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São
Paulo, domingo, 02 de janeiro de 2000
A Folha
não tem motivo para se queixar de desinteresse de seus leitores: foram
8.838 manifestações à ombudsman no ano que terminou, um aumento de
25% em relação a 1998.
Os números do atendimento em 1999 mostram a consolidação do meio eletrônico
como o mais utilizado pelo leitor para expor suas críticas e, mais
raramente, elogios ao jornal.
O fenômeno não é novo, mas seu ritmo impressiona. No cômputo geral,
72% das mensagens chegaram por e-mail (o percentual foi ainda mais
expressivo no segundo semestre, quando bateu nos 80%). Em 1998, a
fatia havia sido de 51%. A participação dos telefonemas caiu quase
pela metade (29% do total no ano passado; 16% neste).
Se avança o uso da Internet, cresce também o número de leitores que
me procuram com queixas que dizem respeito à versão eletrônica do
jornal. Ela já aparece em quinto lugar no ranking das áreas que mais
motivaram manifestações.
Como relatei em uma coluna recente sobre o assunto, são protestos
que abrangem desde a restrição de acesso (permitido apenas a assinantes
da Folha e/ ou do Universo Online) até lacunas do site, passando
pela frequência e gravidade dos erros de português, superiores às
da versão impressa.
Neste último caso, muitas vezes o erro não está nos textos do jornal,
e sim em outros conteúdos do UOL, como o "Últimas Notícias".
De todo modo, o crescimento das manifestações sobre o que se lê na
tela deve servir de alerta para a necessidade de melhorar o site da
Folha.
Parte dessa correspondência trata de problemas administrativos, como
cobrança de assinaturas do UOL. São questões que escapam à alçada
da ombudsman, mas que não ficam sem encaminhamento.
Assim como as mensagens relativas a assinaturas e promoções do jornal,
são levadas por mim, com pedido de providências, às áreas responsáveis.
Para terminar, um pedido. Nos últimos dias, com a ajuda da Secretaria
de Redação, consegui reduzir drasticamente o saldo de leitores à espera
de resposta da Folha. Se você não está entre os beneficiados
pelo "arrastão", procure-me. Se você não está entre os beneficiados
pelo "arrastão", procure-me, para que a ombudsman e o jornal comecem
o ano em dia com seus compromissos.
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