|
18/08/2006
MARCELO BERABA
A manchete da Folha é mais uma boa notícia na economia: "Acordos salariais batem inflação, diz Dieese". No "Estado", o destaque é o Oriente Médio: "Exército do Líbano volta ao sul; ONU recebe tropa". E, no "Globo", a campanha eleitoral: "TSE diz que candidatos fazem propaganda enganosa na TV".
Eleições 2006
O "Globo" tem uma longa entrevista com o presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello: "Muita gente se diz santo e não é". Ele lamenta que não se possa usar o Código do Consumidor contra o que chama de propaganda enganosa.
Aliás, o "Globo" está mais atento do que a Folha para as impropriedades e os deslizes despejados pelos candidatos no horário eleitoral gratuito. A Folha se limita a resumir os programas ("Na TV, Alckmin pulveriza ataques a Lula" e "No programa de petista, alvo é classe média", pág. A10 da Edição SP).
Segundo o "Globo", "Na TV, Lula utiliza números maquiados" e "Alckmin ignora política de juros altos de FH".
Falta a Folha começar a cobrir a disputa eleitoral pelo governo de São Paulo.
"Dinheiro"
Acho estranho que uma notícia comum a todos os meios, e amplamente divulgada desde ontem, seja a abertura de uma coluna, como ocorre hoje com "Mercado Aberto". O assunto - "'Spread' gera atrito entre Febraban e Mantega" - é a manchete do "Estado". Imaginava que a coluna deveria ter como característica a publicação de informações exclusivas.
"Cotidiano"
Desapareceu, na Edição SP, o resultado da pesquisa do IBGE divulgada ontem sobre os gastos dos governos estaduais em áreas como saúde, educação e segurança. Os números foram publicados parcialmente na Edição Nacional - "Estados ampliam gastos com segurança", pág. C4. O jornal poderia ter aproveitado a oportunidade para aprofundar a discussão sobre política de segurança pública. Ajudaria os leitores a entenderem por que os turistas continuam sendo assaltados no Rio e organizações criminosas como o PCC continuam a agir em São Paulo.
|