Ombudsman Folha   Folha Online
 
23/09/2004

MARCELO BERABA

Folha, "Globo" e "Valor" dão manchetes para a elevação da meta do superávit:

Folha: "Lula aumenta aperto para pagar juros";

"Globo": "Aperto fiscal aumenta para conter juros e inflação";

"Valor": "Governo eleva superávit primário a 4,5% do PIB".

O "Estado" evitou o tema, árido, e preferiu um assunto mais próximo dos leitores: "Servidores da Justiça desafiam tribunais e decidem manter greve".

O acidente com o ônibus escolar no Rio Grande do Sul é a manchete dos jornais gaúchos e está nas capas dos principais jornais do país.

Colunista

Boa a estréia do novo colunista da Folha, Demétrio Magnoli, na página A2.

Censura interna

A principal notícia da campanha eleitoral nos jornais de hoje é a retirada, do site oficial do Planalto, dos trechos do discurso de Lula de sábado, em São Paulo, em que apóia a candidatura de Marta Suplicy.

Esta foi uma informação exclusiva que a Folha publicou ontem, na coluna "Brasília" assinada por Fernando Rodrigues. A notícia, como foi possível se constatar desde ontem (vide a coluna "Toda Mídia" de hoje, na pág. A6), teve grande repercussão. Por esta razão, é difícil entender por que o jornal não publicou a notícia ("Planalto tira do ar frase de Lula pró-Marta", pág. Especial 3) na primeira página.

"Eleições 2004"

Ficou confusa a arte que ilustra a capa do jornal. O levantamento ("PSDB lidera nos grandes centros do país") informa que os tucanos lideram em 22 cidades e os petistas em 20. As informações do levantamento, no entanto, ficaram divididas, sem critério, entre dois quadros. As colunas relativas aos "candidatos em 1º lugar", que estão no primeiro quadro ("Como é hoje"), deveriam estar no segundo ("Como deve ficar"). Como está, é difícil de entender.

Mas o levantamento é um diferencial do jornal de hoje.

> Imagino que o texto da página Especial 7 da Edição SP ("Aliança PT-PL está ameaçada, diz Genoíno") quisesse informar, no seu último parágrafo, que a direção nacional do PL "não" foi localizada para comentar o assunto.

A Folha informa, no noticiário sobre o dia de campanha da prefeita, que haveria um jantar ontem à noite na casa de Eleonora Mendes Caldeira e Ivo Rosset, e que Antonio Palocci (Fazenda) estaria presente.

O "Estado" já traz, na sua última edição, o resultado do jantar: "Palocci pede a empresários 'corrente pró-Marta'". Segundo o jornal, "ministro diz em jantar que vitória da prefeita seria 'um presente' para a cidade".

Ilustrada

Se a intenção da reportagem de capa da Ilustrada ("Central do Brasil") era a de mostrar que o Festival do Rio ameaça tomar o lugar que já foi de Gramado e Brasília, a arte "Os caminhos dos filmes - do prêmio à tela" deveria incluir também os desempenhos dos filmes premiados no Rio.

Faltou ainda, na minha opinião, um quadro com os filmes que concorrem no Festival do Rio.

A notícia de que Cat Stevens foi barrado nos EUA e mandado de volta para Londres está, nas duas edições do jornal, em "Mundo" e na "Ilustrada".

NY

Esta Crítica bobeou, mais uma vez.

Recebi da correspondente da Folha em NY, Luciana Coelho, via SR, a seguinte mensagem:

"Em sua crítica à cobertura dos eventos ligados à Assembléia da ONU em Nova York (dia 21), o ombudsman disse ter sentido falta, na Folha, de matéria sobre o encontro entre Lula e Kirchner. A matéria saiu em Dinheiro (tendo como fonte o ministro Celso Amorim, que foi quem se pronunciou sobre o encontro)".

Ela tem razão e o descuido não tem desculpas.

Mas não posso deixar de fazer um comentário sobre aquela página B5: é um erro o jornal editar a foto de Kirchner e Lula se cumprimentando em NY como ilustração de uma reportagem do Clóvis Rossi ("Carros emperram oferta do Mercosul à EU") e editar o relato do encontro dos dois presidentes distante da foto, no pé da página, que é cortada por um anúncio.

Aliás, este tipo de erro de edição não é raro no jornal. Hoje, por exemplo, em "Mundo", na página A10, a foto da "iraquiana Huda Ammash" está sob o título "Ceder é temerário, dizem analistas", que não tem nada a ver com a personagem. Para saber de quem se trata, é necessário ler nove parágrafos da reportagem principal ("Terror anuncia morte de reféns italianas").

     
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