|


O que é o cargo
Fale com a
Ombudsman
Mural
Colunas
Anteriores
FiloFolha
Dúvidas mais
Frequentes
Bate-papo
|
 |
| Pesos
e medidas |
 |
|
São Paulo, domingo,
27 de junho de 1999
RENATA LO PRETE
Pelo que ouvi nos últimos dias _e apenas parte dos protestos chegou
à ombudsman, enquanto outra foi bater diretamente na Redação_, a
Folha terá de suar a camisa para recompor relações com os
palmeirenses de seu leitorado.
Com veemência característica de manifestações sobre futebol, eles
acusam o jornal de ter subestimado a conquista da Taça Libertadores
da América. Estão cobertos de razão.
Para evitar mal-entendidos, vale a pena registrar que não sou torcedora
do time em questão. Um pouco de bom senso e interesse pelo esporte
bastam para verificar que a Folha errou a mão nessa cobertura.
Na capa de quinta-feira, dia 17, a vitória do Palmeiras sobre o
Deportivo Cali não teve destaque maior do que o geralmente dado
a clássicos de meio de campeonato.
Na disposição dos assuntos na página, a notícia foi equiparada à
da quebra do recorde dos 100 m. Não se trata de diminuir o significado
dessa marca. É a prova mais nobre do atletismo.
Mas, para o público local, não há como compará-la a esse título
da Libertadores, que é:
a) talvez o mais cobiçado pelas equipes brasileiras;
b) o mais importante da história do Palmeiras; c) a jóia da coroa
da chamada "era Parmalat" no clube.
"A Folha é mesmo de São Paulo?", perguntou um leitor. Outros
jornais registraram os 100 m, mas deram clara prioridade ao futebol.
Acertaram.
A ira aumentou diante da maior visibilidade conferida ao título
paulista, menos relevante, obtido pelo Corinthians no domingo passado.
Vá convencer o torcedor de que houve, no caso do Palmeiras, erro
de avaliação, e não o propósito de perseguir o time. O estrago está
feito.
No topo das reclamações apareceu o pôster das duas equipes campeãs.
O do Corinthians circulou na totalidade da edição. O do Palmeiras,
de péssima qualidade técnica (a foto era quase um borrão), só nos
jornais da capital.
É possível explicar a essas pessoas que, devido ao horário em que
foi realizada a final da Libertadores, era inviável incluir a cobertura
em todos os exemplares da quinta-feira.
Mas não há o que dizer às que perguntam por que, então, a Folha
não distribuiu o pôster no interior e em outros Estados na sexta.
Isso poderia e deveria ter sido feito. O leitor da edição Nacional
já é bastante prejudicado, seja pela falta de certos cadernos, seja
pela temperatura mais baixa do noticiário. São limitações, de ordem
comercial e industrial, que a Folha argumenta não ter como
contornar.
Só falta esse leitor ser privado também de coisas que o jornal tem
plenas condições de oferecer.
Leia mais
Uma
polegada a menos
Colunas anteriores
20/06/1999
- Toneladas de indiferença
13/06/1999 - Imagens para chorar
06/06/1999 - Pc redescoberto
30/05/1999 - "Não tenha dúvida"
16/05/1999
- Degraus
de separação
subir

|
|
|