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São
Paulo, domingo, 09 de maio de
1999
Para
desgosto do chamado "leitor comum", seu espaço na página 3 é frequentemente
ocupado por autoridades que contestam o teor de reportagens do jornal
(ou, em alguns casos, das manifestações de outras autoridades na
mesma seção).
Não bastasse a desigualdade da disputa, às vezes o leitor é confrontado
com cartas que deixam no ar um ponto de interrogação.
Na sexta-feira, o "Painel do Leitor" foi aberto com um protesto
do procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Luiz Antonio
Marrey.
Em mensagem bastante incisiva, ele apontava dois erros em reportagem
sobre investigações em torno de Celso Pitta publicada dois dias
antes.
Invocando testemunhas, "inclusive outros jornalistas", disse que
jamais qualificou de "falso", em entrevista da qual a Folha participou,
um determinado documento assinado pelo prefeito (presente na edição
Nacional e na versão on line do jornal, a informação foi suprimida
dos exemplares da Grande São Paulo).
Marrey negou ainda ter dito que o documento "apresentava problemas".
É o tipo de carta que exige do jornal uma de duas providências:
a) reconhecimento do erro;
b) apresentação de argumentos em defesa do que foi publicado.
Nenhuma das duas coisas foi feita. A Folha está devendo uma
explicação ao leitor.
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