Painel do Leitor
14/05/2009 - 02h30

Educação, quadros roubados, CD x vinil, Sérgio Moraes, improviso

da Folha Online

Educação

"O artigo de Rubem Alves ( Cotidiano, 12/5) me fez lembrar de um aluno do primeiro ano do ensino médio, há uns três anos atrás, tocando a campainha da minha casa e me pedindo para que estudássemos o ciclo de vida das algas e briófitas, com aqueles nomes de processos e de cada parte de cada coisa. Um aluno cheio de vida e energia, mas que chorava, chorava um choro de raiva, de indignação, de impotência. Chorava porque não concebia a lógica daquilo, o porquê, o que aquilo construiria em sua vida. Ele chorava, xingava, mas o que ele sentia era raiva mesmo.
Aprender não deveria ser assim. Deveria ser um processo de encantamento com o novo, que nos levasse a uma busca constante. Pessoas desencantadas com o desencanto do que não se aprende. Esses são os alunos do presente. Alunos que sentem raiva. Que belo futuro se vislumbra."

VIRGÍNIA MENDONÇA KNABBEN, professora (São Paulo, SP)

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"Concordo com a opinião de Rubem Alves. O jovem é obrigado a dedicar grande parte de seu tempo ao estudo de nomes absurdos, que nem sequer serão cobrados futuramente. Não que estudar tudo isso não seja importante, mas, diante dos métodos atuais de avaliação, nomes como esses são irrelevantes. Não seria necessário, além de modificar o formato do vestibular, modificar também o conteúdo cobrado nele?"

GARDENIA OLIVEIRA RIBEIRO (Americana, SP)

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"Sou professora da rede estadual de ensino há 23 anos e gostaria de dizer ao senhor Camilo da Silva Oliveira 'muito obrigada!'. A sua entrevista na Folha de 4/5 foi a melhor do século 21."

SUZANA FORTES SILVA (Jacareí, SP)

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Quadros roubados

"A Folha deveria mudar a manchete referente à 'recuperação' dos quadros roubados
Os quadros não foram recuperados pela polícia, e sim devolvidos pelos assaltantes. A polícia só foi buscar os quadros após ligação dos assaltantes indicando o local. A polícia foi omissa neste caso e nem sequer chegou a levantar suspeitos ou a fazer algum progresso na investigação."

BRUNO MOLINA (São Paulo, SP)

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CD x vinil

"Muito bacana a reportagem 'Teste aponta superioridade do vinil' ( Ilustrada, 13/5), que distingue às escuras o som do vinil e do CD. Sinto-me vingado e visionário, mas ainda discordo dos preços praticados pela Sony Music. Parece que ela não quer mesmo a volta do vinil, praticando preços abusivos de R$ 90 --poderia muito bem ser mais barato. Um álbum do 'Incubus', por exemplo, da mesma Sony, custa US$ 10,49 no exterior. Claro que tem o adicional do frete, mas o preço final não passa de R$ 50 para o consumidor. Acho que a companhia não fez nenhum esforço para baratear o custo nem para conseguir a isenção de impostos, já que não tem mais fábrica no Brasil. Disco também é cultura."

LUIZ CALANCA (São Paulo, SP)

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Sérgio Moraes

"Alguém precisa dizer ao sr. Sérgio Moraes que o Brasil, embora ainda tropece bastante, é um Estado democrático de Direito e que a administração pública é regida, entre outros, pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência.
O nobre deputado (sinceramente, 'nobre' aqui é mera formalidade) deve imaginar-se um poderoso caudilho e que todos nós, a opinião pública, somos meros soldados rotos de sua excelência.
Não, o povo brasileiro e a moralidade política nacional não podem se ver reféns dos humores e rompantes do caudilho Moraes em sua ignóbil empreitada de encastelar sua majestade Edmar Moreira.
E de onde vem o poder ou a sensação de poder de Moraes para afrontar de forma tão flagrante tudo o que se entende por decência? A resposta é simples: a boa e velha imunidade parlamentar, trincheira máxima tão utilizada pela classe para proferir impropérios sobre tudo e sobre todos.
Com o perdão pelo inevitável jogo de palavras, é devastador quando a imunidade parlamentar se torna meio para a impunidade parlamentar. Afinal, o corporativismo e o fisiologismo são portas para todo o tipo de descumprimento dos tais princípios básicos do bom administrador."

HEITOR DINIZ (Belo Horizonte, MG)

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Improviso

"No editorial 'Menos improviso' ( Opinião, 7/5) é feita a pergunta 'Por que médicos não podem ensinar biologia; e engenheiros, matemática?'
Respondo com outra pergunta: Quem quer ganhar a miséria paga pelo Estado?
Já houve época em que o ensino na escola estadual era profissionalizante e não deu certo, pois aqueles que não tinham formação no magistério não demoraram a desistir das aulas.
Para dar um exemplo: na escola onde trabalhei, dois alunos do próprio colégio davam aulas de eletricidade, porque, pelo trabalho que exerciam, entendiam um pouco do assunto.
Só o professor, o eterno injustiçado, consegue seguir em frente nesta tão desprestigiada profissão."

CLARA A. SZENKLEWSKI (São Paulo, SP)

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Aposentados

"A Constituição brasileira, em seu artigo 40, inciso 4º, diz que qualquer aumento salarial ou vantagem concedida aos trabalhadores da ativa deverá ser estendida aos aposentados e pensionistas.
Isso não ocorre no que diz respeito ao governo de São Paulo, cujos representantes esquecem que muitos policiais estão em cadeiras de rodas e que outros perderam a vida no combate aos marginais.
O Estado esquizofrênico faz questão de mostrar as suas faces: uma, a de mau pagador, e outra, a de eficiente arrecadador de impostos. O aumento salarial concedido ao funcionário público é em forma de abono ou de gratificação. Essa artimanha é para não dar reajuste salarial aos aposentados e pensionistas, se esquecendo dos artigos citados.
Cabe à Assembleia Legislativa não aprovar aumento salarial que não inclua também aposentados e pensionistas."

LENINE AMENDOLA (Sorocaba, SP)

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