Painel do Leitor
06/05/2009 - 02h30

Educação, Virada Cultural, maconha, extermínio

da Folha Online

Educação

"O neoliberalismo mostrou-se produtor de desigualdades, além de ter causado uma crise econômica mundial. Porém, o editorial da Folha 30/4 mostra surpreendente sugestão para melhorar a educação pública: privatizá-la parcialmente. Ou seja, devemos deixar a cargo de entidades privadas, movidas provavelmente a isenções fiscais, a oferta da excelência do ensino para 'jovens promissores, sem distinção de classe ou origem'. A escola usada pela Folha como exemplo de sucesso oferece dez horas de ensino diárias, preparação para universidades, palestras etc., mas acolhe menos de 5% dos candidatos que passam por sua seleção. Não seria mais democrático e justo dotar as escolas públicas de recursos para que todas elas se tornassem excelências em qualidade (o que implicaria período integral, professores bem remunerados, estrutura física adequada etc.) e ofertá-las para todos as crianças e os jovens do Brasil, para que eles próprios pudessem descobrir-se promissores, sem que para isso tenham que passar o tempo todo por gargalos e seleções?"

MARIA ALICE OLIVA DE OLIVEIRA (São Paulo, SP)

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"Eu nunca vi um ministério tão incompetente quanto o MEC nessa gestão atual. E já perdemos a conta de quanto o ensino médio já mudou. Aliás, mudou de nome, porque de conteúdo pedagógico e de didática continua a mesma coisa. Dou até uma sugestão: deixar como está, pois, a cada vez que muda, piora a qualidade do ensino. Isso é fruto de um desprezo dos governos no nosso ensino. Qualquer pane na economia eles cortam verbas destinada à educação e depois querem consertar o mal feito. Esse filme nós estamos cansados de ver."

ADALBERTO FERNANDO SANTOS (Taubaté, SP)

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"Em vez de melhorar o ensino médio, colocando em prática toda a estrutura apregoada na propaganda eleitoral (sala de informática, laboratórios, estrutura conveniente e salário justo), os 'mestres' que coordenam nossa educação vêm com mais uma bomba para o ensino: a diminuição da grade curricular. O pensamento é simples, já que não é de nosso interesse melhorar o ensino, pois alunos e população crítica e consciente é mais difícil de manipular. Vamos terminar de afundar o ensino, dando menos conteúdo e 'bolsa-esmola' para que possamos nos perpetuar no poder. A nova proposta cai como uma luva nessa teoria. O governo paulista deve estar felicíssimo com esta proposta, pois menos disciplinas com certeza irá implicar menos professores, mais desemprego, menos salários e uma população completamente analfabeta funcional. Que venham os rodoanéis e metrôs superfaturados. Que venham mensalões e passagens aéreas gratuitas, pois agora ninguém irá cobrar. Por que não param de perder tempo e já não acabam com o ensino público de uma vez?"

FLÁVIO ALEXANDRE CAMARGO MANCINI (Barueri, SP)

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"Faço minhas as palavras do leitor Jaime Frejlich ('Painel do Leitor', 5/5). Camilo da Silva Oliveira, diretor da Escola Estadual Professora Lúcia de Castro Bueno precisa ser convidado para trabalhar na Secretaria Estadual de Educação. Como dirigente da melhor escola da rede, tem muito a ensinar aos burocratas, distanciados da nossa realidade."

ELIZABETH ROCHA LEITE, professora da EE Barão de Suruí (Tatuí, SP)

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Virada Cultural

"Parabéns ao fotógrafo Guilherme Lara Campos e ao editor da Ilustrada pela sensacional foto do show do Wando que ilustra a cobertura da Virada Cultural. Divertida, insólita, festiva, mostrando um público totalmente eclético, a foto é a cara da Virada."

RENATA CORTE MARTINHO (Jundiaí, SP)

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"O que é mais 'nefasto' para a cultura brasileira? Tom Zé, Maria Rita e o Cordel do Fogo Encantado se apresentarem na Virada Cultural ou o lixo que nos é imposto goela abaixo pelas redes de televisão, principalmente nos fins de semana? Infelizmente, para o leitor Marcos Barbosa ('Painel do Leitor', 5/5) é a primeira opção. Se houve problemas localizados, estes devem ser sanados para que não ocorra no ano que vem. Mas tenho uma crítica a fazer: a Virada não deve ficar restrita a cidade de São Paulo. Deveria ocorrer também nas capitais do Brasil inteiro e nas grandes cidades do interior pelo menos duas vezes por ano. O Brasil agradece."

MARCELO CIOTI (Bragança Paulista, SP)

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Maconha

"Parabéns às autoridades que no último final de semana proibiram um bando de noias de realizarem uma marcha em defesa da maconha pelas ruas do Ibirapuera e em outras regiões do país. Está cientificamente comprovado que o uso da maconha é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas, como crack, cocaína, ecstasy, dentre outras. Aliás, eu vou continuar brigando --quase que solitariamente-- para que os maconheiros e demais drogados sejam punidos com rigor ou, no mínimo, com a prestação de serviços comunitários, de preferência nos raros hospitais psiquiátricos que ainda estão funcionando pelo Brasil afora. Até porque, tenho plena convicção de que os drogados são os grandes responsáveis pelo brutal aumento da violência e pela morte prematura de milhares de jovens anualmente em todo o Brasil. Quem usa drogas fortalece o bilhardário mercado das drogas aqui e no exterior."

MAURO BORGES, coordenador nacional da campanha Droga Mata (São Paulo, SP)

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Extermínio

"Perfeito o artigo de João Pereira Coutinho ( Ilustrada, 5/5). O medo de extermínio da humanidade reflete bem um sentido de autopunição. O homem está longe de conseguir viver em harmonia com seus semelhantes e com a mãe natureza. Autojulgado, percebe que não merece viver."

GERALDO SIFFERT JUNIOR (Rio de Janeiro, RJ)

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Passagens

"Será que este respeitado jornal tem condições de me ajudar? Preciso perguntar ao sr. José Serra, à sra. Dilma Roussef, ao sr. Ciro Gomes e aos demais possíveis candidatos à Presidência em 2010 qual é a opinião pessoal de cada um deles a respeito da farra das passagens aéreas, pois a resposta do nosso digníssimo presidente eu já conheço."

ARI ANTONIO DOMINGUES (Tatuí, SP)

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Lula

"O presidente Lula, com as suas intransigentes defesas das maracutaias da Câmara, está, portanto, se incluindo entre os 300 picaretas do Congresso de então, como ele os rotulou. Tal deputado, tal presidente."

ANTONIO PEDRO SCHLINDWEIN (Florianópolis, SC)

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