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Crítica diária

06 de março de 2001


RENATA LO PRETE


Covas

1. É preciso ter cuidado com promessas. Ao longo da manhã, o site do jornal cravou que a edição extra estaria nas bancas às 12h. Vários leitores relataram não tê-la encontrado nesse horário.

2. A edição extra do "Estado" tem três diferenciais positivos: uma entrevista com Covas (feita em 17 de fevereiro, seria a última do governador, pág. 9), artigos de fora da Redação (de José Serra, na pág. 2, e de José Genoino, na 9) e repercussão (20 notas curtas, nas págs. 7 e 8).

3. As observações a seguir dizem respeito a falhas de acabamento que podem ser corrigidas na edição de amanhã, a qual, pelo que entendi, reaproveitará parte da "extra". O texto principal de Brasil (pág. A8) tem bastante redundância. Ao mesmo tempo, não traz detalhes que já eram conhecidos na manhã de hoje (quem avisou FHC, a que horas, o luto federal, que talvez o presidente faça pronunciamento etc.)

4. O "olho" dessa matéria diz que a morte foi "confirmada" às 5h30 de hoje. A palavra não é essa. Pelo que relatam todos os jornais, a morte "ocorreu" às 5h30, e a imprensa foi informada cerca de meia hora depois.

5. O texto médico do caderno especial (pág. 2) precisa ser atualizado. Apenas os três parágrafos finais tratam de tudo o que aconteceu com o governador desde a última internação, em 25 de fevereiro.

6. Duas das três fotos que ilustram o texto sobre Geraldo Alckmin (pág. 8) não têm nenhuma relação com o novo governador e redundam (embora não sejam idênticas) com imagens de Covas editadas em outras páginas. Dá para melhorar a seleção de amanhã.

Básico
Embora relativamente longa, a chamada sobre a rebelião que deixou quatro mortos em Maceió não informa o que reivindicavam os detentos.

Jader e o relatório

1. O lide da reportagem que abre a pág. A6 informa que o presidente do Senado recusou-se a autorizar a divulgação do relatório do Banco Central, em resposta à sugestão de Armínio Fraga. O sublide registra que Jader pedirá cópia do relatório ao BC. Não dá para entender por que foi escolhida a segunda, e não a primeira informação, para o título.

2. Mais uma vez o jornal se atrapalha com o uso do "suposto". O lide da reportagem mencionada acima é afirmativo: fala em "relatório que o acusa de depositar dinheiro do Banpará em contas bancárias de sua família quando era governador". A matéria da página anterior registra que "'Veja' e Folha trouxeram reportagens sobre um suposto relatório do Banco Central que incriminaria o senador Jader".

3. Anda esquecida a determinação do "Manual", mantida na nova edição (pág. 42), para "citar nominalmente o veículo de comunicação que tenha dado um furo importante". Na sexta-feira anterior ao Carnaval, a capa do jornal omitiu que a conversa de ACM com os procuradores havia sido revelada pela "IstoÉ". Hoje, Brasil reproduz a história do cheque que traz a assinatura de Jader (pág. A6) sem dar crédito ao "Valor".

De olho no manual

Embora mais liberal do que as edições anteriores no que diz respeito à informação de idade, o novo "Manual" mantém esse registro obrigatório em alguns casos, entre eles o de enfermidade (pág. 73). Assim, a idade de Dick Cheney deveria ter sido informada na matéria "Vice dos EUA é internado com dores no peito" (pág. A10). A idade mesmo. Não basta colocar, no meio do texto, uma frase em que ele se define como "pessoa que já chegou aos 60 anos". Detalhe de texto: a matéria diz que Cheney "supervisa" a nova política energética dos EUA. Não está errado, mas "supervisiona" é bem melhor.

Quase igual

São demasiadamente parecidos os títulos da capa ("Mercado e FMI festejam escolha de Murphy") e da página 3 ("Mercado argentino recebe Murphy com alta de 8,1%") de Dinheiro.

Esclarecimento
O editor do Guia da Folha, Naief Haddad, envia esclarecimento sobre a localização do restaurante Rei do Mar, objeto de nota na crítica de sexta-feira (o quadro de avaliação trouxe, lado a lado, as informações de que ele fica no Itaim Bibi e na avenida Morumbi; na ocasião, observei que o segundo endereço é o correto). De acordo com o editor, a divisão por distritos da prefeitura coloca a casa no Itaim Bibi. "Estamos estudando adotar a classificação dos Correios (mais detalhada), na qual o bairro seria Santo Amaro." Agradeço pela explicação, mas seria bom mesmo mudar. Quem já foi ao Rei do Mar e conhece o Itaim Bibi sabe que o bairro termina muito antes do local onde fica o restaurante.

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