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10/08/2006
MARCELO BERABA
A manchete da Folha é o resultado, já conhecido desde ontem e sem novidade, da pesquisa do Datafolha sobre a disputa eleitoral pelo governo de São Paulo: "Serra mantém vantagem em SP e vence no 1º turno".
Manchete do "Estado": "Israel amplia ofensiva no sul do Líbano". Do "Globo": "Rosinha prorroga a farra das vans até 2011 no Rio".
Manchetes dos jornais econômicos:
"Valor" - "Enxurrada de dólares leva o risco-país a recorde de baixa".
"Gazeta Mercantil" - "Risco despenca com retorno de investidor".
"Painel do Leitor"
Não entendi por que a mensagem da Petrobras foi parar no "Painel do Leitor" ("Gás") de hoje (pág. A3). Como não há resposta do jornal à mensagem, é de se supor que as informações enviadas sejam verdadeiras e relevantes e, neste caso, deveriam estar no caderno "Dinheiro" como suíte de reportagem anterior.
Eleição 2006/Presidência
Não é correto rotular um profissional como "um velho simpatizante do malufismo", como a Folha se refere hoje ao radialista Paulo Barboza no resumo da entrevista de Lula à rádio Capital ("Lula diz que Saulo deveria ser mais sensato", pág. A10). Se a Folha acha relevante traçar um perfil ou miniperfil do radialista, que o faça com fatos e dados, e não com um rótulo preconceituoso, impróprio para um jornal sério.
O leitor da Edição Nacional da Folha (praticamente metade da circulação do jornal) não recebeu o relato da entrevista dada pela candidata Heloísa Helena ao "Jornal Nacional" de terça-feira à noite, mas teve acesso hoje a um artigo ("A bela e a fera") comentando a entrevista. A entrevista dada pelo candidato Geraldo Alckmin saiu na Edição SP de terça, mas na quarta-feira saiu mal dada na Edição Nacional, e sem artigo que a comentasse. A Folha deveria ter um único padrão para a cobertura destas entrevistas, que têm sido importantes pela condução das perguntas e pela repercussão. O tratamento diferenciado faz sugerir improviso e coloca em cheque o princípio do equilíbrio da cobertura.
Eleições 2006/São Paulo
Nenhum outro candidato ao governo de São Paulo fez campanha ontem? O jornal só conseguiu, para a Edição Nacional, informações sobre José Serra?
Sanguessugas
O texto "CPI racha sobre número de parlamentares acusados" (pág. A12) usa o termo inocentes entre aspas para designar os parlamentares citados nas investigações, mas contra os quais ainda não existem provas. Está certo o jornal em usar as aspas, porque eles não estão inocentados, apenas não estão na relação dos citados com provas. O intertítulo "Lista dos inocentes" deveria vir, portanto, com o termo inocente entre aspas. Sem aspas, fica parecendo que foram inocentados.
Brasil
Segundo o "Estado", "Incra pagou R$ 61,5 milhões a mais por fazenda". O presidente do Incra e mais quatro funcionários foram condenados pelo TCU.
Guerra urbana
Segundo o "Estado", a prisão de um jovem ex-integrante do PCC ajudou na prisão de 135 criminosos. Vinte pessoas envolvidas nos ataques já estariam no Programa Estadual de Proteção à Testemunha.
Digitação
A coluna "Mônica Bergamo" abriu, em sua edição que veio para o Rio, com um "Palácio do Palácio" (nota "Chá das Cinco").
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