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28/12/2006
MARCELO BERABA
A intervenção do governo federal na crise da aviação é a manchete dos principais jornais.
Folha - "Governo pune overbooking e proíbe novos fretamentos".
"Estado" - "Governo ameaça empresas aéreas com 'sanções graves'"
"Globo" - "Caos aéreo: governo proíbe vôos fretados".
O "Correio Braziliense" é cético em relação aos efeitos das medidas governamentais: "Ação para garantir vôos chega atrasada".
"O Dia" já traz na Primeira Página, com manchete e várias fotos, os ataques de bandidos a vários pontos do Rio durante a madrugada: "Terror sacode o Rio - Comboios de bandidos cruzam a cidade de madrugada, atacam unidades da PM, delegacias e hospital, matam 4 e prometem 'o rio de sangue'". Os bandidos atacaram em bairros da Zona Norte, Zona Sul, subúrbios e Zona Oeste. No final da manhã já havia o registro de 18 mortes.
Amazônia
O "Estado" tem entrevista com dom Erwin Krautler, o bispo da prelazia do Xingu ameaçado de morte. A Folha não conseguiu falar com ele.
Itália
Há um aspecto da reportagem "Brasil investiga denúncias de tele na Itália" (B10) que incomoda. Segundo o texto do jornal, os representantes da Justiça brasileira que estão na Itália tiveram reunião com a polícia financeira e procuradores italianos e "tomaram conhecimento de uma lista de pessoas supostamente beneficiadas com remessas ilegais feitas por empresas italianas no Brasil". Ainda segundo o texto, "o esquema foi acionado várias vezes nos últimos 15 anos" e "passou por outras companhias instaladas no Brasil e com laços na Itália". Se são tantas as empresas e o esquema é tão antigo, por que o jornal só destaca uma companhia, a Telecom Itália?
Mais adiante o texto informa: "Os procuradores ouviram, até agora, dezenas de depoimentos". Mas o jornal destaca apenas um, o do acionista majoritário da Telecom Itália. Não deveria citar outros personagens envolvidos e ouvidos se são tantos?
Ainda segundo a reportagem, há jornalistas brasileiros, além de políticos, empresários e lobistas, numa lista de pessoas que teriam ajudado a Telecom Itália a manter o tal esquema no Brasil.
Aviso
Folgo de amanhã até terça-feira. Neste período não haverá a Crítica Interna nem a coluna de domingo.
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