance seu objetivo.
2. Primeira frase do "Painel": "O rompimento de ACM com FHC praticamente
enterra o projeto presidencial de Tasso Jereissati". Lide de matéria na
mesma página: "A reforma ministerial servirá para FHC equilibrar a disputa
no PSDB por sua sucessão. A idéia é fortalecer o governador Tasso
Jereissati". O leitor fica perdido.
Sem serviço
A redução de espaço do TV Folha se deu essencialmente sobre a área de
serviço, que hoje ocupa 5 das 16 páginas do tablóide. Subtraindo das 5 a
listagem dos horários de domingo e o resumo das novelas, sobram 3 páginas
para cobrir a programação de segunda a sábado. Não dá para nada.
A idéia de que o caderno sirva para orientar o leitor ao longo da semana
simplesmente não se verifica na atual configuração.
Leia críticas anteriores:
24/02/2001
23/02/2001
22/02/2001
21/02/2001
20/02/2001
19/02/2001
16/02/2001
15/02/2001
13/02/2001
12/02/2001
09/02/2001
08/02/2001
07/02/2001
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