Aposentadorias, Congresso, Educação, Infraero, Minc, Futebol, Mais!, Transgênicos
da Folha Online
Aposentadorias
"Nós, aposentados e pensionistas do INSS, ficamos sabendo que no próximo dia 13/5 o Congresso Nacional vai apreciar o veto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu à emenda do senador Paulo Paim ( PT-RS), no ano de 2006, que determina que todas as aposentadorias e pensões enham o reajuste de 16,67%, o mesmo que foi concedido ao salário mínimo. Desta vez as TVs das famílias dos aposentados e pensionistas, aproximadamente 50 milhões de pessoas adultas, estarão ligadas nas TVs do Congresso para assistir à votação que, esperamos, seja a última dessa lengalenga. Aproveitamos para pedir aos deputados e senadores que se lembrem também daquele PL já aprovado na Comissão de Seguridade Social, que reajusta os benefícios aos valores concedidos em salários mínimos e o PL que extingue o famigerado fator previdenciário."
LEÔNIDAS MARQUES (Volta Redonda, RJ)
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Congresso
"O deputado Sérgio Moraes tem razão ao 'se lixar para a opinião pública', pois o povo continua elegendo mediocridades como ele, não se importando com o que ele e seus colegas parlamentares fazem ou deixam de fazer. E não vamos atribuir tudo à falta de informação e de estudo. Quantos dos bem informados já não votaram em pessoas como ele por interesses inconfessáveis? Agradeço ao deputado pela franqueza, que talvez acorde alguns brasileiros para a falta de cuidado que têm tido com seu voto. Votar nulo, como faz o leitor Alexandre Dantas ('Painel do Leitor', 10/5), é improdutivo, pois quem tem inteligência para perceber a mediocridade e a corrupção deve ter paciência para procurar quem mereça seu voto."
CARLOS BRISOLA MARCONDES (Florianópolis, SC)
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Educação
"A Folha afirma em editorial que é necessário melhorar os salários dos professores para atrair pessoal mais qualificado para o magistério. De quanto seria esse salário? Só para comparar: um oficial de justiça, cuja escolaridade exigida é o ensino médio, receberá em torno de R$3.400,00; um fiscal de ICMS, com nível superior 'em qualquer área', R$ 12.000,00. Já um professor da rede pública, com nível superior, R$ 1.840,00. Quem define e quais são os critérios dos salários tão díspares pagos no Estado?"
MARA FERNANDES DA SILVA (São Paulo, SP)
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Infraero
"Um registro interessante sobre o comandante Jobim é que acabou o atraso nos aeroportos de uma maneira sui generis: aumentou o tempo de voo. Hoje, em uma viagem Congonhas-Santos Dumont, o comandante anuncia que 'o tempo de voo será de 45 minutos' (depende do horário), ou seja, o mesmo tempo do antigo Electra. Antigamente o planejamento urbano era parecido: para que o tráfego fluísse, diminuía-se a calçada. Não é algo que se possa chamar de inteligente."
ROBERTO NOLASCO (São Paulo, SP)
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Minc
"O ministro do Meio Ambiente, senhor Carlos Minc, mostrou, através de sua atitude de participar de marcha a favor da liberação da maconha, que é uma pessoa despreparada para ocupar o cargo. Apoiar um movimento sem consistência, como o já citado, é passar para a sociedade uma mentalidade de quem não mede as consequências do que faz. Em uma era em que o mundo vive uma crise ambiental sem precedentes, corporificada inclusive com as chuvas que castigam o Nordeste do nosso país, o ministro deveria estar em outros fóruns buscando soluções, ao invés de 'passear' na beira do mar do Rio de Janeiro pedindo a liberação da maconha."
JOSÉ ELIAS AIEX NETO (Foz do Iguaçu, PR)
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Futebol
"O meu Botafogo realmente anda muito mal das pernas. Perde bestamente semifinais nas penalidades máximas (Americano) e finais (Flamengo), quando isso nem precisaria acontecer se a gente tivesse um artilheiro de fato. Cadê o Dodô? Esses que jogam no ataque atual do Botafogo formam, na verdade, um ataque cardíaco para nós, torcedores. Eu que o diga. Com quase 56 anos de idade, e sofrendo de miocardiopatia isquêmica, por pouco tive um troço ao ver Vitor Simões e Reinaldo cansarem de perder gols decisivos. Só se salvou o mascarado do Maicosuel. Por isso peço que a diretoria amadora do meu Botafogo traga de volta o artilheiro dos gols bonitos: Dodô! Quantas saudades dele, no meio de tantos muquiranas envergando a camisa do Botafogo."
