Painel do Leitor
01/05/2009 - 02h30

Dívida pública, educação, gripe, STF

da Folha Online

Dívida pública

"A 'contabilidade criativa' mencionada no editorial 'Burla fiscal' ( Opinião, 28/4) tem outros problemas piores do que aqueles mencionados: a dívida ativa (impostos em atraso) é registrada como 100% boa e cobrável (quando se sabe que nem 2% são recuperados anualmente) e a dívida judicial passiva (precatórios) simplesmente não é registrada pela imensa maioria dos entes públicos (estima-se em R$ 100 bilhões). Isto significa que o discurso público de 'superávits', 'contas em ordem', simplesmente não corresponde à realidade. Existe um caixa dois enorme na contabilidade pública brasileira, com a benevolência dos tribunais de contas (órgãos do Poder Legislativo)."

FLAVIO JOSÉ DE SOUZA BRANDO, vice-presidente da Comissão Federal de Precatórios da OAB (São Paulo, SP)

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Educação

"Como professora da rede pública, não pude deixar de ler com atenção as reportagens sobre o resultado do Enem nas escolas do país. É impressionante como as reportagens têm a clara intenção de fazer propaganda das escolas privadas, como se o desempenho do Instituto Federal de Tecnologia e das escolas de aplicação por todo país não fossem dignos de nota. É preciso pagar uma mensalidade de mais de R$ 1.000 para ter uma boa escola? Evidentemente não. É preciso ter bons professores, bibliotecas, atividades pedagógicas consistentes e interesse da coordenação da escola, de pais e, evidentemente, dos alunos. Concordo plenamente com a opinião dos articulistas e pedagogos que deixaram claro que a nota do Enem não deve ser o único critério para escolher uma escola para nossos filhos. A diversidade cultural que uma escola promove deve, sim, ser levada em conta. Difícil acreditar que haja convívio com outras classes sociais em uma escola como o Colégio Vértice, cuja mensalidade ultrapassa os R$ 2.500.
O caderno especial sobre educação (29/4) parece dar um recado claro: pague, e caro, caso contrário seu filho nunca terá acesso a uma boa formação."

THAIS TORRES DE SOUZA (São Paulo, SP)

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"O maior problema da educação pública é sem dúvida a falta de qualidade. Entretanto, é com indignação que li reportagem neste jornal sobre a falta de 1.027 vagas no ensino fundamental na cidade de São Paulo, segundo dados do Conselho Tutelar. No dia 29/4, a senhora Rita Ribeiro, representante da Secretaria Municipal de Educação na Comissão de Educação da Câmara Municipal de São Paulo, alegou surpresa e desconhecimento do fato. Argumentou que estas crianças, provavelmente, devem ter vindo de outras cidades ou os pais estão escolhendo as escolas. Não se justifica este argumento, porque o ensino fundamental é direito público subjetivo, a oferta de vagas é obrigatória e deve ser próxima a residência da criança. Que se cumpra a lei."

JOSELINA MARIA VILLARES FERREIRA BASTOS (São Paulo, SP)

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"O excelente editorial 'A lição do Enem' ( Opinião, 30/4) podia ter sido encerrado com a proposta de que se substitua o sistema de quotas 'raciais' pela instalação de escolas de ensino médio semelhantes à da Embraer pelas universidades federais. A proporção de 'negros' e 'índios' no ensino superior aumentaria sem ferir o princípio de igualdade, que deve prevalecer nos vestibulares e sem por em risco a qualidade de nossos futuros 'doutores', tão degradada pela 'exuberância' de alguns empresários que atuam no setor."

EDUARDO JOSÉ DAROS (São Paulo, SP)

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Gripe

"Os remédios utilizados no combate aos casos da gripe suína são vendidos somente com receita médica. Então, basta que as farmácias obedeçam à lei, não sendo necessária a intervenção do governo no controle destes antivirais."

LUIZ CARLOS BERNARDES (São Paulo, SP)

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STF

"O ato de solidariedade ou desagravo na primeira sessão do Supremo Tribunal Federal ( Brasil, 30/4) em favor de Gilmar Mendes é a prova de que em certos momentos ou episódios os ministros daquela Corte caminham em contramão da realidade jurídica e da sensibilidade pública.
O maior e mais legitimo ato de desagravo e de solidariedade quem recebeu foi o ministro Joaquim Barbosa. E tal acontecimento ocorreu por meio da voz rouca das ruas e de todos aqueles que democraticamente e juridicamente entendem que todos devem ser iguais perante a lei, independente de renda, cor, sexo ou religiosidade. Senhores ministros, ouçam o clamor desse povo!"

PEDRO VALENTIM (Bauru, SP)

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Congresso

"A pergunta que não nos deixa calar: quando os senhores deputados e senadores decidirão dar um basta nessa política imoral, antiética, insensata e desrespeitosa que tomou conta do Congresso Nacional, onde a maioria não tem um mínimo de escrúpulo e vergonha? As bandalhas estão nos sufocando. Não estamos aguentando mais. Chega de tanta enganação."

LEÔNIDAS MARQUES (Rio de Janeiro, RJ)

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