Fernando Cezar (Rio de Janeiro, RJ)
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Mais!
"Gostaria de comentar que, na entrevista com o pesquisador francês Georges Vigarello sobre o corpo (Mais!, 10/5), só se vislumbra uma história da educação do corpo no Ocidente (e quase sempre mapeada em referenciais literários franceses). A entrevista parece fazer apenas ver um mecanismo de mudanças aplicáveis ao pragmatismo do que se impõe sobre o corpo, como se esse tivesse apenas uma história em que foi tornado um eterno escravo de produtividades hegemônicas. Para uma história menos eurocêntrica, poderiam testemunhar diferentes perspectivas orientais, até mais antigas do que o que é pertinente ao traçado histórico desse autor e que, parece, fazem perdurar várias disciplinas do corpo aplicáveis à postura, à saúde, às artes marciais, do tempo mais remoto aos dias de hoje. Incorporam-se (o termo é obrigatório) ao cotidiano das mesmas culturas de outra maneira, fazendo com que se tenha no mapeamento do pesquisador francês uma história muito parcial.
Para um país como o nosso, em que estão em interseção contribuições de diversas partes do mundo, a pesquisa citada parece muito eurocêntrica. Faz-se sempre necessário conhecer as mais variadas pesquisas, dado a que se presta de forma muito significativa o suplemento Mais!. Porém, ao ler a abordagem da referida entrevista, fica uma sensação de que corroboramos que temos sempre refrencialidade na Europa. Ou seja, sem querer criticar o suplemento, seria interessante saber se não há outro viés da abordagem do corpo, como questão não propriamente evolutiva, mas inerente a diferentes culturas e com permanência de traços --ou seja, inerente a tradições que criaram sentidos, no heterogêneo conjunto do Ocidente, inclusive."
GERALDO PONTES JR., professor do Instituto de Letras da Uerj (Rio de Janeiro, RJ)
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Transgênicos
"Foi mais que excelente a reportagem de domingo sobre a falta de controle dos transgênicos no Brasil. É muito engraçado e trágico, ao mesmo tempo, e uma falta de responsabilidade, definir a distância de isolamento do milho transgênico em 100 metros, permitindo assim uma alta contaminação do milho não transgênico. Quem defendeu isso parece não saber o mais simples fundamento de melhoramento de plantas ou até de biologia e sistema reprodutivo de plantas alógamas, como o milho. Será que ele sabe que o meio de polinização do milho é o vento? Isto é: com vento, pode-se polinizar variedades alógamas distantes até 20 quilômetros! Vocês não acham que isso é tão dramático como engraçado?"
NAGIB NASSAR, professor titular de genética da UnB (Brasília, DF)
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"Muito esclarecedora a matéria sobre a situação do plantio e processamento de milho transgênico (Folha, 10/5). Parece-me, no entanto, que faltou o aprofundamento de um aspecto importante da questão: o direito do consumidor. Longe de ser um 'luxo', como menciona um dos entrevistados, o direito à informação (rotulagem adequada) é o item mais relevante. É curioso como quase todos os entrevistados, seja da área pública ou do setor privado (com exceção do Idec), demonstram uma total desconsideração para com o consumidor. Parece faltar a compreensão de que toda a cadeia produtiva do milho depende, essencialmente, do consumidor, e é em função dele que se planta, colhe e se processa o cereal. Num momento em que muitos erroneamente deixam de consumir carne de porco por causa de uma 'gripe suína', é possível que toda a cadeia produtiva do milho, ou seja, fornecedores de insumos, produtores, processadores, atacadistas e varejistas, venha a sofrer boicotes por parte dos consumidores que não estão sendo informados sobre as características dos produtos que estão adquirindo. Sob esse ponto de vista, chega a ser irrelevante se o milho transgênico é ou não prejudicial ao ser humano: o que ocorre é que o consumidor deve ter assegurado seu direito de consumir o produto tradicional ou o transgênico e, para isso, ele tem que ter acesso à informação. Os atores dessa cadeia produtiva estão brincando com fogo quando se esquecem do consumidor e, depois do fato consumado, será muito difícil reconquistar a confiança e se reposicionar no mercado."
PAULO VARELA SENDIN, engenheiro agrônomo (Londrina, PR)
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